mature-woman-posing-with-eye-make-up

Colágeno. Como, quando, quais e por quê?

O colágeno é uma das principais proteínas do seu corpo. Compreendendo cadeias de aminoácidos, é uma parte importante de componentes estruturais e tecidos conjuntivos como pele, tendões, músculos, ligamentos e vasos sanguíneos, bem como partes de seus olhos e dentes e ossos.

O colágeno também ajuda na coagulação do sangue, na cicatrização de feridas e na proteção do sistema nervoso.

Certos alimentos, incluindo caldo de osso, carne bovina, peixe, frango, laticínios e ovos, contêm colágeno ou ajudam seu corpo a produzi-lo por conta própria, fornecendo aminoácidos essenciais e outros nutrientes necessários para isso.

Como seu corpo é capaz de produzir todo o colágeno necessário se você tiver uma dieta equilibrada, os suplementos podem não ser necessários para todos. Ainda assim, você pode optar por fazer isso para colher certos benefícios à saúde ou ajudar a tratar a deficiência de colágeno ou diminuir a perda devido ao processo de envelhecimento.

Tipos de colágeno

O colágeno é uma proteína abundante, com 28 tipos identificados até o momento.

Os tipos I, II, III, IV e V são os mais comuns no corpo humano.

Acredita-se que os vários tipos de colágeno servem a propósitos únicos. Por exemplo, os tipos I e III estão presentes na pele, enquanto o tipo II é normalmente encontrado nas articulações e na cartilagem.

Como tal, diferentes tipos de colágeno são normalmente anunciados como parte dos suplementos de colágeno.

“Conforme envelhecemos, perdemos colágeno. Essa perda inicia-se aos 30 anos, aos 40 anos perdemos 1% de colágeno a cada ano e 2 anos após a menopausa a mulher perde 40% do colágeno. Entender isso é fundamental pois podemos impedir ou retardar esta progressão se tratarmos desde cedo. Outros fatores como dieta, tabagismo, consumo de álcool e exposição ao sol também afetam a perda de colágeno. A perda de colágeno é uma das razões pelas quais sua pele perde estrutura e começa a enrugar à medida que envelhece. Também pode afetar a força de seus ossos e articulações. Por isso, criar uma reserva de colágeno desde os 30 anos é importante.” – Comenta o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico especialista em Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

Algumas aplicações comuns de suplementos de colágeno incluem:

  • Preservação da estrutura da pele;
  • Cicatrização de feridas;
  • Suporte antienvelhecimento;
  • Osteoartrite;
  • Melhoria da massa muscular;
  • Saúde do cabelo e das unhas.

Hoje temos diversos tipos de suplementos. Os mais comuns são:

Colágeno hidrolisado

Esse tipo é derivado de bovinos (gado), marinho (frutos do mar), aves (geralmente frango ou casca de ovo), porcos e outras fontes animais, e é dividido em partículas peptídicas menores e mais fáceis de absorver.

O colágeno hidrolisado é uma das formas mais comuns usadas em suplementos, pois é absorvido mais rapidamente do que outros tipos. Geralmente é vendido em forma de cápsula ou pó, o último dos quais você pode adicionar a bebidas quentes e frias, sopas e até produtos assados ou outros alimentos .

Se você quer melhorar a qualidade da pele, tome suplemento com colágeno I e III.

Uma revisão recente descobriu que tomar 2,5 a 15 gramas de peptídeos de colágeno hidrolisado por dia é seguro e eficaz. Mais que isso não tem benefício

Colágeno não desnaturado

Este é o colágeno bruto derivado da cartilagem de frango.

Alguns estudos em humanos sugeriram que doses de 10 a 40 mg de colágeno não desnaturado por dia podem melhorar a saúde das articulações.

É o famoso colágeno tipo II.

Gelatina

Este é o colágeno cozido, geralmente derivado de fontes animais (caldo de osso).

A gelatina é vendida com menos frequência como suplemento.

Também pode ser adicionado a molhos, sopas e outros alimentos para um aumento extra de proteínas de colágeno

O tipo usado em seu suplemento de escolha pode influenciar a forma do suplemento e suas instruções de dosagem.

 

Observe que não há substitutos veganos para o colágeno. Os suplementos podem ser isentos de laticínios, glúten ou açúcar, mas o colágeno só está disponível de fontes animais. Não existe colágeno vegetal!

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

 

 

3645170

Vitamina B6

Vamos falar sobre esta vitamina muito importante e pouco comentada

Embora existam oito vitaminas B diferentes, algumas recebem mais atenção do que outras. A vitamina B12 é a mais famosa e frequentemente destacada por seu papel em manter o sangue e as células nervosas saudáveis, a vitamina B6, também conhecida como piridoxina, tende a passar despercebida.

Como a maioria das vitaminas do complexo B, a B6 é essencial, o que significa que seu corpo não pode sintetizá-la – você precisa obter esse micronutriente vital de sua dieta.

O que o B6 faz no seu corpo

A vitamina B6 desempenha um papel em mais de 100 reações enzimáticas no corpo. Ajuda seu corpo a quebrar proteínas, carboidratos e gorduras que constroem músculos, fornecem energia e cumprem uma infinidade de tarefas essenciais. A vitamina B6 também ajuda:

  • Manter seu sistema imunológico funcionando bem;
  • Criar importantes substâncias químicas de sinalização cerebral (neurotransmissores), incluindo serotonina e dopamina;
  • Produzir hemoglobina, a proteína responsável pelo transporte de oxigênio nos glóbulos vermelhos.

As pessoas com disbiose intestinal, doença renal ou condições que impedem o intestino delgado de absorver nutrientes dos alimentos (síndromes de má absorção) são mais propensas a ter deficiência de vitamina B-6. Certos distúrbios autoimunes, alguns medicamentos para epilepsia e dependência de álcool também podem levar à deficiência de vitamina B-6.

“ Embora peixes, laticínios e aves estejam entre as fontes mais ricas de B6, essa vitamina também é encontrada em feijões, nozes e muitas frutas e vegetais. Então, se você come uma dieta de alta qualidade que inclui alimentos frescos e não processados, provavelmente está recebendo uma quantidade adequada de vitamina B6. Mas cada vez mais, algumas pessoas começaram a cortar carne, laticínios e peixes por razões de saúde ou ambientais. Se eles não substituírem por proteínas saudáveis à base de plantas, como legumes e nozes, podem correr o risco de níveis inadequados de vitamina B6. Isso está acontecendo com quase 15% da população. Sem vitamina B6 não temos neurotransmissores que nos deixam felizes e o sistema imunológico não funciona. Isso é tão importante que a vitamina B6 deve ser utilizada no tratamento de TPM.” – Explica o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico especialista em Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

Tomar um suplemento é uma maneira de ter certeza de que você está recebendo uma quantidade adequada de vitamina B6, juntamente com quantidades adequadas de outras vitaminas B. É claro que um suplemento não deve substituir uma dieta saudável, que também fornece muitas substâncias promotoras da saúde conhecidas como fitoquímicos não encontradas em pílulas.

Segurança e efeitos colaterais

Consumir vitamina B-6 através dos alimentos parece ser seguro, mesmo em quantidades excessivas.

Quando usada como suplemento em doses apropriadas, a vitamina B-6 provavelmente é segura.

No entanto, tomar muita vitamina B-6 de suplementos pode causar:

  • Falta de controle muscular ou coordenação de movimentos voluntários (ataxia)
  • Lesões cutâneas dolorosas e desfigurantes
  • Azia e náusea
  • Sensibilidade à luz solar (fotossensibilidade)
  • Dormência
  • Capacidade reduzida de sentir dor ou temperaturas extremas
  • Interações medicamentosas

Verifique com seu médico antes de tomar vitamina B-6 se estiver usando algum medicamento.

 

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

 

 

Female hands holding pill and glass of water, woman taking supplements or antibiotic antidepressant painkiller medication to relieve pain headache, contraception side effects concept, close up view

Medicações para emagrecer. Elas são perigosas?

Hoje é muito comum o uso de medicações para emagrecimento. Muitas delas tiveram o seu uso inicial para tratamento da diabetes.

Apenas 7% das pessoas obesas tomam alguma medicação para auxiliar no emagrecimento. Isso deve-se ao preconceito dos médicos e dos pacientes

As medicações podem e devem ser usadas, mas é fundamental entender o efeito de cada medicação e seus possíveis efeitos colaterais para serem evitadas em grupos específicos de pacientes.

Os inibidores do cotransportador de sódio-glicose-2 (SGLT2) são uma classe relativamente nova de medicamentos orais para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Seu uso aumentou recentemente devido aos seus resultados renais e cardiovasculares benéficos,. Ao aumentar a excreção de glicose na urina, elas literalmente estão jogando calorias fora e esse é um dos motivos que são utilizadas para auxiliar emagrecimento.

Um efeito colateral muito conhecido é o aumento do risco de infecções do trato gênito urinário devido ao aumento da excreção de glicose na urina que irá propiciar um ambiente favorável ao crescimento bacteriano.

No entanto, existe também risco de cetoacidose diabética (CAD) com valores de glicose normais ou levemente elevados, denominados CAD euglicêmica (euCAD).

“Dietas cetogênicas e low carb são muito utilizadas no tratamento das pacientes com lipedema e são muito boas no controle da inflamação e perda de peso. No entanto este grupo de pessoas não deveria utilizar esta classe de medicação devido ao risco de apresentar cetoacidose diabética. Infelizmente, poucos médicos sabem desse risco e o fato de não apresentar ou apresentar pouca alteração da glicemia faz o diagnóstico ainda mais difícil em uma situação que pode ser fatal.” – Comenta o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico especialista em Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

Os principais mecanismos para explicar este fenômeno é que ao induzirem glicosúria e, consequentemente, redução na glicemia, ocorre uma diminuição dos níveis de insulina e aumento dos níveis de glucagon plasmáticos. Com isso, há um aumento na lipólise e produção de ácidos graxos e seus metabólitos, os corpos cetônicos.

Por essa razão, pode haver uma relação entre o uso de inibidores de SGLT2 e cetoacidose diabética, porém com uma apresentação atípica, com valores de glicemia menores ou mesmo normais, mas com sinais e sintomas similares à apresentação clássica.

É muito importante evitar uma dieta cetogênica ou low carb se estiver em uso de um inibidor de SGLT2. Se um paciente apresentar sintomas de CAD e estiver ingerindo uma dieta livre de carboidratos enquanto estiver tomando um inibidor de SGLT2, deve haver um limiar baixo para rastrear CAD e qualquer sintoma deve ser valorizado.

Os principais sintomas de cetoacidose diabética são

  • Sede intensa e boca seca;
  • Aumento da frequência das micções e da quantidade da urina;
  • Altos níveis de corpos cetônicos na urina;
  • Pele seca;
  • Fadiga intensa;
  • Respiração rápida e superficial;
  • Náuseas, vômitos e dor abdominal;

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

 

 

Young pretty smiling plus size woman in pink sporty top holding bottle of pure water in hand dreamily closing eyes spending time in city park

A Prática de Atividades Físicas

Atividade física tem diversos benefícios. Mas será que você deve fazer quando está cansada?

O exercício é uma das melhores coisas que você pode fazer pela sua saúde. Mas é a última coisa que você quer fazer quando está cansada.

Mas não desabe no sofá ainda. Se você colocar seu corpo em movimento, você se sentirá melhor. Numerosos estudos mostraram que o exercício melhora a qualidade do sono. Dormir melhor significa mais energia, menos inflamação, melhor alimentação. É um ciclo maravilhoso que todos precisamos.

Como o exercício melhora seu sono?

A atividade física pode ser tão eficaz quanto os remédios para dormir. Existem algumas razões para isso.

1.A exposição à luz do dia define o relógio biológico do seu corpo

Ao se exercitar ao ar livre você recebe luz natural, o que ajuda seu corpo a estabelecer um bom ciclo sono-vigília. Ele diz ao seu corpo quando ficar alerta e quando relaxar.

Não pode sair ou não tem segurança para isso? Os treinos em locais fechados também te ajudam a dormir melhor.

2. Exercício alivia o estresse e a ansiedade

Estresse e ansiedade são os piores inimigos do sono. O exercício é provavelmente o melhor medicamento anti-ansiedade que existe. Quando você se exercita, seu cérebro libera substâncias químicas de bem-estar que combatem o estresse e a ansiedade.

3. O exercício cansa você

Quanto mais ativa você for, mais seu corpo vai pedir para você para dormir à noite. A atividade física aumenta seu impulso de sono.

Mas não se esforce até a exaustão a cada treino. Apenas certifique-se de que você está se exercitando. Ser ativa durante o dia, mesmo fazendo coisas como tarefas domésticas ou caminhadas curtas, pode aumentar seu impulso de sono.

“ No início da pandemia de coronavírus, vimos uma falha muito grande acontecer. As pessoas ficaram trancadas em casa sem opção de realizar atividade física. As academias ficaram fechadas. Associamos o medo de adoecer, morrer, perdas e dificuldade financeira, gerando um aumento importante de ansiedade e depressão. As pessoas não estavam mais saindo ou se movendo, tornando mais difícil adormecer. Virou uma bola de neve que ninguém imaginava que poderia acontecer. Estamos ainda pagando um preço alto por isso mas que pode ser revertido.” – Comenta o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico especialista em Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

Exercitar-se à noite é ruim para o sono?

Há uma crença de longa data de que se exercitar à noite é uma má ideia. Mas evidências recentes derrubaram esse mito.

“O exercício aumenta a temperatura corporal central e você precisa que essa temperatura diminua antes de adormecer. É por isso que muitos especialistas acreditavam que o exercício noturno era uma má ideia. Mas estudos recentes não encontraram evidências que sustentem a teoria de que o exercício noturno mantém você acordada. Apenas mantenha a intensidade leve a moderada. O melhor horário para se exercitar é aquele que você consegue. Mas não faça alta intensidade a noite” – Explica o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico especialista em Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

Recomenda-se caminhar, andar de bicicleta ou ioga como exercício noturno. Guarde os treinos de alta intensidade para a manhã ou início da tarde. E certifique-se de que seu treino termine pelo menos uma hora antes de você se deitar.

Se você não tem certeza se seu treino é muito intenso, mantenha um diário de sono e exercícios. Registre o exercício que você fez e como você dormiu naquela noite. Se você perceber um padrão de sono ruim com o treino, diminua a intensidade ou faça isso no início do dia. Algumas pessoas podem tolerar um treino pesado à noite e ainda dormir bem. Mas outros não podem. Você pode não saber com certeza até tentar.

Se você começar a se exercitar hoje, poderá notar um sono melhor esta noite. Mas mesmo que você não se sinta incrível amanhã, continue assim por alguns dias. Dentro de uma semana, você provavelmente notará que está dormindo melhor. Para maximizar a qualidade do seu sono, tente:

  • Evite cafeína após o almoço.

  • Coma um jantar leve (refeições grandes e pesadas podem mantê-la acordado).

  • Evite álcool antes de dormir.

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

A woman holding a yellow pill in front of her face

Suplemento de Cálcio

O uso de um suplemento de cálcio tem sido implicado como um fator de risco para ataque cardíaco em mulheres mais velhas. Uma equipe de pesquisadores suecos procurou determinar se também aumenta a chance dessas mulheres desenvolverem demência.

De acordo com um novo estudo, os suplementos de cálcio podem estar associados a um risco aumentado de demência em mulheres mais velhas que tiveram um acidente vascular cerebral ou outros sinais de doença cerebrovascular.

A doença cerebrovascular é um grupo de distúrbios que afetam o fluxo sanguíneo no cérebro. Essas doenças, incluindo o acidente vascular cerebral, são uma importante causa de morte e aumentam o risco de desenvolver demência.

“A osteoporose é um problema comum em idosos, principalmente em mulheres. Como a deficiência de cálcio contribui para a osteoporose, recomenda-se a ingestão diária de cálcio de 1.000 a 1.200 mg. Obter essa quantidade recomendada apenas através da dieta pode ser difícil, então os suplementos de cálcio são amplamente utilizados. No entanto, em mulheres com deficiência de vitamina D, disbiose intestinal e pouco magnésio esse excesso de cálcio não vai para os ossos e acaba se depositando em outros lugares do corpo como as artérias. É fundamental entender a fisiologia do organismo antes de prescrever qualquer medicação ou querer tomar o suplemento que outra pessoa toma. Isso é ainda mais fundamental hoje que podemos comprar tudo pela internet sem receita médica.” – Explica o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico especialista em Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

O estudo envolveu 700 mulheres sem demência, com idades entre 70 e 92 anos, que foram acompanhadas por cinco anos. Os participantes fizeram uma variedade de testes no início e no final do estudo, incluindo testes de memória e habilidades de pensamento. Uma tomografia computadorizada do cérebro foi realizada em 447 participantes no início do estudo. Os cientistas também analisaram o uso de suplementos de cálcio nos participantes e se eles foram diagnosticados com demência ao longo do estudo. Um total de 98 mulheres estavam tomando suplementos de cálcio no início do estudo e 54 mulheres já haviam sofrido um derrame. Durante o estudo, mais 54 mulheres tiveram derrames e 59 mulheres desenvolveram demência. Entre as mulheres que fizeram tomografia computadorizada, 71% tinham lesões na substância branca do cérebro, que é um marcador de doença cerebrovascular.

O estudo descobriu que as mulheres que foram tratadas com suplementos de cálcio tinham duas vezes mais chances de desenvolver demência do que as mulheres que não tomaram suplementos.

Mas quando os pesquisadores analisaram ainda mais os dados, descobriram que o risco aumentado estava apenas entre as mulheres com doença cerebrovascular.

Mulheres com histórico de derrame que tomaram suplementos tiveram um risco quase sete vezes maior de desenvolver demência do que mulheres com histórico de derrame que não tomaram suplementos de cálcio.

As mulheres com lesões na substância branca que tomaram suplementos tiveram três vezes mais chances de desenvolver demência do que as mulheres que tiveram lesões na substância branca e não tomaram suplementos.

Mulheres sem histórico de acidente vascular cerebral ou mulheres sem lesões na substância branca não apresentaram risco aumentado ao tomar suplementos de cálcio.

No geral, 14 das 98 mulheres que tomaram suplementos desenvolveram demência, ou 14%, em comparação com 45 das 602 mulheres que não tomaram suplementos, ou 8%. Um total de seis de 15 mulheres com histórico de derrame que tomaram suplementos desenvolveram demência, em comparação com 12 de 93 mulheres com histórico de derrame que não tomaram suplementos. Entre as mulheres sem histórico de acidente vascular cerebral, 18 das 83 que tomaram suplementos desenvolveram demência, em comparação com 33 das 509 que não tomaram suplementos.

“É importante notar que esse estudo é observacional, então não podemos supor que os suplementos de cálcio causem demência. O estudo também é pequeno mas os resultados servem de alerta para a população e entidades médicas”. – Observa o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico especialista em Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

Importante ressaltar que o cálcio dos alimentos afeta o corpo de maneira diferente do cálcio dos suplementos e parece ser seguro ou mesmo protetor contra problemas vasculares.

O estudo foi apoiado por doações da Associação Americana de Alzheimer, Conselho Sueco de Pesquisa, Conselho Sueco de Pesquisa para Saúde, Vida Profissional e Bem-Estar.

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

 

 

Beautiful curvy women taking a selfie at the beach

A autoimagem é a percepção subjetiva sobre si mesma, corpo, funcionamento mental, atitudes sociais e ajuste em diferentes aspectos da vida.

A autoimagem negativa é associada a vários comportamentos problemáticos e sintomas psiquiátricos na adolescência inclusive transtornos de ansiedade e depressão.

Modelos cognitivo-comportamentais de transtornos alimentares destacam a baixa autoestima como fator de gatilho e manutenção. O impacto da autoimagem positiva e negativa impacta também em aspectos no trabalho em indivíduos com alta insatisfação corporal.

Em um estudo pré-pandemia com mais de 1000 estudantes eles evidenciaram que um quarto dos estudantes relatou altos níveis de ansiedade social. As análises estatísticas mostraram diferenças significativas entre esses alunos e os demais alunos em todas as subescalas de autoimagem. Várias dimensões da autoimagem prejudicada (tom emocional, atitudes sociais, objetivos vocacionais e educacionais, relacionamentos familiares, domínio externo e saúde psicológica) foram associadas a altos níveis de ansiedade social, com algumas diferenças de gênero sustentando esses relacionamentos. As mulheres representavam 53% dos estudantes.

Manter uma autoimagem negativa em mente tem um efeito negativo na autoestima explícita, enquanto manter uma autoimagem positiva tem um efeito benéfico. Manter uma imagem negativa em mente leva a uma redução significativa na clareza do autoconceito; no entanto, a autoimagem positiva não afeta a clareza do autoconceito. Manter uma autoimagem negativa em mente leva a uma diminuição na satisfação corporal e no estado de afeto. O oposto é encontrado para o grupo de autoimagem positiva.

“A autoimagem da mulher com lipedema é um assunto muito importante. A maioria das mulheres com lipedema se considera inferior as outras mulheres e têm vergonha de terem lipedema. Isso causa um impacto enorme na vida pessoal, conjugal, profissional e social. Mais da metade das mulheres com lipedema tem ansiedade, depressão, distúrbios alimentares e consideram que o lipedema impacta a vida profissional delas. Não é possível mudar o lipedema mas é possível mudar como enxergamos o lipedema. O impacto disso é capaz de mudar uma vida inteira e precisamos falar mais sobre o assunto.” – Explica o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico especialista em Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

Técnicas imagéticas que promovem autoimagens positivas podem ajudar a melhorar aspectos do auto conhecimento, satisfação corporal e afeto em pessoas com altos níveis de insatisfação corporal. Como tal, essas técnicas de imagens justificam uma investigação mais aprofundada em uma população como as mulheres com lipedema. Entender que amor próprio é diferente de narcisismo pode mudar uma vida e uma geração.

Aqui listamos algumas dicas para ajudar a construir uma imagem corporal melhor

1 Se elogie

Uma boa maneira de começar o dia é conversando com si mesma. Elogie o seu corpo. Em vez de procurar defeitos na aparência do seu corpo, tente reconhecer e apreciar as coisas incríveis que ele faz diariamente para você.

2 Registre seus pontos positivos

Aqui está uma pequena tarefa: escreva cinco coisas que você ama na sua personalidade. Fácil né?

Agora liste cinco coisas que você ama no seu corpo. Essa tarefa não vai ser tão fácil. Mas todo mundo tem o seu ponto forte. Valorize-o. Colocar seus sentimentos em palavras escritas (à moda antiga!) Ajuda a processar seus pensamentos e a memorizar as coisas.

3 Faça coisas que você gosta

A vida é muito mais do que nossa aparência. No entanto, como nos sentimos sobre nossos corpos pode ditar nosso humor e nossos comportamentos.

Dedique 30 minutos do seu dia a você. Se você não consegue fazer isso. A sua vida está completamente errada. 30 minutos não são nada em 24h.

Estudos mostram que exercícios, ioga e ajudar os outros são grandes impulsionadores da autoestima.

4 Ocupe sua mente

Um exercício muito interessante é pensar o que você faria se tivesse 12 meses, 5 dias, 1 hora ou 30 segundos de vida?

Nessas circunstâncias, você provavelmente se concentraria nas pessoas, lugares e coisas que ama e que fazem você se sentir bem  e não na aparência do seu corpo!

5 Não tema a sua imagem

Se você tiver pensamentos negativos sobre sua aparência, poderá se esquivar de qualquer coisa que mostre seu reflexo ou sua imagem. Mas evitar gera evasão. Ignorar esses sentimentos negativos não os fará desaparecer. Encare a sua imagem e veja seus pontos positivos.

6 Fuja de comparações

Comparar seu próprio corpo com os outros pode ser a maneira mais rápida de despencar sua auto-estima. Em vez disso, admire objetivamente as boas qualidades que você percebe em outras pessoas e faça questão de elogiá-las. Isso fará com que vocês se sintam bem.

7 Fuja dos padrões de beleza

É benéfico amar o seu corpo e apreciar o corpo, independentemente da sua forma ou tamanho.

“Isso é ainda mais importante para as mulheres com Lipedema. Por acumular a gordura nas pernas e quadril, as mulheres com lipedema tem uma depreciação da própria imagem devido aos padrões de beleza. Isso é ainda mais visível nas mulheres com lipedema que estão no peso ideal e não conseguem emagrecer nas pernas.”

De fato, se você está acima do peso e está adotando um estilo de vida mais saudável, estudos sugerem que esse é um motivo ainda mais importante para criar uma imagem corporal saudável.

Em um estudo de meninas com excesso de peso, aquelas com os mais altos níveis de satisfação corporal ganharam menos peso após 10 anos do que aquelas que estavam menos satisfeitas com seus corpos. Outro estudo descobriu que mulheres obesas que melhoraram sua imagem corporal também foram mais capazes de autorregular sua alimentação.

Lembre-se que o seu corpo é a sua casa. Cuide bem dele. Não somente com atividade física e dieta balanceada, mas também elogiando e aceitando ele.

No entanto, se você sentir que sua imagem corporal está afetando você de uma maneira perturbadora o ideal é procurar ajuda especializada.

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

Image of pleasant looking brunette housewife with Asian appearance, holds spoon and green leek, prepares vegetarian breakfast, wears curlers for making hairstyle, poses indoor against blue background

Você já ouviu falar da inulina?

Sabia que é um excelente probiótico e você já deve ter comido?

Embora você possa nunca ter ouvido falar na palavra inulina, ela está praticamente em todos os lugares.

A inulina é produzida pelas plantas e então é usada como fonte de energia por elas mesmas. Essa fibra probiótica é um tipo de carboidrato que não é digerido em seu corpo, mas é usado como alimento pelas boas bactérias do intestino. Interessante né?!

Ela é encontrada em muitas frutas, grãos e vegetais como:

  • Alcachofras;
  • aspargos;
  • Banana verde;
  • Bardana;
  • Raiz de chicória;
  • Alho;
  • Alho-poró;
  • Aveia;
  • Cebola;
  • Soja;
  • Trigo;
  • Inhame.

A inulina é frequentemente usada como substituto de gordura ou adoçante. Pode ser usada como alternativa aos ovos em produtos de panificação e adicionada ao sorvete para evitar cristais de gelo e reduzir a quantidade de gordura.

A inulina também está disponível em cápsulas, gomas, comprimidos e em pó. A inulina que é usada para a maioria desses propósitos tende a vir da raiz de chicória.

Aqui estão alguns dos benefícios da inulina:

Pode ajudar os movimentos do seu intestino por ser uma fibra. A fibra ajuda a manter nossos intestinos regulares, o que é importante para a saúde intestinal geral. A fibra também pode ajudar a movimentar as coisas, prevenir a constipação e solidificar as fezes soltas. Portanto, é muito importante equilibrar a quantidade de fibras e líquidos na alimentação.

“ A inulina é uma fibra solúvel. Quando esta fibra se mistura com água ou outros fluidos em seu corpo, ela se transforma em um gel. Este gel faz com que seu estômago esvazie muito mais devagar, então você acaba se sentindo mais cheia por mais tempo. A fibra ajuda a nos manter saciados e estabiliza o açúcar no sangue, evitando picos de insulina. Isso pode nos impedir de comer demais e nos ajudar a fazer melhores escolhas alimentares.”  – Explica o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico especialista em Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

Pode ajudar a prevenir vários problemas de saúde

Alguns estudos mostraram que a inulina pode ajudar a reparar o microbioma intestinal quando é danificada por condições de saúde como diabetes tipo 2, doenças gastrointestinais, obesidade e supressão prolongada do apetite. Além de estabilizar o açúcar no sangue, a inulina pode ajudar a diminuir o colesterol e reduzir o risco de certos tipos de câncer, como outros tipos de fibra.

Um intestino saudável está ligado a uma mente saudável, reduzindo ansiedade e depressão.

Efeitos colaterais da inulina

A inulina é segura na maior parte, mas muito dela pode causar efeitos colaterais desconfortáveis para algumas pessoas:

  • Constipação;
  • Cólicas;
  • Diarreia;
  • Flatulência.

Fontes artificiais de inulina podem agravar algumas condições, como a síndrome do intestino irritável. Portanto, antes de começar a tomar um suplemento de inulina, converse com seu médico para evitar possíveis problemas.

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

 

 

Shot of a young woman stretching on a footbridge.

Como melhorar a força das pernas!

As mulheres com Lipedema consideram suas pernas o ponto fraco. Mas é possível fortalecer para deixar de ser fraco.

 

As pernas são a base para a maioria das atividades do dia a dia. Elas abrigam alguns dos maiores músculos do corpo, e construir pernas saudáveis pode melhorar o desempenho, reduzir lesões e aumentar a resistência.

Nas pernas consideramos principalmente quatro grupos musculares principais:

  • Quadríceps;
  • Glúteo máximo (glúteos);
  • Isquiotibiais;
  • Panturrilhas.

Quadríceps

Também conhecidos como músculos da coxa, os quadríceps são um grupo de quatro músculos (daí o prefixo “quad”) Eles estendem a perna na altura do joelho e impulsionam cada ação da perna: ficar de pé, andar, correr, chutar e escalar.

Glúteos.

Os maiores músculos do corpo, os glúteos (músculos das nádegas) mantêm você na posição vertical e ajudam os quadris e as coxas a impulsionarem o corpo para a frente.

Isquiotibiais

Os isquiotibiais são um grupo de três músculos que percorrem a parte de trás das coxas, do quadril até logo abaixo do joelho. Eles permitem que você estenda a perna para trás do corpo e apoie os movimentos do quadril e do joelho.

Panturrilhas

Três músculos compõem a panturrilha, que fica na parte de trás da perna, começando abaixo do joelho e se estendendo até o tornozelo. Eles trabalham juntos para mover o pé e a perna e empurrá-la para frente quando você anda ou corre.

 

“ Quando falamos em músculo todo mundo pensa em hipertrofia. Mas força e comprimento são uma combinação. Fortalecer os músculos das pernas aumenta a potência e a resistência, e alongá-los melhora a flexibilidade para proteger contra lesões. Isso é fundamental para todos mas ainda mais importante nas mulheres com lipedema que devido a inflamação tem menos massa muscular, mas quando desinflamadas conseguem ganhar músculos extremamente eficientes.” – Explica o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico especialista em Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

Atividades Físicas

Se você nunca fez nenhuma atividade comece simplesmente andando pela sua casa sem parar por vários minutos (11 ou mais) todos os dias, ou subindo e descendo escadas.

Depois disso, adote uma rotina de caminhada. Todos os dias, caminhe em ritmo moderado por 20 a 30 minutos. Você pode se concentrar em cobrir uma distância específica ou dar um certo número de passos rastreando-os em seu smartphone ou rastreador de fitness. Você não apenas construirá força nas pernas, você colherá uma ampla gama de benefícios para a saúde cardiovascular.

Existem muitos exercícios diferentes de fortalecimento muscular das pernas, alguns focados em atividades ou esportes específicos. Abaixo está uma rotina de três movimentos que tem como alvo os quatro grupos musculares principais das pernas. Adicione-os ao seu treino regular ou faça-os como uma rotina apenas para as pernas várias vezes por semana. Se você tiver algum problema de mobilidade, especialmente problemas no joelho ou tornozelo, consulte seu médico antes de começar.

O ideal é que toda atividade física seja orientada por um educador físico

Para ajudar a alongar os músculos das pernas e aumentar a flexibilidade, experimente esta rotina diária de alongamento que inclui vários alongamentos da parte inferior do corpo.

Agachamento com halteres

Músculos trabalhados: glúteos e quadríceps

Repetições: 8-12

Séries: 1-2

Descanso: 30-90 segundos entre as séries

Posição inicial: Fique em pé com os pés afastados. Segure um peso em cada mão com os braços ao lado do corpo e as palmas voltadas para dentro.

Movimento: Dobre lentamente os quadris e os joelhos, inclinando-se para a frente não mais do que 45 graus e abaixando as nádegas para baixo e para trás cerca de 20 cm. Pausa. Levante-se lentamente para uma posição vertical.

Estocada reversa

Músculos trabalhados: quadríceps, glúteos, isquiotibiais

Repetições: 8-12

Séries: 1-3

Descanso: 30-90 segundos entre as séries

Posição inicial: Fique em pé com os pés juntos e os braços ao lado do corpo, segurando halteres.

Movimento: Dê um passo para trás com o pé esquerdo, dobre os joelhos e abaixe-se em uma estocada. Seu joelho direito deve se alinhar sobre o tornozelo direito e seu joelho esquerdo deve apontar para (mas não tocar) o chão. Volte o pé esquerdo para ficar de pé e retorne à posição inicial. Repita, dando um passo para trás com o pé direito para fazer a estocada do lado oposto. Este é um movimento.

Dicas e técnicas:

  • Mantenha a coluna neutra ao descer para a estocada.
  • Não se incline para frente ou para trás.
  • Ao dobrar os joelhos, abaixe o joelho de trás diretamente em direção ao chão com a coxa perpendicular ao chão.

Elevações de panturrilha

Músculos trabalhados: panturrilhas

Repetições: 8-12

Séries: 1-2

Descanso: 30 segundos entre as séries

Posição inicial: Fique em pé com os pés apoiados no chão. Segure-se nas costas de uma cadeira para se equilibrar.

Movimento: Levante-se nas pontas dos pés o mais alto possível. Segure brevemente, depois abaixe-se.

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

 

 

Ketogenic diet

Dieta cetogênica

Dieta cetogênica com alto teor de gordura, que são divulgadas por seus supostos benefícios à saúde e à perda de peso, têm um impacto dramático na microbiota intestinal, de acordo com um novo estudo

As descobertas, publicadas recentemente na revista Cell, revelam que as mudanças na composição da microbiota intestinal reduzem a inflamação, sugerindo que as dietas cetogênicas podem ser usadas como terapia para distúrbios autoimunes do intestino e outras doenças inflamatórias.

A dieta cetogênica força o corpo a usar moléculas de gordura, em vez de carboidratos, como sua principal fonte de energia, convertendo gordura em ácidos graxos e subprodutos moleculares chamados cetonas. No entanto, os efeitos dessas dietas no metabolismo e na função imunológica são pouco compreendidos.

“ A dieta cetogênica é utilizada desde a década de 40 para tratamento de crianças com convulsão. Até hoje não sabemos o motivo dessa melhora mas sabemos que as pacientes com lipedema respondem bem a este tipo de alimentação quando estão desinflamadas. Infelizmente ainda temos muito preconceito em relação a este tipo de alimentação e a maioria é por falta de conhecimento e excesso de julgamento.” – Aponta o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico especialista em Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

Mudança cetogênica

Nas primeiras quatro semanas, os participantes do estudo comeram uma dieta padrão composta por 50% de carboidratos, 15% de proteína e 35% de gordura. A dieta padrão foi seguida por uma dieta cetogênica de quatro semanas composta por 5% de carboidratos, 15% de proteína e 80% de gordura.

A mudança entre as dietas padrão e cetogênica alterou drasticamente as proporções de bactérias intestinais, como Actinobacteria, Bacteroidetes e Firmicutes. Entre os micróbios cujos níveis foram alterados, o comensal intestinal Bifidobacterium apresentou a maior diminuição em pessoas na dieta cetogênica.

Efeitos opostos

Para avaliar se as mudanças nas populações microbianas afetam a saúde, os pesquisadores transferiram bactérias do intestino dos participantes da dieta cetogênica para o intestino dos camundongos. Após a transferência da microbiota, os níveis de um tipo de célula imune inflamatória diminuíram no intestino dos roedores.

Experimentos de acompanhamento em camundongos, nos quais os pesquisadores mudaram as dietas dos animais de dietas cetogênicas com baixo teor de gordura para alto teor de gordura e baixo teor de carboidratos, mostraram que os níveis de micróbios intestinais impulsionados por uma dieta rica em gordura foram reduzidos pelo baixo teor de gordura. -dieta cetogênica de carboidratos e vice-versa.

Esses achados mostram que dietas ricas em gordura e cetogênicas têm efeitos opostos na microbiota intestinal. Eles também sugerem que as bactérias intestinais respondem de maneira diferente à medida que a gordura da dieta aumenta para níveis que promovem a produção de cetonas na ausência de carboidratos.

Benefícios das cetonas

Como um aumento gradual nos níveis de cetona foi acompanhado por uma mudança gradual na composição da microbiota intestinal, os pesquisadores começaram a estudar se a alimentação direta de corpos cetônicos a camundongos poderia alterar a composição da microbiota intestinal.

Mesmo em roedores que comiam quantidades normais de carboidratos, a presença de cetonas foi suficiente para alterar a composição da microbiota de maneira semelhante à observada em camundongos na dieta cetogênica.

“Esta é uma descoberta realmente fascinante porque sugere que os efeitos da dieta cetogênica no microbioma não são apenas sobre a dieta em si, mas como a dieta altera o metabolismo do corpo, que então tem efeitos a jusante no microbioma. Para muitas pessoas, manter uma dieta rigorosa com baixo teor de carboidratos ou cetogênica é extremamente desafiador, mas se estudos futuros descobrirem que há benefícios para a saúde das mudanças microbianas causadas pelos próprios corpos cetônicos, isso pode contribuir para uma abordagem terapêutica muito mais palatável e fácil de fazer.” – Explica o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico especialista em Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

Back view of unrecognizable fat plump plus-size overweight woman stand in grey sports bra, leggings, showing, squeezing excessive fat of back on blue background. Body positive, obesity, liposuction.

Adiponectina

Este hormônio aumenta o metabolismo, diminui a inflamação e aumenta a sensibilidade a insulina.

A adiponectina é um dos hormônios produzidos pelo tecido adiposo. Este hormônio aumenta o metabolismo, diminui a inflamação e aumenta a sensibilidade a insulina. Baixos níveis de adiponectina estão associados a várias condições, incluindo obesidade, diabetes tipo 2 e aterosclerose.

Os hormônios são substâncias químicas que coordenam diferentes funções em seu corpo, transportando mensagens através do sangue para seus órgãos, músculos e outros tecidos. Esses sinais dizem ao seu corpo o que fazer e quando fazê-lo.

As adipocinas são hormônios que o tecido adiposo produz que desempenham papéis funcionais nos processos energéticos, metabólicos e inflamatórios do corpo. Os processos metabólicos (metabolismo) são as muitas reações químicas dentro do seu corpo que transformam os alimentos (calorias) que você come em energia e transportam essa energia para todas as suas células.

A adiponectina é um hormônio que afeta diversos processos metabólicos e é conhecida principalmente por seus efeitos sensibilizadores da insulina e anti-inflamatórios. Seu tecido adiposo (gordura) é o principal responsável pela produção de adiponectina, embora outros tecidos em seu corpo também a produzam.

Níveis de adiponectina abaixo do normal estão associados a várias condições endócrinas e metabólicas, incluindo:

  • Diabetes
  • síndrome metabólica
  • obesidade

“ Os cientistas descobriram a adiponectina na década de 90 e ainda estamos aprendendo sobre ela. A gordura produz diversos hormônios sendo o nosso maior órgão endócrino e também é receptora de diversos hormônios. Temos de parar de enxergar a gordura como um inimigo pois na verdade ela é um órgão muito importante para o corpo e devemos aprender a utilizar ela melhor. Isso ainda é mais verdade no Lipedema pois a gordura que mais produz adiponectina é a gordura periférica.” – Explica o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico especialista em Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

De onde vem a adiponectina?

As células armazenadoras de energia em seu tecido adiposo branco chamadas adipócitos produzem e liberam principalmente adiponectina. O tecido adiposo branco é o principal tipo de gordura em seu corpo. Está abaixo da pele (gordura subcutânea), ao redor dos órgãos internos (gordura visceral) e nos ossos (gordura medular).

Outros tipos de células podem produzir adiponectina, incluindo células musculares esqueléticas, células musculares cardíacas e células endoteliais (as células que compõem uma fina membrana que reveste o interior do coração e dos vasos sanguíneos).

Como os níveis de adiponectina são controlados?

Como a adiponectina é uma descoberta relativamente nova, os cientistas ainda a estudam. Até agora, eles descobriram que vários hormônios ajudam a controlar os níveis de adiponectina.

A insulina parece desempenhar um papel na criação (síntese) da adiponectina, embora nem todos os cientistas concordem exatamente como. A insulina é o hormônio que seu pâncreas produz para ajudar a regular os níveis de açúcar no sangue (glicose).

Os hormônios fator de crescimento semelhante à insulina (IGF-1) e hormônio do crescimento (GH) regulam a liberação de adiponectina no tecido adiposo (gordura). A leptina (outra adipocina) também pode desempenhar um papel na regulação da adiponectina.

Qual é a função da adiponectina?

A adiponectina desempenha um papel importante em várias funções metabólicas e celulares. Suas duas funções principais lidam com a sensibilização da insulina e os efeitos anti-inflamatórios.

Adiponectina e sensibilidade à insulina

A insulina é um hormônio que seu pâncreas produz para regular os níveis de glicose (açúcar) no sangue, diminuindo-os. Mais especificamente, a insulina ajuda a glicose no sangue a entrar nas células musculares, adiposas e hepáticas para que possam usá-la como energia ou armazená-la para uso posterior. Por isso, a insulina é essencial para a vida.

A sensibilidade à insulina refere-se à capacidade do seu corpo de usar a insulina de forma eficaz. Quanto mais sensibilidade à insulina você tiver, mais facilmente seu corpo pode usar insulina e manter seus níveis de glicose no sangue em uma faixa saudável.

“Mas se o seu corpo tem uma sensibilidade a insulina e você não utiliza isso a seu favor e come muitos carboidratos, ingere pouca fibra e abusa de alimentos ultra processados o seu organismo vai armazenar toda essa glicose ingerida na gordura. Ou seja, a gordura não é a culpada. Ela só está tentando “consertar” o seu erro alimentar.” – Comenta o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico especialista em Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

A resistência à insulina é o oposto da sensibilidade à insulina e acontece quando as células dos músculos, gordura e fígado não respondem como deveriam à insulina. Seu pâncreas precisa bombear mais insulina do que o normal, uma condição conhecida como hiperinsulinemia, para superar a resistência e manter os níveis de glicose no sangue dentro dos limites.

A adiponectina desempenha um papel na sensibilidade à insulina por:

  • Impactando a sensibilidade à insulina no músculo esquelético e no fígado.
  • Aumentando a liberação de insulina do pâncreas.
  • Aumentar a glicose basal (de fundo) e a captação de glicose estimulada pela insulina na gordura.
  • Inibir a produção de glicose no fígado.
  • Promove a oxidação de ácidos graxos.

Promove o armazenamento de gordura em coxins de gordura subcutânea em vez de coxins de gordura visceral, fígado ou músculo esquelético. Esse tipo de armazenamento de gordura reduz a massa gorda visceral e a inflamação sistêmica, com melhora do metabolismo da glicose e da gordura e aumento da sensibilidade à insulina.

Adiponectina e inflamação

A inflamação ocorre quando o sistema imunológico envia células para combater bactérias ou curar uma lesão. Existem dois tipos principais de inflamação, incluindo:

Inflamação aguda: Esta é a resposta necessária a danos corporais repentinos, como um corte no braço. Para curar o corte, seu corpo envia células inflamatórias para a lesão para iniciar o processo de cicatrização.

Inflamação crônica: isso acontece quando seu corpo continua enviando células inflamatórias mesmo quando não há perigo externo. Muitas condições podem causar ou ser afetadas por inflamação crônica, incluindo artrite reumatóide, diabetes tipo 2, doenças cardíacas, doença de Alzheimer, lipedema e câncer.

A adiponectina diminui a inflamação nos macrófagos, tecido endotelial, células musculares e células epiteliais. As propriedades anti-inflamatórias da adiponectina resultam na proteção do seu sistema vascular, coração, pulmões e cólon.

Ao contrário da leptina, quanto maior a obesidade menor os níveis de adiponectina e maior será a inflamação do corpo e menor o metabolismo.

Perda de peso em pessoas obesas, aumentam os níveis de adiponectina.

Um tratamento natural para melhorar os níveis de adiponectina é atividade físcia e a perda de peso saudável. Sempre converse com seu médico antes de fazer mudanças drásticas em sua dieta ou rotina de exercícios.

Medicamentos como metformina podem gerar aumento nos níveis de adiponectina. Os cientistas estão atualmente trabalhando no desenvolvimento de drogas que podem imitar os efeitos da adiponectina em vários tecidos para tratar doenças inflamatórias crônicas.

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail: