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Quer viver mais?

Para viver mais e com saúde, estudos sugerem que algumas mudanças no estilo de vida podem ajudar a prolongar a expectativa de vida.

Não fumar, reduzir o consumo de álcool, manejar o estresse, seguir uma alimentação saudável e se movimentar mais já foram associados a uma sensação de juventude e boa saúde ao longo do envelhecimento.

Agora, um novo estudo publicado na revista The Lancet mostrou que apenas 5 minutos extras por dia de atividade física moderada a vigorosa, ou 30 minutos a menos sentado por dia, poderiam ajudar a prevenir até 10% das mortes.

Para este estudo, pesquisadores analisaram dados de saúde de estudos anteriores, envolvendo mais de 150 mil adultos dos Estados Unidos, Suécia, Noruega e Reino Unido. Todos os estudos incluíram dados de atividade física medidos por dispositivos.

Diversos estudos já demonstraram que níveis mais altos de atividade física estão associados a melhores desfechos de saúde, melhor qualidade de vida e menor risco de morte prematura

No entanto, ainda não estava claro o quanto pequenas mudanças na atividade física e no tempo sentado poderiam reduzir o número de mortes na população.

Ao final do estudo, os pesquisadores observaram que adicionar apenas 5 minutos diários de atividade moderada a vigorosa reduziu em 6% o número de mortes entre os 20% menos ativos, ao longo de um acompanhamento médio de oito anos.

 Em uma população onde 100 mil pessoas morrem por ano, isso significa que 6 mil dessas mortes poderiam ser evitadas com apenas cinco minutos extras de atividade nos menos ativos

Quando esse aumento de atividade foi aplicado a toda a população do estudo, o potencial de prevenção de mortes chegou a 10%.

Sentar 30 minutos a menos pode evitar 3% das mortes.

Os pesquisadores também analisaram o impacto de reduzir o tempo sentado. Descobriram que sentar 30 minutos a menos por dia poderia prevenir cerca de:

  • 3% das mortes entre os menos ativos
  • 7% das mortes em toda a população estudada

Se todos os grupos populacionais reduzissem 30 minutos do tempo sentado diário, entre 3 mil e 7 mil mortes poderiam ser evitadas em uma população com 100 mil óbitos por ano — número próximo à taxa anual de mortes da Suécia!

Os autores planejam agora investigar como pequenas mudanças no número diário de passos podem impactar a prevenção de mortes e até de doenças.

“Fazer as pessoas se moverem mais, para tornar suas atividades diárias mais fáceis e ajudá-las a viver uma vida mais longa e feliz, é exatamente o que eu defendo todos os dias. Movimento é remédio. Mesmo apenas cinco minutos podem melhorar o estado físico e mental de alguém.”Usar o movimento como medicina traz grandes benefícios, especialmente agora que cresce o interesse por abordagens mais naturais. Cada vez mais pessoas preferem mudanças no estilo de vida em vez de medicamentos. Essa pesquisa é importante para sustentar essa transformação social.” -Comenta o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular formado pela USP com ênfase no tratamento do Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

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Sua B12 é boa?

Um recente estudo avaliou, em escala populacional, o padrão da deficiência de vitamina B12 no Brasil e seu impacto sobre hospitalizações e doenças associadas, utilizando dados dos sistemas público (SUS) e privado entre 2016 e 2023.

Os autores destacam que a deficiência de B12 é subdiagnosticada, crescente, e possui impacto sistêmico amplo, indo muito além da anemia.

🧬 Fundamentos fisiológicos apresentados

A vitamina B12:

• é obtida exclusivamente da dieta (produtos animais)
• depende do fator intrínseco gástrico para absorção ileal
• atua na eritropoiesesíntese de DNA e formação de mielina

A deficiência causa:

• anemia megaloblástica
• neuropatia periférica
• declínio cognitivo
• alterações psiquiátricas
• redução da densidade óssea
• risco cardiovascular aumentado

🇧🇷 Contexto brasileiro

O artigo destaca fatores específicos do Brasil:

• insegurança alimentar
• redução de consumo de proteína animal
• envelhecimento populacional
• uso crescente de metformina e inibidores de bomba de prótons
• desigualdade socioeconômica regional

Prevalência nacional prévia estimada: 6–15%.

🧪 Métodos

• 84 milhões de dosagens de vitamina B12 analisadas
• Dados administrativos nacionais
• Sistemas público e privado
• Deficiência definida como <221 pmol/L (critério OMS/CDC)
• Correlação entre deficiência de B12 e hospitalizações por grandes grupos de doenças
• Análises temporais e regressão multivariada regional

📊 Principais resultados

📈 Crescimento dos testes

• Exames aumentaram 12 vezes
• De 2 milhões (2016) → 25 milhões (2023)
• Mudança de predominância:

  • 2016: 94% público
  • 2023: 60% privado

(Figura 1 do artigo mostra claramente esse crescimento e a migração para o setor privado)

👩‍⚕️ Diferença por sexo

• 69% dos exames em mulheres
• Mulheres fizeram 2,3× mais testes
• 80% dos resultados anormais ocorreram em mulheres

Homens realizam menos exames e tendem a ser diagnosticados tardiamente, já com manifestações neurológicas ou cardiovasculares.

⚠️ Prevalência de resultados anormais

• Sistema público: 11% exames anormais (~4 milhões)
• Sistema privado: 12% exames anormais (~6 milhões)

Idade média da deficiência:

• Mulheres: 44–49 anos
• Homens: 44–54 anos

🏥 Hospitalizações associadas à deficiência de B12

Tendência temporal:

• Hospitalizações por deficiência de B12 aumentaram 32%
• 598 casos (2018) → 870 casos (2023)

Correlação com outras deficiências vitamínicas

• B12 × B1: ρ = 0,952
• B12 × B6: ρ = 0,857

Ou seja, deficiências do complexo B crescem em paralelo populacionalmente.

🧠 Correlação com doenças clínicas graves

Hospitalizações por deficiência de B12 correlacionaram-se fortemente com:

DoençaCorrelação (ρ)
Anemia0,93
Demência0,95
Depressão0,95
Parkinson0,95
Doença inflamatória intestinal0,90
AVC0,98
Infarto0,98

Todas com p < 0,001

📉 Análise multivariada ajustada

Mesmo após ajuste por renda, desigualdade regional e carga de comorbidades, a deficiência de B12 permaneceu associada a:

CondiçãoRR
Anemia1,09
Demência1,05
AVC1,07
Infarto1,08

Ou seja:
A deficiência de B12 é marcador independente de risco de hospitalização grave.

🧭 Conclusões

“ A deficiência de B12 é problema de saúde pública crescente no Brasil. Está associada a hospitalizações evitáveis. Mulheres são mais testadas e mais diagnosticadas. Homens tendem a ser diagnosticados tardiamente. A deficiência de vitamina B12 é uma epidemia silenciosa, crescente e subdiagnosticada no Brasil, associada a aumento de hospitalizações cardiovasculares, neurológicas, hematológicas e psiquiátricas. Deve sempre ser solicitado nas mulheres com lipedema pois vejo no consultório uma prevalência alta.” – Analisa o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular formado pela USP com ênfase no tratamento do Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

💡 Implicações clínicas

✔️ Justifica rastreio em mulheres, idosos e usuários de metformina/IBP
✔️ Explica sintomas neurológicos “inexplicáveis”
✔️ Suporta inclusão de B12 no check-up metabólico
✔️ Fundamenta políticas públicas de suplementação

 

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Creatina piora os rins?

A creatina monohidratada é um dos suplementos mais estudados, com benefícios bem estabelecidos para desempenho físico e aplicações clínicas emergentes (inclusive em doenças neurodegenerativas). Porém, permanece uma preocupação clínica recorrente:
👉 a elevação da creatinina sérica após suplementação, que pode ser interpretada erroneamente como disfunção renal.

No entanto:

  • Creatinina é apenas um subproduto do metabolismo da creatina
  • Seu aumento não necessariamente reflete queda real da função renal
  • O marcador mais confiável é a taxa de filtração glomerular (GFR)

Um recente estudo fez uma revisão sistemática e meta-análise atualizada (2000–março/2025) para determinar:

  • Se a suplementação de creatina altera creatinina sérica
  • Se há impacto real sobre a GFR (função renal global)

Métodos

Busca e seleção

  • Bases: PubMed, Scopus, Web of Science, Google Scholar
  • Período: janeiro/2000 – março/2025
  • Apenas estudos em humanos e em inglês
  • Termos: creatine AND kidney function, GFR, creatinine etc.

Critérios de inclusão

  • Ensaios clínicos randomizados, estudos observacionais e pré–pós
  • Suplementação oral de creatina (qualquer dose/duração)
  • Desfechos: creatinina sérica e/ou GFR

Exclusões

  • Estudos animais, in vitro, revisões, relatos de caso
  • Estudos sem desfechos renais ou dados quantitativos

Avaliação de viés

  • RCTs → Cochrane RoB-2
  • Observacionais → Newcastle–Ottawa Scale
  • Resultado geral: “some concerns” predominante (pequenas amostras e seguimentos curtos)

Meta-análise

  • Efeito calculado como diferença média (MD)
  • Modelo random-effects
  • Subgrupo por duração de suplementação

Estudos incluídos

  • 21 estudos na revisão sistemática
  • 12 estudos com dados quantitativos incluídos na meta-análise
  • Total: 177 participantes no grupo creatina vs 263 controles
  • Populações: atletas, sedentários, mulheres pós-menopausa, diabéticos tipo 2, militares etc.
  • Doses variaram de 5 a 20 g/dia, duração de 5 dias até 21 meses
  • Nenhum estudo reportou evento adverso renal grave

Resultados – Creatinina sérica

Meta-análise global

  • Pequeno aumento estatisticamente significativo:
    MD = +0,07 µmol/L
    IC95% 0,01 – 0,12
    p = 0,03

Subgrupo por duração

DuraçãoResultado
≤ 1 semanaAumento significativo MD +0,12 (IC95% 0,03–0,21)
1–12 semanasSem aumento significativo (MD +0,04; IC95% −0,09–0,17)
> 12 semanasAumento novamente significativo

Interpretação fisiológica

  • A elevação inicial é farmacocinética previsível
  • Reflete aumento do pool corporal de creatina  maior conversão em creatinina
  • Não indica lesão renal verdadeira

Considerações importantes

“A Creatina causa aumento modesto e transitório da creatinina sérica, mas não reduz a taxa de filtração glomerular.  Não há evidência de dano renal em indivíduos saudáveis ou em populações clínicas estudadas.  A creatinina deve ser interpretada com cautela em usuários de creatina, se necessário, usar marcadores mais específicos de função renal. Eu recomendo a suplementação para mulheres com lipedema e com mais de 40 anos com raras exceções.”  – Conclui o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular formado pela USP com ênfase no tratamento do Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

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Trombose e câncer. Qual a relação?

Um recente estudo acabou de avaliar de forma abrangente:

  • epidemiologia do câncer oculto em pacientes com tromboembolismo venoso não provocado (TEV não provocado)
  • Os mecanismos fisiopatológicos bidirecionais entre câncer e trombose
  • Fatores de risco e estratificação
  • Estratégias atuais de rastreamento oncológico
  • Modelos preditivos e biomarcadores emergentes

O foco central é responder:
👉 Como identificar precocemente câncer oculto em pacientes com TEV não provocado?

📊 Epidemiologia

  • Dentro de 1 ano após TEV não provocado5% a 15% dos pacientes recebem diagnóstico de câncer.
  • Estudos mais recentes mostram incidência menor (≈ 2,4% a 8,8%), provavelmente devido a:
    • Melhor imagem diagnóstica
    • Protocolos clínicos mais eficientes

📌 Conclusão epidemiológica:
TEV não provocado é fator de risco independente para câncer oculto.

🧬 Fisiopatologia – Relação bidirecional

🔹 Câncer induz trombose

  • Tumores liberam:
    • Tissue Factor (TF)
    • Micropartículas pró-coagulantes
  • Ativam:
    • Cascata de coagulação
    • Plaquetas
    • Neutrófilos → formação de NETs
  • Inibem fibrinólise via ↑ PAI-1
  • Resultado: estado hipercoagulável tumoral

🔹 Trombose favorece progressão tumoral

  • Inflamação sistêmica (IL-6, TNF-α)
  • NETs facilitam:
    • Adesão tumoral
    • Metástase

📌 Mensagem central:
Câncer e TEV se retroalimentam biologicamente.

⚠️ Fatores de risco para câncer oculto em TEV não provocado

🔸 Idade

  • 50 anos → risco 6 a 7 vezes maior
  • 80 anos → prevalência de câncer ≈ 9% em 1 ano

🔸 Sexo

  • Dados conflitantes:
    • Alguns estudos: maior risco em homens
    • Outros: maior risco em mulheres
      ➡️ Ainda não conclusivo

🔸 Comorbidades associadas

(Figura 1 do artigo)

CondiçãoIncidência de câncer em 1 anoSIR
Diabetes + TEV4,1%3,28
Doença diverticular + TEV6,2%2,9
Demência + TEV2,8%1,9
Uso prévio de aspirina + TEV6,0–6,7%2,8–3,3

📌 Todas aumentam risco comparado à população geral.

🩸 Localização do trombo e risco de câncer

(Figura 2 do artigo)

Local do tromboIncidência de câncerSIR
Trombose venosa esplâncnica8% nos 3 primeiros meses33
Trombose venosa cerebral4,5% em 1 ano3,35
Trombose arterial de membro inferior2,5% em 6 meses3,28
Trombose venosa retinalNão aumenta risco

📌 Locais “incomuns” de trombose são forte sinal de alerta para câncer oculto.

🔁 TEV recorrente

  • Dois episódios não provocados em <1 ano →
    HR para câncer = 18,5
  • Pacientes com câncer oculto:
    • Recorrência de TEV em 1 ano: 38,6%
    • Sem câncer: 3,8%

📌 TEV recorrente é marcador clínico crítico.

🔍 Estratégias de rastreamento

🔹 Rastreamento limitado (guidelines ISTH)

Inclui:

  • História clínica
  • Exame físico
  • Hemograma e bioquímica
  • RX de tórax
  • Rastreamento oncológico padrão por idade/sexo

🔹 Rastreamento extensivo

Adiciona:

  • TC tórax/abdome/pelve
  • Endoscopia
  • US abdominal
  • Marcadores tumorais
  • PET-CT FDG

⚖️ Evidência dos ensaios clínicos

  • Ensaios randomizados mostram:
    ❌ Rastreamento extensivo não reduz mortalidade global
    ❌ Não reduz taxa de câncer perdido
  • Porém:
    ✔️ PET-CT FDG tem:

    • Sensibilidade ≈ 87%
    • Especificidade ≈ 70%
    • Valor preditivo negativo ≈ 98,9%

📌 Recomendação atual:
Rastreamento limitado inicial, com PET-CT reservado para casos de alto risco ou suspeita persistente.

🧮 Modelos de predição de câncer oculto

🔸 Modelos clássicos

ModeloAUC
RIETE0,59–0,62
SOME0,56

➡️ Baixa capacidade preditiva

🔸 Novo escore VTE Malignancy Score

  • AUC 0,74
  • Sensibilidade 86%
  • Especificidade 89%

🔸 Modelo por Machine Learning (CLOVER)

(Figura e Tabela II)

  • Algoritmo CatBoost
  • Variáveis: idade, sexo, sinais vitais, D-dímero, hemoglobina, plaquetas, creatinina etc.
  • AUC = 0,86
  • PPV = 75%
  • NPV = 93%

📌 Primeira evidência robusta de IA aplicável ao rastreio de câncer oculto em TEV.

🧪 Biomarcadores promissores

BiomarcadorAchado
D-dímero >4000 ng/mLHR 4,1 para câncer
P-selectina solúvel >62 ng/mL + D-dímero >10.000Especificidade 91%
H3Cit-DNA (NETs)↑79% risco a cada 500 ng/mL
Relação neutrófilo/linfócito + CEA + CA19-9 + CA125Sensibilidade ~80%

📌 Biomarcadores + ML = futuro do rastreio personalizado

 Conclusões finais do artigo

” TEV não provocado aumenta risco de câncer oculto. Idade avançada, TEV em locais incomuns e recorrência são sinais de alto risco. O rastreamento limitado é estratégia inicial padrão. A PET-CT é útil em casos selecionados e em breve teremos um uso maior de inteligência artificial e biomarcadores para auxiliar no diagnóstico. O trombo pode ser o primeiro sinal de um tumor silencioso. Detectar cedo salva prognóstico. Mas rastrear tudo indiscriminadamente não funciona — é preciso estratificar risco.” – Finaliza o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular formado pela USP com ênfase no tratamento do Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

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Qual a melhor dieta para quem quer emagrecer em 2026?

Um estudo avaliou se a restrição de sono compromete os efeitos de uma dieta hipocalórica na redução de gordura corporal em adultos com sobrepeso.

👥 Participantes

  • 10 adultos (3 mulheres, 7 homens)
  • Idade média: 41 anos
  • IMC médio: 27,4 kg/m²
  • Todos sedentários, não fumantes e sem distúrbios de sono

🧪 Desenho do Estudo

Estudo randomizado, cruzado, com duas intervenções de 14 dias cada:

🔹 Condições:

  1. 8,5 horas de oportunidade de sono por noite
  2. 5,5 horas de oportunidade de sono por noite
    (usadas em ordem aleatória, separadas por washout ≥ 3 meses)

🔹 Ambos os períodos incluíram:

  • Dieta hipocalórica: 90% do gasto metabólico basal
  • Mesmos horários e quantidade de refeições
  • Medições de composição corporal (DXA), gasto energético, hormônios e fome

🍽️ Dieta e Condições Controladas

  • Calorias/dia: ~1.450 kcal
  • 25% café da manhã, 30% almoço, 35% jantar, 10% lanche noturno
  • Macronutrientes fixos (48% carboidratos, 34% gordura, 18% proteína)
  • Atividade física sedentária e controlada

🛏️ Diferença real de sono

O tempo total de sono medido foi:

  • 7h25 na condição 8,5h
  • 5h14 na condição 5,5h
    ➡ Redução de 131 minutos/dia de sono real (p < 0.001)

📉 Resultados Principais – Composição Corporal

Ambas as condições resultaram em perda de peso semelhante (≈ 3 kg), porém:

🔥 1. Perda de gordura corporal

  • 8,5h sono: perda de 1,4 kg de gordura
  • 5,5h sono: perda de 0,6 kg de gordura
    ➡ 55% MENOS perda de gordura com sono reduzido (p = 0.043)

(figura 2 mostra graficamente a diferença)

💪 2. Perda de massa magra

  • 8,5h sono: perda de 1,5 kg
  • 5,5h sono: perda de 2,4 kg
    ➡ 60% MAIS perda de massa magra (p = 0.002)

Isso significa que a restrição de sono faz o corpo “queimar” músculo em vez de gordura durante a dieta.

🍽️ Fome e Substrato Energético

A restrição de sono levou a:

😋 Aumento da fome

  • Medida por escalas visuais de fome
  • Aumento significativo (p = 0.043)

🔥 Alteração no metabolismo – Respiratory Quotient (RQ)

O RQ aumentou tanto em jejum quanto após refeições:

  • RQ mais alto = menor oxidação de gordura
  • Significativo em jejum (p = 0.042) e pós-prandial (p = 0.038)

(figura 3 mostra esse aumento)

➡ Significa que com pouco sono, o corpo queima menos gordura e armazena mais.

🧬 Hormônios e Neuroendocrinologia

📈 Ghrelin (hormônio da fome)

  • Aumentou significativamente com restrição de sono (p = 0.04)
  • Ghrelin ↑ → fome ↑, retenção de gordura ↑

📉 Epinefrina

  • Redução significativa (p = 0.005)
    ➡ Pode contribuir para um metabolismo mais “econômico”

🔄 Leptina

  • Caiu em ambos os grupos devido à perda de peso
  • Sono não teve efeito independente na leptina

⚙️ Gasto Energético

Apesar de cálculos indiretos sugerirem que o gasto energético total pode ter diminuído ~400 kcal/dia com sono curto, os métodos diretos (água duplamente marcada) mostraram grande variabilidade e não detectaram diferença estatística.

Mas o metabolismo de repouso (RMR) foi menor no grupo com 5,5h:

  • 1505 kcal  1391 kcal (queda de 147 kcal/dia; p = 0.010)

➡ Corpo entra em modo de economia de energia, reduzindo o emagrecimento.

🧠 Interpretação dos autores

A restrição de sono:

  1. Aumenta a fome
  2. Diminui a queima de gordura
  3. Aumenta a perda muscular
  4. Reduz o metabolismo
  5. Cria um estado metabólico que favorece reganho de peso

Ou seja:

❗ Dormir pouco sabota a dieta mesmo quando o déficit calórico é igual.

📌 Conclusão

“ O estudo demonstra que: A quantidade de sono é determinante para a qualidade da perda de peso.
Sono insuficiente reduz pela metade a perda de gordura. Sono insuficiente aumenta em 60% a perda de massa magra. As pessoas devem começar pelo básico antes de saírem correndo para se matricular em academias e começarem planos milagrosos de tratamento. Desligar o celular e telas as 20:00 já é um bom começo principalmente para quem tem Lipedema.” Explcia o Dr Daniel Benitti cirurgião vascular médico com foco no tratamento do Lipedema.

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Quem tem lipedema pode usar anticoncepcional?

Um recente estudo investigou, em 637 mulheres brasileiras com lipedema confirmado ou suspeito, se o uso de contraceptivos hormonais está associado:

  • à piora dos sintomas,
  • ao início dos sintomas,
  • à gravidade da doença,
  • e ao impacto na qualidade de vida.

Trata-se do maior estudo brasileiro já realizado sobre esta associação.

🧬 1. Metodologia

✔ Tipo de estudo

Estudo observacional transversal, com coleta online de dados (ago–nov 2025).

✔ Participantes

  • 637 mulheres ≥ 18 anos
  • 77,1% com diagnóstico médico de lipedema
  • Idade média: 41,8 anos
  • IMC médio: 28,9 kg/m²

✔ Questionário estruturado

Incluiu:

  • sintomas (0–8 pontos)
  • qualidade de vida (0–15)
  • escala de dor (0–10)
  • auto-estima
  • histórico hormonal completo
  • tipo, tempo e efeitos colaterais de contraceptivos

✔ Análises estatísticas

  • Chi-quadrado
  • Correlação de Spearman
  • Regressão logística (preditores de piora)
  • Regressão linear (qualidade de vida)
  • NLP (IA) para interpretar textos livres

📌 2. Características clínicas do lipedema na amostra

  • Estágio mais comum: Estágio 2 (32,2%)
  • Tipos mais frequentes:
    • Tipo III (58,1%) – quadris, coxas, panturrilhas
    • Tipo II (32,9%)

Comorbidades:

  • Hipotireoidismo (28,1%)
  • Ansiedade/depressão (22,6%)
  • Hipertensão (18,5%)

Sintomas:

  • Média do escore de sintomas: 6,07/8
  • Dor média: 5,2/10
  • 70,5% com auto-estima baixa ou regular

🔥 3. Uso de contraceptivos hormonais

92,3% das participantes já utilizaram algum contraceptivo hormonal.
Entre os métodos mais usados:

  • Pílula: 59,7%
  • DIU hormonal: 13,7%
  • Injeção, implante e anel vaginal em menor proporção

Duração média de uso: 10,3 anos
Idade média de início: 20,7 anos

⚠️ 4. Principal achado: 58,8% relataram piora do lipedema após iniciar contraceptivos

Entre as 588 usuárias:

  • 34,5% → piora grave
  • 24,3% → piora leve
  • 40,3% → nenhuma mudança
  • 0,9% → melhora

A distribuição foi estatisticamente significativa (p < 0,001).

⏳ 5. “ 15,1% relataram início dos sintomas exatamente após começar o contraceptivo

Segundo análise de linguagem natural, 96 mulheres relataram que os sintomas começaram no mesmo período em que começaram contraceptivos.

Outros gatilhos: Puberdade: 39,7%, Indeterminado: 28,1%, Gravidez: 11,6%, Menopausa: 5,5%.

Esse achado reforça forte plausibilidade temporal, embora não prove causalidade.” – Explica o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular formado pela USP com ênfase no tratamento do Lipedema, que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

💊 6. Efeitos colaterais associados a maior risco de piora

Entre as usuárias:

Efeito colateralPrevalênciaAssociação com piora
Ganho de peso41,8%71,7% relataram piora (vs. 43,5% sem ganho)
Inchaço40,5%fortemente associado
Cefaleia22%moderada
Alterações de humor13,2%77,4% relataram piora (vs. 51,3%)

Esses sintomas parecem atuar como marcadores de sensibilidade hormonal.

🧮 7. Preditores independentes de piora (Regressão logística)

O maior preditor de piora foi:

⭐ Escore de sintomas prévio — OR = 1,562 (p < 0,0001)

Cada ponto adicional aumentou a chance de piora em 56%.

Outros achados:

  • Menarca tardia  efeito protetor (OR = 0,746)
  • Maior IMC  pequeno efeito protetor (OR = 0,819)
  • Duração de uso  sem efeito
    → Piora não depende do tempo, e sim da susceptibilidade individual.

❤️ 8. Qualidade de vida: principais fatores que pioram a vida das pacientes

Preditores independentes:

  1. Dor – maior impacto (β = 0.641)
  2. IMC (β = 0.364)
  3. Não houve impacto direto da piora com contraceptivos após ajustes.

Ou seja, dor crônica é o maior alvo terapêutico.

🧪 9. Interpretação fisiopatológica proposta

O estudo discute (como hipótese, não como conclusão) que:

  • O lipedema pode envolver um estado inflamatório crônico
  • Hormônios exógenos podem amplificar vulnerabilidades
  • Mulheres mais sintomáticas teriam um fenótipo mais inflamma-sensível

Modelos sugeridos na discussão:

  • Ativação de mastócitos
  • Aumento da permeabilidade vascular
  • Disfunção linfática
  • Adipogênese estimulada por estrogênios/progestagênios

⚖️ 10. Limitações

  • Questionário online (sem exames objetivos)
  • Desenho transversal → não permite provar causalidade
  • Possível viés de memória
  • Não foi possível comparar tipos específicos de hormônios

Mesmo assim, a amostra grande e análises multivariadas fortalecem a validade estatística.

🧾 11. Conclusão do estudo

  1. Contraceptivos hormonais estão fortemente associados à piora dos sintomas em mulheres com lipedema.
  2. Mais da metade das usuárias relatou piora.
  3. 15,1% tiveram início dos sintomas no período de início do contraceptivo.
  4. O maior preditor é o nível de sintomas prévio.
  5. Piora parece depender de susceptibilidade individual, não do tempo de uso.
  6. O aconselhamento contraceptivo deve ser individualizado para mulheres com lipedema.
  7. Estudos prospectivos com marcadores objetivos são necessários para confirmar causalidade

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

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Critérios para escolher um bom ômega-3

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• Verifique o conteúdo real de EPA e DHA

Nem todo “óleo de peixe” ou “ômega-3” tem quantidade útil de EPA/DHA: o importante é a soma desses dois ácidos graxos por dose.

  • Procure por suplementos que informem claramente quantos miligramas de EPA + DHA há por cápsula/dose.
  • Idealmente, a dose por cápsula deve fornecer uma quantidade significativa — isso ajuda a atingir a ingestão diária recomendada sem ter que tomar muitas cápsulas.

• Prefira fontes confiáveis (pureza e certificações)

Como o óleo de peixe vem do mar, pode haver risco de contaminação por metais pesados, PCBs ou dioxinas — especialmente se a matéria-prima for de baixa qualidade.

Verifique se o produto tem certificações de pureza e testes independentes de contaminantes.

  • Óleos provenientes de peixes menores e de águas menos poluídas costumam ser uma opção mais segura.

• Preste atenção à forma do óleo e estabilidade

Óleos de peixe podem ser apresentados em diferentes formas químicas — algumas mais bem absorvidas pelo corpo do que outras.

  • Prefira formulações de boa bio-disponibilidade e bem estabilizadas contra oxidação. Alguns fabricantes adicionam antioxidantes naturais para preservar o óleo.

• Considere suas necessidades pessoais

O que define a dose “ideal” depende do perfil de saúde, alimentação e objetivos (manutenção, saúde cardiovascular, cérebro, inflamação, etc.).

  • Quem consome pouco peixe ou tem dieta pobre em gorduras boas pode se beneficiar mais com suplemento.
  • Para alguns objetivos específicos (como controle de triglicerídeos, inflamação, saúde cerebral) pode fazer sentido doses maiores, sempre com orientação profissional.

• Confie em marcas transparentes e com boas práticas

Um bom óleo de peixe deve trazer no rótulo:

  • quantidades exatas de EPA e DHA
  • data de fabricação e validade
  • origem da matéria-prima (tipo de peixe, sustentabilidade)
  • certificados de pureza e controle de metais/poluentes

Evite produtos com descrições genéricas (“ômega-3”, “óleo de peixe”) sem detalhamento desses dados.

⚠️ O que evitar ou questionar

  • Suplementos com baixo teor de EPA/DHA (quando a maioria da cápsula é “óleo genérico”) — pode exigir muitas cápsulas para alcançar dose eficaz.
  • Produtos sem certificações ou sem rótulo claro sobre pureza/contaminantes.
  • Óleos de origem duvidosa (peixes grandes que acumulam mercúrio, por exemplo).
  • Suplementação em excesso sem orientação: mais nem sempre é melhor — especialmente em casos de doenças, uso de anticoagulantes ou problemas de saúde.

💡 Resumo prático: para escolher um bom ômega-3, vai além do nome “ômega-3” escrito na embalagem. Conte EPA/DHA, exija transparência de ingrediente e pureza, avalie se faz sentido para seu estilo de vida e saúde — e, se possível, converse com profissional de saúde para dose e necessidade ideais.

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Onde você mora impacta o seu peso?

Um estudo australiano investigou até que ponto o lugar onde a pessoa vive influencia seu peso corporal (BMI) — comparado a fatores individuais.
Em outras palavras: o ambiente engorda ou emagrece?
quanto disso é ambiente versus biologia, comportamento e características pessoais?

🧠 Método

✔ Base de dados

Usaram o banco longitudinal australiano HILDA, acompanhando indivíduos entre 2006 e 2019
(mais de 99 mil observações).

✔ Estratégia central

A pesquisa analisa pessoas que mudaram de endereço dentro da Austrália.
Se o local de destino tem média de peso maior ou menor, observa-se:

➡ O peso da pessoa converge para o padrão da nova região?
Se sim, significa que o lugar tem efeito real no BMI.

✔ Abordagens utilizadas

  1. Event study (estudo de evento) → analisa mudanças de peso antes e depois da mudança.
  2. Decomposição estatística → compara áreas de maior vs. menor BMI, maior vs. menor desigualdade, densidade urbana, proximidade a mercados etc.
  3. Modelos de comportamento → avaliam se o local influencia:
    • gasto com alimentos em casa
    • gasto com comida pronta fora de casa
    • nível de atividade física

📍 Resultados Principais

🔥 1. O lugar influencia 15,5% da variação do peso corporal

O estudo mostra que 15,51% da diferença de peso entre regiões da Austrália é explicada por fatores ambientais, não individuais
(ß = 0,1551).

➡ Isso significa que o ambiente tem influência real, quantificável — mas menor que os fatores pessoais, que explicam os outros 84,5%.

🔥 2. Mulheres são muito mais influenciadas pelo ambiente do que homens

Nas análises estratificadas:

  • Mulheres: efeito do ambiente extremamente forte (ß = 0,27)
  • Homens: efeito praticamente inexistente (ß = 0,02)

Isso sugere que mulheres “absorvem” mais o estilo de vida do local onde vivem — alimentação, cultura, disponibilidade de alimentos, infraestrutura etc.

🔥 3. Quanto maior for a distância da mudança, maior o impacto do lugar

O efeito só se tornou estatisticamente forte quando a pessoa mudou >100 km.
Movimentos curtos não alteram a influência do ambiente.

🛒🍔 4. O ambiente influencia fortemente alimentação — mas não atividade física

✔ Gastos com supermercado

➡ 57% da variação é explicada por onde a pessoa vive
(ß = 0,5704)

✔ Consumo de comida pronta fora de casa

➡ Quase 50% influenciado pelo ambiente
(ß = 0,4981)

✔ Atividade física

➡ Não houve influência significativa do ambiente
(ß = 0,2397; NS)

📌 Conclusão importante:
O ambiente molda o que a pessoa come, mas não quanto ela se exercita.

🗺️ 5. Regiões com acesso ruim a frutas/vegetais engordam mais

A decomposição mostra:

  • 29,4% da diferença de peso entre áreas com pior acesso a frutas e vegetais é causada pelo ambiente

Isso reforça que ambientes “obesogênicos” existem — e pesam muito nos hábitos alimentares.

🌆 6. Maior densidade urbana  menor BMI

Áreas mais densas (com mais recursos, mercados, acesso à comida fresca e deslocamentos a pé) apresentaram:

➡ 18% das diferenças de BMI atribuídas só ao ambiente

📌 7. Pessoas que se mudam para áreas mais pesadas ganham peso ao longo do tempo

O efeito não é imediato — o gráfico de 12 anos antes e 12 anos depois mostra:

  • Quase nenhuma tendência prévia
  • Ganho gradual de peso após a mudança

📌 Ou seja: o ambiente atua devagar, mas continuamente.

🧩 Conclusão Geral do Artigo

“O ambiente explica parte importante do peso corporal (15–30%). Mas a maior parte ainda é determinada por fatores individuais. A alimentação é o principal mecanismo ambiental — não exercício. Mulheres são muito mais sensíveis ao ambiente que homens, por isso as mulheres com lipedema devem se atentar. Políticas públicas devem focar em: melhorar acesso a alimentos saudáveis, reduzir comida ultraprocessada e fast food, urbanização mais densa e caminhável.” – Conclui o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico com foco no tratamento de lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

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Tem problema parar a tirzepatida?

Um recente estudo analisou como diferentes graus de reganho de peso após interrupção do tirzepatide afetam parâmetros cardiometabólicos (circunferência abdominal, pressão arterial, lipídeos, glicemia e insulina).

A análise inclui apenas participantes que:

  • Usaram tirzepatide por 36 semanas e atingiram ≥10% de perda de peso.
  • Foram então randomizados para placebo (interrompendo o tirzepatide).

👥 Amostra

  • 308 participantes
  • 71,1% mulheres
  • Idade média: 47 anos
  • Acompanhamento total: 88 semanas

Eles foram divididos em 4 grupos conforme o quanto recuperaram do peso perdido:

  1. <25% de reganho
  2. 25–50%
  3. 50–75%
  4. ≥75%

🟦 Importante: 82,5% dos participantes recuperaram ≥25% do peso perdido ao interromper o tirzepatide.

📉 Resultados durante o tratamento (0–36 semanas)

De forma consistente entre grupos, o tirzepatide levou a:

  • Redução de peso, IMC e circunferência abdominal
  • Queda de pressão arterial
  • Melhora de triglicerídeos, não-HDL, glicemia, HbA1c, insulina e HOMA-IR

Todas as variáveis melhoraram de maneira previsível durante o tratamento.

📈 Resultados após retirada do tirzepatide (36–88 semanas)

O estudo mostra um padrão claro:

🟥 1. Quanto maior o reganho de peso, maior a perda dos benefícios cardiometabólicos.

🔵 Circunferência abdominal

  • Reversão mínima no grupo <25%
  • Aumento de 14,7 cm no grupo ≥75%

🔵 Pressão arterial

  • Aumento significativo da sistólica em todos os grupos
  • Crescente conforme o reganho aumenta (6,8 → 10,4 mmHg)

🔵 Lipídeos

  • Não-HDL voltou a piorar proporcionalmente ao reganho de peso
  • Triglicerídeos aumentaram sobretudo nos grupos de ≥50% de reganho

🔵 Glicemia, HbA1c e insulina

  • A reversão foi rápida — já evidente em 16 semanas após parar o medicamento
  • HbA1c aumentou proporcionalmente ao reganho:
    • +0,14% no grupo <25%
    • +0,35% no grupo ≥75%

🟩 HDL

Curiosamente, aumentou em TODOS os grupos após a retirada — mudança já observada após emagrecimento por dieta.

🧩 Resultados sobre toda a duração (0–88 semanas)

  • Quem recuperou ≥75% do peso voltou aos valores basais de praticamente todos os parâmetros cardiometabólicos.
  • Quem recuperou <50% ainda manteve alguns benefícios, embora reduzidos.

📌 Conclusão Central do Artigo

Interromper o tirzepatide leva à recuperação substancial do peso em 1 ano na maioria dos indivíduos — e isso está diretamente ligado a uma reversão proporcional das melhorias metabólicas conquistadas durante o tratamento.

Mesmo com dieta hipocalórica e atividade física contínua, apenas 17,5% mantiveram reganho <25%.

👉 A manutenção dos benefícios exige tratamento contínuo.

🧠 Interpretação Clínica (segundo os autores)

  1. Obesidade é doença crônica — e exige tratamento contínuo.
  2. Repetir ciclos de perder e recuperar peso pode ser metabolicamente prejudicial.
  3. Os dados devem ser usados para orientar decisões compartilhadas médico-paciente sobre aderência e continuidade terapêutica.
  4. A resposta variável entre indivíduos reflete a biologia heterogênea da obesidade.

🧬 Pontos fortes do estudo

  • Seguimento longo (52 semanas após retirada)
  • Amostra grande
  • Design randomizado
  • Avaliação por categorias claras de reganho de peso
  • Dados robustos de múltiplos marcadores cardiometabólicos

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Existe um músculo metabólico?

O formato do músculo glúteo máximo muda de maneiras distintas ao longo do envelhecimento e de acordo com estilo de vida, fragilidade, osteoporose e diabetes tipo 2 — e essas alterações são diferentes entre mulheres e homens, segundo uma nova pesquisa que foi apresentada semana passada no encontro anual da Radiological Society of North America (RSNA).

Os pesquisadores utilizaram mapeamento 3D por ressonância magnética, uma técnica que processa uma série de imagens de RM para criar um modelo anatômico 3D detalhado, permitindo melhor visualização. O mapeamento 3D revelou padrões específicos de sexo no glúteo máximo associados ao diabetes tipo 2, sugerindo que o formato — e não o tamanho — do músculo pode refletir diferenças metabólicas subjacentes.

O glúteo máximo é um dos maiores músculos do corpo humano e desempenha um papel fundamental na saúde metabólica.

Usando dados de 61.290 exames de RM disponíveis no banco de dados UK Biobank, a equipe investigou como a análise por ressonância pode caracterizar as características estruturais e a composição do músculo. Além das imagens médicas, o UK Biobank inclui medidas físicas dos voluntários, dados demográficos, biomarcadores de doenças, histórico médico e respostas a questionários de estilo de vida. Os pesquisadores analisaram 86 variáveis diferentes e mapearam como elas se associam às mudanças no formato muscular ao longo do tempo.

Pessoas com maior aptidão física, medida por atividade física vigorosa e força de preensão manual, apresentaram um glúteo máximo com maior volume estrutural, enquanto envelhecimento, fragilidade e longos períodos sentado estavam ligados ao afinamento do músculo

Entre os participantes com diabetes tipo 2, os homens apresentaram encolhimento do músculo, enquanto as mulheres mostraram aumento do volume muscular — provavelmente devido à infiltração de gordura dentro do músculo. Homens classificados como “frágeis” exibiram um encolhimento mais generalizado do glúteo máximo, ao passo que, nas mulheres, o impacto da fragilidade ficou restrito a áreas menores.

Os resultados indicam que homens e mulheres têm respostas biológicas muito diferentes à mesma doença. Mudanças no formato do glúteo máximo podem indicar declínio funcional precoce e comprometimento metabólico em pessoas com diabetes tipo 2 — refletindo diferenças específicas entre sexos na resposta à tolerância à insulina, que ainda exigem mais estudos.

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