temperos-sal-saude-cortar-alimentacao-dr-daniel-benitti-cirurgiao-vascular-sao-paulo-campinas

Tempere sua vida!

 

 

UM recente artigo revisa as evidências científicas sobre os efeitos de ervas e especiarias na saúde humana, com foco especial nos estudos conduzidos pelo Centro de Nutrição Humana da UCLA entre 2010 e 2024.

A proposta central é mostrar que os benefícios das especiarias vão muito além da atividade antioxidante tradicional, envolvendo:

  • microbiota intestinal
  • metabolismo glicêmico
  • inflamação
  • função vascular
  • obesidade
  • cognição
  • envelhecimento cerebral
  • eixo intestino-cérebro

Conceito principal do artigo

Durante décadas os benefícios das especiarias foram atribuídos principalmente à sua capacidade antioxidante.

Hoje existe uma visão mais ampla:

As especiarias atuam como:

  • moduladores da microbiota
  • compostos prebióticos
  • reguladores metabólicos
  • moduladores neuroinflamatórios
  • reguladores da comunicação intestino-cérebro

Os autores argumentam que parte importante dos benefícios ocorre porque os polifenóis das especiarias chegam praticamente intactos ao cólon e são metabolizados pela microbiota intestinal.

Especiarias são extremamente ricas em polifenóis

O artigo mostra que diversas especiarias possuem concentração de compostos fenólicos muito superior à encontrada em muitos alimentos considerados saudáveis.

Exemplos:

AlimentoConteúdo fenólico
Cravo233 mg/g
Orégano67 mg/g
Tomilho59 mg/g
Canela43 mg/g
Pimenta-do-reino17 mg/g
Cúrcuma8 mg/g
Chocolate amargo5,8 mg/g
Uva vermelha1,2 mg/g

Ou seja:

grama por grama, muitas especiarias possuem dezenas de vezes mais polifenóis do que frutas e vegetais frequentemente promovidos como antioxidantes.

Especiarias e pressão arterial

Um dos achados mais interessantes discutidos foi o papel da capsaicina.

Pesquisadores demonstraram que pessoas que gostam de alimentos picantes apresentam:

  • menor ingestão de sal
  • menor pressão arterial

A capsaicina parece modificar a atividade cerebral em áreas relacionadas à percepção do sabor salgado:

  • ínsula
  • córtex orbitofrontal

Isso reduz a preferência por alimentos muito salgados.

Consumo de especiarias e mortalidade

O artigo cita um grande estudo observacional chinês com:

  • 487.375 indivíduos
  • idade entre 30 e 79 anos

Resultado:

Consumir alimentos picantes quase diariamente foi associado a:

14% menor risco de morte

Além disso houve menor mortalidade por:

  • câncer
  • doença cardiovascular
  • doenças respiratórias

Especiarias como prebióticos

Este é um dos temas centrais do artigo.

Os autores destacam que:

  • apenas 5–10% dos polifenóis são absorvidos no intestino delgado
  • 90–95% chegam ao cólon

Lá são metabolizados pelas bactérias intestinais.

Assim, os polifenóis funcionam como verdadeiros prebióticos.

Estudos com Canela

Estudo 1 – Resposta glicêmica aguda

Participantes:

  • 32 adultos

Intervenção:

  • mingau de aveia com leite
  • com ou sem 6 g de canela

Resultados:

Em indivíduos com sobrepeso

  • redução da insulina pós-prandial
  • menor necessidade de secreção pancreática de insulina

Na análise global

  • menor glucagon
  • menor insulina
  • menor C-peptídeo

Isso sugere melhora da eficiência metabólica após a refeição.

Estudo 2 – Prediabetes

Participantes:

  • 18 indivíduos
  • obesidade
  • pré-diabetes

Dose:

  • 4 g/dia por 4 semanas

Resultados:

Controle glicêmico

  • redução da glicemia média de 24 horas
  • redução dos picos glicêmicos
  • redução da área sob a curva glicêmica

Microbiota

Redução de:

  • Terrisporobacter
  • Dialister

Aumento de:

  • Methanobrevibacter

Além disso:

  • redução dos triglicerídeos.

Pimenta Vermelha e Termogênese

Foi estudada a dihidrocapsiato (DCT), derivado não picante da capsaicina.

Resultados:

  • aumento do gasto energético pós-prandial
  • aumento da termogênese
  • aumento da oxidação de gordura

Sem os efeitos gastrointestinais típicos da capsaicina.

Cúrcuma e Cérebro

Este foi provavelmente o estudo mais impressionante da revisão.

Ensaio clínico de 18 meses

Participantes:

  • 40 adultos sem demência

Dose:

  • Theracurmin®
  • 90 mg duas vezes ao dia

Resultados:

Cognição

Melhora significativa em:

  • memória verbal
  • memória visual
  • atenção

Humor

Melhora dos escores de depressão.

PET cerebral

Menor acúmulo de:

  • beta-amiloide
  • tau

Especialmente em:

  • amígdala
  • hipotálamo

Os autores sugerem potencial papel neuroprotetor contra Alzheimer.

Cúrcuma e Câncer

Em culturas celulares:

A combinação de:

  • curcumina
  • EGCG
  • arctigenina

produziu:

  • maior apoptose
  • menor proliferação celular
  • inibição de NF-κB
  • inibição de PI3K/Akt
  • inibição de STAT3

mecanismos frequentemente envolvidos em tumorigênese.

Especiarias e Formação de Compostos Tóxicos na Carne

Um estudo extremamente interessante.

Hambúrgueres preparados com:

  • cravo
  • canela
  • orégano
  • alecrim
  • gengibre
  • pimenta-do-reino
  • páprica
  • alho

apresentaram:

71% menos malondialdeído (MDA)

MDA é um marcador de peroxidação lipídica associado a:

  • inflamação
  • mutagênese
  • carcinogênese

Além disso:

Após o consumo do hambúrguer temperado houve menor excreção urinária de MDA.

Especiarias e Função Endotelial

Em homens com diabetes tipo 2:

Adicionar mistura de especiarias à carne resultou em:

  • redução de 31% do MDA urinário
  • melhora da função endotelial medida por tonometria arterial periférica

Mesmo sem alterar:

  • glicemia
  • insulina
  • triglicerídeos.

Efeitos sobre a Microbiota

Mistura contendo:

  • canela
  • orégano
  • gengibre
  • pimenta-do-reino
  • pimenta-caiena

por apenas 2 semanas provocou:

Aumento

  • Bifidobacterium animalis
  • Lactobacillus
  • Bacteroides fragilis

Redução

  • Clostridium

Mudança da relação

↓ Firmicutes

↑ Bacteroidetes

Uma assinatura frequentemente associada a melhor saúde metabólica.

Mecanismos Moleculares Mais Importantes

Os autores resumem que os compostos bioativos das especiarias podem:

Reduzir inflamação

  • NF-κB
  • COX-2
  • iNOS
  • TNF-α
  • IL-6

Melhorar metabolismo

  • AMPK
  • PPARs
  • GLUT4
  • IRS-1

Melhorar defesa antioxidante

  • SOD
  • Catalase
  • Glutationa peroxidase

Modular microbiota

  • aumento de Lactobacillus
  • aumento de Bifidobacterium
  • redução de espécies potencialmente patogênicas.

Conclusão 

“ As especiarias devem ser vistas não apenas como aromatizantes ou antioxidantes. Elas atuam simultaneamente em microbiota intestinal, metabolismo energético, inflamação função vascular, cérebro e envelhecimento. O conceito emergente defendido pelo artigo é que muitas especiarias funcionam como moduladores do eixo intestino-cérebro, explicando efeitos observados em cognição, humor, metabolismo e risco cardiovascular. Eu considero que elas têm um papel fundamental no tratamento das mulheres com lipedema.” – Conclui o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular formado pela USP com ênfase no tratamento do Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:
Melhores exercícios para emagrecer.

O que importa quando pensamos em atividade física?

Melhores exercícios para emagrecer.

artigo “American College of Sports Medicine Position Stand. Resistance Training Prescription for Muscle Function, Hypertrophy, and Physical Performance in Healthy Adults: An Overview of Reviews” é o novo Position Stand do ACSM publicado em 2026 no Medicine & Science in Sports & Exercise. Ele atualiza o guideline clássico de 2009 sobre treinamento resistido.

O trabalho é extremamente relevante porque analisa:

  • 137 revisões sistemáticas,
  • mais de 30.000 participantes,
  • e praticamente toda a literatura moderna sobre musculação e treinamento resistido.

O objetivo foi responder:

“Quais variáveis realmente importam para força, hipertrofia e performance física?”

VISÃO GERAL DO ARTIGO

Os autores avaliaram o impacto de:

  • frequência,
  • carga,
  • volume,
  • falha muscular,
  • amplitude,
  • descanso,
  • periodização,
  • velocidade,
  • ordem dos exercícios,
  • tipo de equipamento,
  • treino excêntrico,
  • power training,
  • blood flow restriction,
  • entre muitas outras variáveis.

PRINCIPAL CONCLUSÃO DO ARTIGO

A conclusão central é muito importante:

MUITAS formas de musculação funcionam.

O artigo mostra que:

  • hipertrofia,
  • força,
  • potência,
  • equilíbrio,
  • velocidade de marcha,
  • função física,
  • endurance muscular melhoram com treinamento resistido.

Mas poucas variáveis realmente mudam de forma importante o resultado final.

TREINAMENTO RESISTIDO REDUZ RISCO DE DOENÇAS

O artigo reforça que musculação está associada a:

  • menor mortalidade;
  • menor risco cardiovascular;
  • menor risco de diabetes;
  • menor depressão;
  • melhor sono;
  • melhora funcional global.

Os autores enfatizam que treinamento resistido deve ser visto como:

comportamento promotor de saúde.

FORÇA MUSCULAR — O QUE MELHOR FUNCIONA?

O artigo conclui que força aumenta mais quando o treino utiliza:

1. Cargas altas

≥80% de 1RM

2. Frequência ≥2x/semana

Treinar mais de uma vez por semana melhora força.

3. Amplitude completa

Full range of motion melhora ganhos de força.

4. 2–3 séries

Mais eficiente que apenas 1 série.

5. Exercícios no começo do treino

Os exercícios realizados primeiro tendem a gerar mais ganho de força.

O QUE NÃO MUDOU MUITO A FORÇA?

O artigo mostra que força NÃO foi consistentemente afetada por:

  • treinar até falha;
  • máquinas vs pesos livres;
  • superfícies instáveis;
  • velocidade lenta vs moderada;
  • horário do treino;
  • descanso curto vs longo;
  • periodização.

Isso contradiz vários “dogmas” da musculação moderna.

HIPERTROFIA — O QUE MAIS IMPORTA?

O principal fator para hipertrofia foi:

VOLUME TOTAL

Especialmente:
≥10 séries por grupo muscular/semana.

O artigo mostra relação dose-resposta:
mais volume → mais hipertrofia.

CARGA NÃO FOI TÃO IMPORTANTE PARA HIPERTROFIA

Uma das conclusões mais interessantes:

Hipertrofia ocorreu com cargas baixas OU altas.

O artigo mostra que:
30% até 100% de 1RM
podem gerar hipertrofia semelhante.

Isso reforça o conceito moderno:
👉 tensão mecânica + proximidade da falha importam mais do que carga absoluta.

FALHA MUSCULAR NÃO FOI ESSENCIAL

Treinar até falha NÃO mostrou benefício consistente para hipertrofia ou força.

Isso é extremamente relevante porque:
muitas pessoas acreditam que falha absoluta é obrigatória.

O artigo sugere que:

  • alto esforço importa;
  • mas falha total não é necessária.

TREINO EXCÊNTRICO

O artigo mostra que:

  • sobrecarga excêntrica;
  • ou foco excêntrico

pode melhorar hipertrofia.

Especialmente com:

  • flywheel training;
  • eccentric overload.

POTÊNCIA MUSCULAR — O QUE FUNCIONOU MELHOR?

Para potência:

  • cargas moderadas (30–70% 1RM)
    foram superiores.

Além disso:

  • Olympic lifting;
  • power training;
  • movimentos rápidos;
  • fase concêntrica explosiva

foram melhores para potência.

POWER TRAINING

O artigo destaca muito o:

power training

Ou seja:
movimentos realizados o mais rápido possível na fase concêntrica.

Esse tipo de treino:

  • melhora potência;
  • melhora função física;
  • melhora marcha;
  • melhora desempenho funcional.

Especialmente importante em idosos.

TREINO PARA IDOSOS

O artigo reforça fortemente:

idosos DEVEM fazer musculação.

Benefícios observados:

  • melhora equilíbrio;
  • melhora marcha;
  • melhora levantar da cadeira;
  • melhora timed up-and-go;
  • melhora independência funcional;
  • reduz fragilidade.

MUSCULAÇÃO EM CASA FUNCIONA

Treino domiciliar também mostrou benefícios:

  • força;
  • equilíbrio;
  • endurance muscular.

Isso é importante para:

  • idosos;
  • pessoas sedentárias;
  • obesidade;
  • lipedema;
  • indivíduos com baixa adesão à academia.

ELÁSTICOS FUNCIONAM

Treinos com bandas elásticas:

  • aumentaram força;
  • aumentaram hipertrofia;
  • melhoraram função física.

Ou seja: não é obrigatório usar academia sofisticada.

PERIODIZAÇÃO NÃO FOI SUPERIOR

Talvez a parte mais polêmica do artigo:

periodização NÃO mostrou superioridade consistente.

Os autores afirmam:

  • com progressão adequada,
  • programas simples funcionam muito bem.

Isso desafia décadas de marketing da musculação.

O ARTIGO DEFENDE INDIVIDUALIZAÇÃO

“O mais importante não é seguir “o treino perfeito”. Mas sim: adesão; segurança; consistência; individualização; prazer; sustentabilidade. O artigo critica o excesso de complexidade criado na musculação moderna. Os autores mostram que muitos métodos sofisticados; técnicas avançadas; estruturas extremamente elaboradas têm pouca superioridade prática. Isso vale ainda mais para as mulheres com lipedema que estão recebendo diversas informações de dificuldade para venderem planos de tratamento.” – Explica o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular formado pela USP com ênfase no tratamento do Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

RECOMENDAÇÃO CENTRAL DO ACSM

A principal recomendação prática do artigo:

Todo adulto saudável deveria:

  • treinar musculação ≥2x/semana;
  • com esforço alto;
  • progressão gradual;
  • envolvendo grandes grupos musculares.

CONCLUSÃO FINAL

O artigo mostra que:

✅ musculação melhora:

  • força,
  • hipertrofia,
  • potência,
  • equilíbrio,
  • função física,
  • independência funcional.

✅ volume semanal é um dos fatores mais importantes para hipertrofia.

✅ cargas altas favorecem força.

✅ cargas moderadas favorecem potência.

✅ falha muscular não é obrigatória.

✅ periodização não é essencial para a maioria das pessoas.

✅ movimentos explosivos têm grande importância funcional.

✅ o melhor treino é aquele:

  • seguro,
  • progressivo,
  • individualizado,
  • e sustentável no longo prazo.
Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

 

vitamina-d-lipedema-dr-daniel-benitti-cirurgiao-vascular-sao-paulo-campinas

Vitamina D tem relação com dor?

vitamina-d-lipedema-dr-daniel-benitti-cirurgiao-vascular-sao-paulo-campinas

Um recente estudo investigou se níveis baixos de vitamina D antes da cirurgia estão associados a:

  • mais dor pós-operatória,
  • maior necessidade de opioides,
  • pior recuperação em mulheres submetidas à mastectomia radical modificada unilateral por câncer de mama.

Contexto fisiológico

Os autores destacam que a vitamina D não atua apenas em:
🦴 cálcio
🦴 osso

Ela também participa de:
🧬 modulação imunológica
🧬 inflamação
🧬 percepção da dor
🧬 citocinas inflamatórias
🧬 sensibilização nervosa

Evidências anteriores já mostravam associação entre deficiência de vitamina D e:

  • dor musculoesquelética,
  • dor crônica,
  • dor oncológica,
  • maior uso de opioides.

Desenho do estudo

Tipo

📌 estudo prospectivo observacional

Realizado no:
🏥 Fayoum University Hospital (Egito)

Período:
📅 setembro de 2024 a abril de 2025.

Participantes

Total:

👩 184 mulheres

Todas:

  • ASA II–III,
  • 20–65 anos,
  • submetidas à mastectomia radical modificada unilateral eletiva.

Divisão dos grupos

As pacientes foram separadas conforme vitamina D sérica pré-operatória:

Grupo deficiência

☀️ vitamina D <30 nmol/L

n = 92

Grupo suficiente

☀️ vitamina D ≥30 nmol/L

n = 92

O que foi avaliado?

Desfecho principal

Dor moderada/intensa:
📌 NRS >3
12 horas após cirurgia.

Outros desfechos

Os pesquisadores também avaliaram:

  • consumo intraoperatório de fentanil,
  • consumo pós-operatório de tramadol,
  • náusea/vômitos,
  • sedação,
  • estabilidade hemodinâmica,
  • satisfação da paciente,
  • tempo de internação.

Resultados principais

🚨 Pacientes com deficiência de vitamina D tiveram MAIS DOR

Dor moderada/intensa após 12h:

Deficientes:

📌 17,4%

Suficientes:

📌 2,2%

Diferença absoluta:
⚠️ 15,2%

A diferença apareceu cedo

Após apenas:
🕕 6 horas

Dor moderada/intensa:

Deficientes:

32,6%

Suficientes:

19,6%

Maior carga total de dor

Os autores utilizaram:
📊 AUC (área sob a curva de dor)

Resultado:
🚨 pacientes deficientes tiveram maior carga total de dor nas primeiras 24h.

🚨 Mais necessidade de opioides

Fentanil intraoperatório

Pacientes deficientes precisaram mais fentanil:
📌 +8 mcg em média.

Tramadol pós-operatório

A diferença foi enorme:

Deficientes:

📌 380 mg

Suficientes:

📌 268 mg

Diferença:
⚠️ +112 mg de tramadol.

Tempo de internação

Também houve:
🏥 internação discretamente maior
nas pacientes deficientes.

Regressão logística

Mesmo ajustando para:

  • idade,
  • IMC,
  • ASA,
  • duração da cirurgia,
  • uso de fentanil, a deficiência de vitamina D permaneceu associada a:

🚨 maior risco de dor moderada/intensa.

OR ajustado:

📌 3,12

Ou seja:
mais de 3 vezes maior chance de dor significativa no pós-operatório.

Possíveis mecanismos fisiológicos

“ A vitamina D pode modular dor através de redução de citocinas inflamatórias como TNF-alfa, IL-6, prostaglandina E2.  Além disso, a deficiência de vitamina D pode contribuir para sensibilização periférica, hipersensibilidade nervosa, sensibilização central, diminuindo o limiar de dor. Isso é muito importante para as mulheres com lipedema pois grande parte delas é deficiente em vitamina D.”  – Comenta o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular formado pela USP com ênfase no tratamento do Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

Relação com câncer de mama

Os autores reforçam que:
🚨 deficiência de vitamina D é extremamente comum em pacientes com câncer de mama.

E pode estar relacionada a:

  • progressão tumoral,
  • pior inflamação,
  • pior qualidade de vida.

Limitações do estudo

Os autores reconhecem limitações importantes:

❌ estudo observacional

Não prova causalidade.

❌ centro único

Todas pacientes egípcias.

❌ seguimento curto

Apenas 24h.

❌ não avaliaram:

  • ansiedade,
  • depressão,
  • qualidade do sono,
  • marcadores inflamatórios,
  • estágio tumoral.

Conclusão do estudo

Os autores concluem que:

🚨 deficiência de vitamina D antes da cirurgia esteve associada a:

  • mais dor pós-operatória,
  • maior consumo de opioides,
  • pior recuperação imediata.

E sugerem que:
📌 corrigir vitamina D antes da cirurgia pode se tornar estratégia importante no manejo da dor pós-operatória.

Interpretação clínica importante

O artigo reforça um conceito cada vez mais forte:

🧬 vitamina D não é apenas “vitamina do osso”.

Ela participa de:

  • imunidade,
  • inflamação,
  • função neurológica,
  • percepção de dor,
  • recuperação cirúrgica.

E talvez explique porque pacientes com deficiência:
⚠️ sentem mais dor
⚠️ usam mais opioides
⚠️ recuperam pior
⚠️ apresentam mais sensibilização inflamatória.

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

Dê pausas ao longo do dia e evite carboidratos.

Estou desmoronando e não sei o motivo!

Dê pausas ao longo do dia e evite carboidratos.

Um recente artigo traz uma análise extremamente profunda e humana sobre a experiência da menopausa. Diferente de estudos quantitativos tradicionais, os autores utilizaram uma abordagem fenomenológica para entender como mulheres vivenciam emocionalmente, psicologicamente e socialmente a menopausa.

Objetivo do estudo

O estudo buscou explorar:

  • como mulheres percebem os sintomas da menopausa
  • como esses sintomas afetam identidade, autoestima e saúde mental
  • como ocorre a busca por ajuda médica
  • e como as mulheres atribuem significado a essa fase da vida

Os autores destacam que existe pouca pesquisa fenomenológica aprofundada sobre o tema, apesar da menopausa impactar milhões de mulheres no mundo.

Metodologia

Foi realizado um estudo qualitativo com:

  • 4 mulheres britânicas
  • entre 47 e 60 anos
  • peri-menopáusicas ou pós-menopáusicas

As participantes:

  1. produziram fotografias representando sua experiência com a menopausa
  2. participaram de entrevistas profundas semi-estruturadas

A análise utilizada foi a:

IPA – Interpretative Phenomenological Analysis

Uma metodologia focada em:

  • subjetividade
  • significado emocional
  • construção de identidade
  • sofrimento existencial

Principais achados

Os autores identificaram 4 grandes temas centrais.

1. “À deriva em um mar de confusão”

“Estou desmoronando e não sei por quê”

Esse foi o principal eixo emocional do estudo.

As mulheres descrevem:

  • sensação de perda de controle
  • estranheza com o próprio corpo
  • sintomas imprevisíveis
  • medo de estar “ficando doentes”
  • ansiedade intensa
  • sensação de desintegração da identidade

Muitas não associavam inicialmente os sintomas à menopausa.

Sintomas relatados

Além dos clássicos:

  • fogachos
  • suor noturno

foram descritos:

  • dores articulares
  • olhos secos
  • coceira vaginal
  • perda de libido
  • fadiga
  • névoa mental (“brain fog”)
  • alterações cognitivas
  • ganho de peso
  • piora do sono
  • ansiedade
  • sensação de envelhecimento acelerado

Um dos pontos mais fortes do artigo:

a menopausa foi frequentemente confundida com outras doenças

As participantes acreditavam estar desenvolvendo:

  • demência
  • depressão
  • doenças cardíacas
  • diabetes
  • doenças ginecológicas
  • problemas neurológicos

“Ninguém me ouviu”

O artigo enfatiza fortemente o conceito de:

injustiça epistêmica

Ou seja:
👉 a mulher relata sintomas reais
👉 mas é desacreditada ou minimizada pelo sistema médico

As participantes relataram:

  • médicos despreparados
  • foco excessivo apenas em fogachos
  • desconhecimento sobre a enorme variedade de sintomas
  • demora diagnóstica
  • prescrição inadequada de antidepressivos
  • sensação de abandono

Uma participante chegou a desenvolver:

  • baixa autoestima
  • desesperança
  • pensamentos suicidas

2. “Planejando águas desconhecidas”

O alívio do diagnóstico

Quando as mulheres finalmente entendiam que os sintomas eram da menopausa, surgia:

  • alívio
  • validação
  • sensação de não estar “louca”

Muitas precisaram:

  • estudar sozinhas
  • ouvir podcasts
  • procurar grupos femininos
  • levar artigos ao médico
  • defender sua própria hipótese diagnóstica

O estudo critica diretamente a falta de preparo médico

As autoras afirmam que:

  • profissionais não reconhecem a amplitude dos sintomas
  • mulheres precisam “provar” que estão na menopausa
  • isso gera sofrimento evitável

3. “Seguir o fluxo”

Aceitação do novo corpo e identidade

As participantes começaram gradualmente a:

  • aceitar as mudanças corporais
  • redefinir feminilidade
  • aceitar o envelhecimento
  • abandonar guerras internas contra o próprio corpo

Ganho de peso

O ganho de peso apareceu repetidamente:

  • pior autoestima
  • sensação de invisibilidade
  • medo de perder atratividade
  • dificuldade de reconhecer o próprio corpo

Mas algumas mulheres passaram a enxergar isso com menos hostilidade.

Uma delas descreve:

“não quero mais estar em guerra com meu corpo” 

4. “Em direção a águas mais calmas”

Transformação e reconstrução

Apesar do sofrimento, muitas mulheres relataram:

  • crescimento pessoal
  • redescoberta da criatividade
  • coragem para mudar relacionamentos
  • reconstrução da identidade
  • fortalecimento emocional

O paradoxo central do artigo

A menopausa foi descrita simultaneamente como:

❌ destrutiva
e
✅ transformadora

As mulheres relataram:

  • perda de identidade
  • mas também redescoberta de si mesmas

Uma participante resume isso perfeitamente:

“Achei que perderia quem eu era… mas do outro lado eu me reencontrei.” 

Crítica social importante

O estudo mostra que mulheres mais velhas:

  • sentem-se invisíveis
  • menos valorizadas
  • menos desejadas socialmente
  • menos “úteis” após o fim da fertilidade

Isso impacta:

  • autoestima
  • sexualidade
  • identidade feminina
  • saúde mental

Conclusões dos autores

Os autores concluem que:

A menopausa é uma grande questão de saúde pública.

E que existe:

  • subdiagnóstico
  • desinformação
  • despreparo médico
  • sofrimento psicológico evitável

Principais mensagens finais

O estudo defende:

✔ maior educação médica

✔ maior conscientização social

✔ melhor acesso a tratamento

✔ reconhecimento da variedade dos sintomas

✔ validação da experiência feminina

Interpretação fenomenológica importante

Os autores afirmam que a menopausa:
não é apenas perda hormonal.

Ela representa:

  • transição existencial
  • reconstrução de identidade
  • mudança da percepção corporal
  • confronto com envelhecimento
  • redefinição do papel feminino na sociedade

Mensagem central do artigo

A menopausa não destrói apenas o corpo.

Ela pode abalar:

  • identidade
  • autoestima
  • cognição
  • sexualidade
  • relações sociais
  • sentido de si mesma

Mas também pode:

  • reconstruir
  • fortalecer
  • amadurecer
  • libertar.
Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

 

2111.i305.013.S.m005.c13.realistic-human-colon-bacterial-[Converted]

Existe bactéria saudável?

Um recente estudo realizou uma gigantesca análise de:

🌍 11.115 microbiomas intestinais

de:

  • 39 países
  • 13 doenças diferentes
  • indivíduos saudáveis

com um objetivo muito importante:

👉 entender o papel das bactérias intestinais “incultiváveis” (uncultured bacteria).

⚠️ O QUE SÃO BACTÉRIAS “INCULTIVÁVEIS”?

São bactérias que:

❌ ainda não conseguimos cultivar em laboratório
❌ não possuem cepas isoladas
❌ permanecem pouco compreendidas

Mesmo assim:
👉 representam MAIS de 60% das espécies do microbioma intestinal humano.

🧬 O QUE OS AUTORES DESCOBRIRAM?

🔥 A principal descoberta:

Pessoas saudáveis possuem:

✔ mais bactérias incultiváveis
✔ maior diversidade dessas bactérias
✔ maior presença do gênero CAG-170

🧠 O CAG-170 FOI O GRANDE DESTAQUE

O gênero:

🦠 CAG-170

foi o microrganismo:

  • mais associado à saúde
  • mais estável ao longo do tempo
  • mais central nas redes ecológicas do microbioma saudável

🌍 TAMANHO DO ESTUDO

Os autores analisaram:

  • 62 estudos
  • 13 doenças
  • mais de 8.600 amostras caso-controle

Doenças incluídas:

  • obesidade
  • Crohn
  • retocolite ulcerativa
  • câncer colorretal
  • Parkinson
  • esclerose múltipla
  • diabetes tipo 1 e 2
  • síndrome da fadiga crônica
  • artrite reumatoide
  • espondilite anquilosante

🧬 PRINCIPAIS RESULTADOS

1️⃣ BACTÉRIAS INCULTIVÁVEIS FORAM MAIS COMUNS EM PESSOAS SAUDÁVEIS

Os indivíduos saudáveis tinham:
✔ maior abundância
✔ maior diversidade
✔ maior estabilidade

dessas bactérias.

Especialmente em:

  • obesidade
  • Crohn
  • retocolite ulcerativa

🧠 ISSO É MUITO IMPORTANTE

Historicamente:
👉 microbioma saudável era associado apenas às bactérias “conhecidas”.

Esse estudo mostra que:

❗ talvez as bactérias mais importantes ainda nem tenham sido cultivadas.

2️⃣ O CAG-170 FOI O MICRORGANISMO MAIS ASSOCIADO À SAÚDE

O gênero CAG-170:

  • tinha forte associação com saúde
  • aparecia reduzido em doenças
  • tinha estabilidade temporal
  • correlacionava com menor disbiose

🧬 CARACTERÍSTICAS DO CAG-170

O CAG-170:

  • pertence à família Oscillospiraceae
  • possui mais de 1.000 genomas identificados
  • mas praticamente nenhuma cepa cultivada

👉 ou seja:
sabemos que ele existe, mas ainda entendemos pouco sobre ele.

🧠 FUNÇÃO ECOLÓGICA

Os autores mostraram que:

o CAG-170 funciona como um “hub ecológico”.

Ou seja:
👉 ele ajuda a organizar e estabilizar o microbioma.

Ele foi:

  • o gênero mais conectado
  • mais central
  • mais associado à homeostase intestinal

3️⃣ CAG-170 CORRELACIONOU COM MENOR DISBIOSE

Quanto maior o CAG-170:
⬇ menor desequilíbrio intestinal

Quanto menor:
⬆ maior disbiose

🧬 ISSO SUGERE

Que ele pode ser:
✔ marcador de saúde
✔ protetor metabólico
✔ estabilizador do ecossistema intestinal

4️⃣ PRODUÇÃO DE VITAMINA B12

Uma descoberta MUITO interessante:

✨ CAG-170 possui forte capacidade genética para produzir vitamina B12.

🧠 IMPORTÂNCIA DISSO

Vitamina B12 participa de:

  • metilação
  • produção energética
  • sistema nervoso
  • metabolismo mitocondrial

⚡ E MAIS

O estudo sugere que:
👉 o CAG-170 pode “alimentar” outras bactérias.

Isso é chamado de:

🧬 cross-feeding

5️⃣ PRODUÇÃO DE METABÓLITOS IMPORTANTES

O CAG-170 parece produzir:

  • glutamina
  • treonina
  • acetato
  • cofatores metabólicos

🧠 ISSO É RELEVANTE PORQUE

Essas moléculas ajudam:
✔ barreira intestinal
✔ imunidade
✔ metabolismo energético
✔ saúde mitocondrial

6️⃣ POSSÍVEL RELAÇÃO COM BAIXA INFLAMAÇÃO

O estudo mostrou que o CAG-170:
❌ não possui genes pró-inflamatórios importantes

e apresenta:
⬇ menor potencial inflamatório

🧬 POSSÍVEL RELAÇÃO COM BUTIRATO

O trabalho encontrou vias relacionadas a:

  • acetato
  • metabolismo fermentativo
  • ecossistema pró-butirato

Embora o estudo não afirme diretamente alta produção de butirato, o perfil metabólico é compatível com um microbioma anti-inflamatório.

🧠 UMA DAS PARTES MAIS INTERESSANTES

Os autores sugerem que:

❗ saúde intestinal pode depender muito mais de biodiversidade do que imaginávamos.

E talvez:
👉 as espécies “desconhecidas”
tenham papel mais importante que muitas bactérias já famosas.

⚠️ LIMITAÇÕES

O estudo:

❌ não prova causalidade
❌ não mostra tratamento
❌ não demonstra que CAG-170 sozinho protege doenças

Mas:
✔ mostra associação MUITO consistente

🧬 IMPLICAÇÕES CLÍNICAS

Esse trabalho reforça:
✔ importância da diversidade intestinal
✔ risco de dietas ultraprocessadas
✔ importância de fibras
✔ ecossistema intestinal complexo
✔ impacto metabólico do microbioma

🥬 O QUE PODE FAVORECER ESSE PERFIL?

O estudo não testou intervenções, mas fisiologicamente:

  • fibras
  • polifenóis
  • cacau
  • exercício
  • contato ambiental
  • diversidade alimentar
  • sono
  • menor uso desnecessário de antibióticos

provavelmente ajudam.

🧠 CONCLUSÃO FINAL DO ARTIGO

“ O estudo sugere que as bactérias mais importantes para a saúde humana podem ser justamente aquelas que ainda não aprendemos a cultivar. O gênero  CAG-170

surge como um dos mais fortes candidatos a marcador de saúde intestinal,

estabilidade ecológica, baixa disbiose, metabolismo saudável do microbioma humano moderno. Hoje conhecemos a akkermansia que também tem relação com sáude e podemos utilizar no tratamento das mulheres com lipedema. Mas em um futuro próximos teremos outras bactérias para ajudar.” – Conclui o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular formado pela USP com ênfase no tratamento do Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

 

Síndrome de ovários policísticos finalmente vai mudar

Um artigo publicado ontem propõe oficialmente a mudança do nome da síndrome dos ovários policísticos (PCOS) para:

🧬 Polyendocrine Metabolic Ovarian Syndrome (PMOS)

(em português: Síndrome Ovariana Metabólica Poli-endócrina)

A proposta surgiu após um enorme processo global de consenso envolvendo:

  • pacientes,
  • sociedades médicas,
  • endocrinologistas,
  • ginecologistas,
  • pesquisadores,
  • especialistas em implementação,
  • grupos de advocacy.

O principal argumento:
🚨 o nome “síndrome dos ovários policísticos” é biologicamente incorreto, reduz a doença aos ovários e prejudica diagnóstico, tratamento, pesquisa e percepção social.

O que motivou a mudança do nome?

Os autores destacam vários problemas do termo PCOS:

1. “Ovários policísticos” é um termo errado

A síndrome NÃO é caracterizada por cistos ovarianos patológicos.

O que existe:

  • múltiplos folículos pequenos,
  • interrupção da maturação folicular,
  • alterações hormonais ovarianas.

Ou seja:
🚨 não são “cistos”.

O termo gera:

  • confusão em pacientes,
  • confusão em médicos,
  • atraso diagnóstico,
  • exames desnecessários,
  • banalização da doença.

2. A doença é muito mais que “ovário”

O artigo enfatiza que a condição é:
🧬 endócrina
🧬 metabólica
🧬 inflamatória
🧬 neuroendócrina
🧬 cardiovascular

E não apenas ginecológica.

Principais manifestações descritas

Metabólicas

  • resistência insulínica,
  • obesidade,
  • diabetes tipo 2,
  • hipertensão,
  • dislipidemia,
  • esteatose hepática,
  • síndrome metabólica,
  • apneia do sono,
  • risco cardiovascular aumentado.

Reprodutivas

  • anovulação,
  • infertilidade,
  • irregularidade menstrual,
  • complicações gestacionais,
  • risco aumentado de câncer endometrial.

Dermatológicas

  • acne,
  • hirsutismo,
  • alopecia.

Psicológicas

  • ansiedade,
  • depressão,
  • pior qualidade de vida,
  • transtornos alimentares.

Prevalência

O artigo reforça que:
📌 mais de 170 milhões de mulheres no mundo são afetadas.

E até:
⚠️ 70% permanecem sem diagnóstico.

O que significa “Polyendocrine”?

O termo “polyendocrine” foi escolhido porque:
a síndrome envolve múltiplos eixos hormonais.

Incluindo:

  • insulina,
  • andrógenos,
  • LH,
  • GnRH,
  • AMH,
  • adipocinas,
  • hormônios ovarianos,
  • eixo neuroendócrino.

Os autores destacam que:
🚨 a resistência insulínica está presente em cerca de 85% das pacientes.

Mesmo mulheres magras podem ter resistência insulínica significativa.

O componente metabólico foi considerado CENTRAL

O artigo reforça fortemente que:
PMOS é uma doença metabólica.

Foram citados:

  • inflamação crônica,
  • disfunção adipocitária,
  • hiperinsulinemia,
  • obesidade visceral,
  • risco cardiovascular aumentado,
  • disfunção autonômica,
  • aumento do risco de IAM e AVC.

Os autores citam:
📌 OR de 2,5 para infarto
📌 OR de 1,71 para AVC em mulheres com PMOS.

O termo “ovarian” foi mantido. Por quê?

Houve discussão intensa sobre:

  • reproductive,
  • ovulatory,
  • ovarian.

O termo “ovarian” venceu porque:
✔ engloba alterações foliculares
✔ alterações ovulatórias
✔ alterações hormonais ovarianas
✔ mantém conexão histórica com a doença

E evita limitar a síndrome apenas à fertilidade.

Como o consenso foi feito?

O processo foi gigantesco.

Participaram:

  • 14.360 pessoas,
  • pacientes,
  • médicos,
  • pesquisadores,
  • representantes de todos os continentes.

Foram utilizados:

  • Delphi,
  • workshops,
  • técnicas de consenso,
  • análise de marketing,
  • análise cultural,
  • implementação em sistemas de saúde.

Motivos sociais e psicológicos para mudar o nome

Muitas mulheres relataram:
⚠️ estigma
⚠️ vergonha
⚠️ associação automática com infertilidade
⚠️ sensação de “defeito ovariano”

Em algumas culturas:
fertilidade feminina influencia valor social e conjugal.

Os autores destacam que o nome atual reforçava sofrimento psicológico.

Estratégia de implementação

A mudança ocorrerá em:
📅 3 anos.

Incluindo:

  • atualização de guidelines,
  • prontuários,
  • ICD,
  • livros,
  • sociedades médicas,
  • pesquisas,
  • educação médica,
  • campanhas públicas.

Mensagem mais importante do artigo

O artigo deixa clara uma mudança conceitual enorme:

🚨 PMOS não é uma doença “dos ovários”.

É uma síndrome:
🧬 metabólica
🧬 endócrina
🧬 inflamatória
🧬 cardiovascular
🧬 sistêmica

Com impacto:

  • cerebral,
  • vascular,
  • hepático,
  • reprodutivo,
  • metabólico,
  • psicológico.

Conclusão dos autores

Os autores concluem que:
o novo nome:
✔ melhora precisão científica
✔ reduz estigma
✔ melhora comunicação
✔ melhora entendimento da doença
✔ melhora advocacy
✔ melhora pesquisa
✔ melhora alinhamento com fisiopatologia atual.

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

 

scared-upset-woman-making-stop-gesture_74855-3672

Medicina baseada em promessa

Vivemos uma era em que novas medicações, hormônios e “peptídeos” surgem com promessas de resultados rápidos: melhora estética, emagrecimento, performance, rejuvenescimento.

E muitas vezes… funcionam no curto prazo.

Mas é exatamente aí que mora o maior risco.

👉 O curto prazo engana.
A medicina de verdade é testada no longo prazo.

O problema das terapias sem estudo

Hoje vemos um crescimento preocupante de:

  • uso de peptídeos “experimentais”
  • hormônios fora de indicação
  • protocolos manipulados sem padronização
  • combinações sem base científica

Essas intervenções frequentemente são:

❌ pouco estudadas
❌ sem ensaios clínicos robustos
❌ sem dados de segurança a longo prazo

E mesmo assim, estão sendo prescritas.

O grande erro: confundir efeito imediato com segurança

Melhorar sintomas ou estética rapidamente não significa que o tratamento é seguro.

Muitas alterações adversas:

  • metabólicas
  • hormonais
  • cardiovasculares
  • oncológicas

👉 demoram anos ou décadas para aparecer

Um exemplo clássico da história da medicina: Diethylstilbestrol (DES)

Diethylstilbestrol (DES) foi um estrogênio sintético amplamente utilizado entre as décadas de 1940 e 1970.

Para que era usado?

👉 Prevenir abortos espontâneos e complicações da gestação

Na época:

  • parecia promissor
  • fazia sentido fisiológico
  • foi amplamente prescrito

O que aconteceu depois?

Anos mais tarde, começaram a surgir dados alarmantes.

Filhas de mulheres que usaram DES durante a gestação apresentaram:

❌ maior risco de câncer raro (adenocarcinoma de vagina e colo uterino)
❌ alterações estruturais do trato reprodutivo
❌ infertilidade
❌ complicações gestacionais

E mais:

👉 Os efeitos apareceram décadas depois
👉 E afetaram uma geração inteira

A grande lição do DES

O DES nos ensinou algo fundamental:

👉 Interferir no sistema hormonal sem evidência robusta pode ter consequências imprevisíveis — e irreversíveis.

Na época, médicos estavam tentando ajudar.

Mas faltava algo essencial:

👉 evidência de longo prazo

Estamos repetindo o mesmo erro?

Hoje, vemos:

  • peptídeos sendo usados sem estudos clínicos
  • moduladores hormonais fora de contexto
  • intervenções baseadas em “teoria” ou “experiência individual”

Com promessas como:

  • melhora metabólica
  • ganho de massa
  • rejuvenescimento
  • controle de gordura

Mas sem responder a pergunta mais importante:

👉 o que acontece com esse paciente daqui 10, 20 anos?

Medicina não é baseada em promessa — é baseada em evidência

Para um tratamento ser considerado seguro, ele precisa:

✔️ passar por ensaios clínicos
✔️ ter reprodutibilidade
✔️ mostrar benefício real
✔️ demonstrar segurança no longo prazo

Sem isso, estamos diante de:

👉 experimentação clínica não controlada

O papel do médico e do paciente

Para médicos:

  • evitar prescrever o que não tem evidência
  • resistir a modismos
  • priorizar segurança acima de novidade

Para pacientes:

  • desconfiar de soluções rápidas
  • questionar evidência
  • entender que nem tudo que “funciona agora” é seguro depois

Conclusão

A história da medicina já mostrou, com o DES, que:

👉 boas intenções não substituem evidência
👉 resultados imediatos não garantem segurança
👉 os maiores riscos aparecem com o tempo

Hoje, com o crescimento do uso de peptídeos e terapias não validadas, precisamos lembrar:

Nem tudo que é novo é avanço.
E nem todo resultado rápido é benefício real

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

Vontade de comer doces por fome excessiva.

Obesidade não é só sobre “comer menos e gastar mais” — e a ciência já mostrou isso

Vontade de comer doces por fome excessiva.

Durante décadas, repetiram a mesma ideia:

👉 “Você engorda porque come mais do que gasta.”

Parece lógico.
Parece simples.

Mas não funciona.

E o motivo é claro:

👉 o comportamento alimentar humano não é simples.

🧠 O problema do modelo simplista

Sim, do ponto de vista físico:

👉 ganho de peso = ingestão calórica > gasto energético

Mas isso é uma descrição, não uma explicação.

Porque a pergunta mais importante não é:

👉 “por que a pessoa come mais?”

👉 mas sim:
“o que faz a pessoa comer mais?”

E é exatamente isso que os estudos mais recentes começam a responder.

🍽️ A textura do alimento muda quanto você come

Um artigo publicado na Scientific Reports analisou como a textura dos alimentos influencia a saciedade

O achado é extremamente relevante:

👉 alimentos sólidos e mais viscosos
➡️ reduzem a fome
➡️ aumentam a saciedade
➡️ diminuem a ingestão calórica

🔥 Tradução prática

  • alimentos líquidos → menor saciedade
  • alimentos sólidos → maior saciedade

Isso explica algo que vemos todos os dias:

👉 você pode consumir muitas calorias em minutos com bebidas, shakes ou ultraprocessados

👉 mas dificilmente consegue fazer o mesmo com alimentos sólidos naturais

🧠 Mastigar muda seu metabolismo

Outro estudo analisou algo ainda mais básico:

👉 mastigação

E encontrou que:

✔ mastigar mais
✔ comer mais devagar

➡️ reduz fome
➡️ reduz ingestão alimentar
➡️ aumenta hormônios de saciedade

💡 O detalhe que muda tudo

Quando você mastiga mais:

  • há maior estímulo sensorial
  • há maior tempo de exposição do alimento
  • há maior ativação de hormônios intestinais

👉 Ou seja:

💥 o corpo percebe melhor que você comeu

⚠️ O ambiente moderno trabalha contra você

Hoje vivemos em um ambiente onde:

  • alimentos são ultra processados
  • são macios, líquidos ou fáceis de engolir
  • exigem pouca mastigação
  • são hiperpalatáveis

👉 Resultado:

  • você come mais rápido
  • sente menos saciedade
  • consome mais calorias sem perceber

E depois a culpa é colocada no indivíduo.

🧠 O erro da abordagem tradicional

Dizer para alguém:

👉 “coma menos e faça exercício”

é ignorar completamente:

  • fisiologia da saciedade
  • comportamento alimentar
  • ambiente alimentar
  • resposta hormonal

👉 É tratar um problema complexo com uma solução simplista

🔑 O que realmente funciona

A ciência aponta para algo muito mais básico — e muito mais eficaz:

🍽️ 1. Coma comida de verdade

  • menos processados
  • mais naturais

🥩 2. Prefira alimentos sólidos

  • aumentam saciedade
  • reduzem ingestão calórica

🧠 3. Mastigue mais

  • aumenta hormônios de saciedade
  • reduz fome

⏳ 4. Coma mais devagar

  • permite que o cérebro “acompanhe” o que você come

💥 Conclusão

👉 O problema da obesidade não é falta de força de vontade

👉 É um ambiente que desregula sua biologia

E a solução não é apenas “comer menos”

👉 é comer melhor, de forma mais inteligente

🧠 FRASE FINAL

👉 Não é só sobre calorias.
É sobre como o seu corpo percebe o que você come.

FONTE:

https://doi.org/10.1016/j.physbeh.2015.07.017

https://doi.org/10.1038/s41598-020-69504-y

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

 

young-beautiful-female-hairdresser-apron-confused-holding-her-head-pink_141793-58816-jpg-740×521-

Finasterida, dutasterida e lipedema: um risco pouco discutido

Nos últimos anos, o uso de finasterida e dutasterida em mulheres tem crescido, principalmente no contexto de queda de cabelo. No entanto, quando falamos de pacientes com lipedema, essa decisão precisa ser analisada com muito mais cautela.

👉 Porque o impacto vai muito além do cabelo.

O que esses medicamentos fazem?

Finasterida e dutasterida atuam bloqueando a enzima 5-alfa-redutase, responsável por converter testosterona em DHT (di-hidrotestosterona).

👉 Ou seja:

  • ↓ DHT
  • ↑ testosterona disponível para aromatização
  • ↑ conversão em estradiol

O problema no lipedema: aumento de estradiol

O lipedema tem influência hormonal, especialmente do estradiol.

Quando você bloqueia DHT:

➡️ Parte da testosterona é desviada para a via da aromatase
➡️ Isso pode levar a aumento relativo de estradiol

E isso pode gerar:

  • Maior inflamação do tecido adiposo
  • Aumento da deposição de gordura subcutânea
  • Retenção hídrica
  • Potencial ganho de peso

👉 Exatamente o oposto do que queremos no tratamento do lipedema.

Outro ponto crítico: perda de massa muscular

O DHT não é apenas um hormônio “do cabelo”.

Ele tem papel importante em:

  • Força muscular
  • Manutenção de massa magra
  • Função metabólica

Ao bloquear DHT:

➡️ Pode haver redução de estímulo anabólico
➡️ Diminuição de massa muscular

E isso tem consequências diretas:

  • Piora do metabolismo
  • Redução do gasto energético
  • Maior facilidade para ganho de gordura
  • Piora funcional do lipedema

👉 Em resumo: menos músculo = mais progressão da doença

Estamos tratando a causa ou mascarando o sintoma?

A grande questão é que, na maioria das mulheres, a queda de cabelo não é causada por excesso de DHT.

As causas mais comuns são:

🔻 Vitamina D baixa
🔻 Ferritina baixa (estoque de ferro)

Esses dois fatores impactam diretamente o ciclo do folículo capilar.

O que deveria ser feito primeiro

Antes de qualquer bloqueio hormonal, o foco deveria ser:

✔️ Corrigir vitamina D
✔️ Otimizar ferritina (idealmente > 50–70 ng/mL)
✔️ Garantir ingestão proteica adequada
✔️ Avaliar micronutrientes (zinco, biotina, complexo B)
✔️ Ajustar metabolismo e inflamação

👉 Isso trata a raiz do problema — não apenas o sintoma.

Conclusão

O uso de finasterida ou dutasterida em mulheres com lipedema pode gerar um efeito metabólico desfavorável:

❌ Aumento de estradiol
❌ Potencial ganho de peso
❌ Redução de massa muscular

Enquanto isso, muitas vezes a causa real da queda de cabelo está em:

👉 deficiência nutricional simples e tratável

Em lipedema, cada decisão hormonal importa.
E tratar o cabelo às custas do metabolismo pode sair caro.

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

 

Telemedicina Lipedema.

Hormônios e trombose. Qual a relação?

Telemedicina Lipedema.

Um recente artigo revisa de forma abrangente como hormônios sexuais (estrogênio, progesterona e testosterona) influenciam:

  • coagulação
  • sistema vascular
  • risco de trombose venosa (TEV)
  • risco cardiovascular

⚙️ CONCEITO CENTRAL

👉 A trombose ocorre pela tríade de Virchow:

  • estase venosa
  • hipercoagulabilidade
  • disfunção vascular

💡 A terapia hormonal atua nos três pilares ao mesmo tempo

🔬 MECANISMOS BIOLÓGICOS

🔹 1. Estrogênio  pró-trombótico

O estrogênio:

⬆ aumenta:

  • fibrinogênio
  • fatores VII, VIII e X
  • trombina

⬇ reduz:

  • proteína S
  • antitrombina

👉 Resultado:
estado pró-coagulante

🔹 2. Progesterona (progestágenos)

👉 Não é neutra

Ela:

  • potencializa os efeitos do estrogênio
  • dependendo do tipo → pode aumentar mais o risco

💡 progestágenos sintéticos (ex: drospirenona, desogestrel):
➡️ maior risco trombótico

🔹 3. Testosterona

  • Em níveis fisiológicos → neutra
  • Em doses altas → pode:
    • ↑ hematócrito
    • ↑ viscosidade

👉 impacto trombótico ainda incerto

💊 RISCO DE TROMBOSE (DADOS CLÍNICOS)

🔹 Anticoncepcional combinado

👉 aumenta risco de TEV em:

📈 3,5 vezes

Mas atenção:

👉 risco absoluto ainda é baixo:

  • ~2–4 casos / 10.000 mulheres/ano → sem uso
  • ~6–12 casos / 10.000 → com uso

🔹 Terapia de reposição hormonal (TRH)

  • risco ↑ cerca de 2x
  • maior no primeiro ano

👉 risco depende de:

  • tipo de estrogênio
  • via de administração

🔥 DIFERENÇA MAIS IMPORTANTE DO ARTIGO

🔹 Via de administração muda tudo

❌ Oral:

  • passa pelo fígado
  • ↑ coagulação

✅ Transdérmico:

  • evita first-pass hepático
  • menor risco trombótico

👉 um dos pontos mais relevantes do artigo

🔹 Progesterona natural vs sintética

  • Progesterona natural micronizada → menor risco
  • Progestinas sintéticas → maior risco

🔹 DIU hormonal (levonorgestrel)

👉 DADO MUITO IMPORTANTE:

✔ não aumenta risco de trombose

🧬 FATORES QUE AUMENTAM MUITO O RISCO

O risco não é isolado — é cumulativo:

🔺 Idade

  • aumenta exponencialmente

🔺 Obesidade

  • até 23x maior risco com anticoncepcional

🔺 Tabagismo

🔺 História familiar ou trombofilia

🔺 Cirurgia / imobilização

🧠 INTERPRETAÇÃO CLÍNICA IMPORTANTE

👉 O maior erro é olhar só o hormônio.

O risco real é:

hormônio + contexto do paciente

⚠️ PACIENTES COM HISTÓRICO DE TROMBOSE

  • risco de recorrência:
    • ~4% ao ano após suspensão

👉 Se mantiver hormônio:

  • risco pode aumentar significativamente

💡 Estratégia:

  • evitar via oral
  • preferir transdérmico
  • considerar anticoagulação

🏥 PERÍODO PERIOPERATÓRIO

  • recomenda-se:
    • suspender anticoncepcional 4–6 semanas antes de cirurgia

OU

  • manter e usar profilaxia anticoagulante

👉 decisão individualizada

🧠 INSIGHT CLÍNICO MAIS IMPORTANTE

👉 O risco trombótico NÃO é binário

Não é:
✔ usa hormônio → risco
❌ não usa → seguro

👉 É um espectro dependente de múltiplos fatores

📌 PRINCIPAIS MENSAGENS DO ARTIGO

✔ Estrogênio aumenta risco de trombose
✔ Progesterona modula esse risco
✔ Via oral é mais arriscada que transdérmica
✔ DIU hormonal é seguro do ponto de vista trombótico
✔ Risco absoluto geralmente é baixo
✔ Mas pode aumentar muito com fatores associados

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail: