Prepare-se, porque isso pode gerar desconforto… mas também pode salvar vidas.
Você sabia que porcas têm em média 18,2% de gordura corporal?
Sim — é um número científico, medido em estudo científico por DXA, com precisão laboratorial.
E agora vem o choque:
Muitas mulheres hoje estão tentando atingir 15%, 18%, 19% de gordura corporal porque viram no Instagram que isso seria o “corpo ideal”.
Mas existe um problema gigantesco aqui:
O corpo feminino NÃO foi feito para funcionar com gordura tão baixa.
Segundo uma grande meta-análise com 923 mil pessoas, o menor risco de mortalidade em mulheres ocorre em torno de 25% de gordura corporal — não 18%. Não 15%. Não 12%. 25%.
Quando uma mulher desce para abaixo de 20%, o corpo entende isso como:
Escassez energética
Risco biológico
Ambiente inseguro para ciclos hormonais
E as consequências não são estéticas — são médicas:
Lipedema é uma condição crônica, progressiva, quase exclusiva em mulheres, caracterizada pelo acúmulo de tecido adiposo nas extremidades inferiores. Nos últimos anos, o uso off-label da gestrinona, um esteroide sintético com ação androgênica, anti estrogênica e antiprogestagênica, tem sido promovido para o tratamento do lipedema, especialmente em implantes subcutâneos — apesar de não haver aprovação regulatória ou evidência científica que sustente tal indicação.
Um recente estudo investigou, de forma sistemática, se há evidência científica que comprove a eficácia e segurança da gestrinona no tratamento do lipedema.
Metodologia
Tipo de estudo: Revisão sistemática baseada nas diretrizes PRISMA.
Bases de dados pesquisadas: PubMed, MEDLINE, Cochrane Library, LILACS, ClinicalTrials.gov, ReBEC, Google Scholar e diretrizes clínicas de sociedades nacionais/internacionais.
Período de busca: Até 30 de julho de 2025.
Critérios de inclusão: Ensaios clínicos randomizados, estudos observacionais, revisões sistemáticas, séries de casos e diretrizes que avaliassem especificamente o uso de gestrinona no lipedema.
Resultados: Nenhum estudo atendeu aos critérios de inclusão. Não foram encontrados ensaios clínicos, estudos observacionais, revisões ou mesmo relatos de caso que avaliassem a gestrinona para essa finalidade. Tampouco foram identificados estudos em andamento.
Resultados
Dos nove registros identificados (quatro em bases indexadas e cinco em literatura cinzenta), nenhum forneceu evidência clínica sobre a gestrinona no tratamento do lipedema.
Guias e consensos clínicos analisados (como SBACV, SBEM e Associação Brasileira de Lipedema) são unânimes ao desaconselhar o uso da gestrinona para lipedema, destacando a ausência de respaldo científico.
Tratamentos baseados em evidência para lipedema
Segundo os consensos nacionais e internacionais, os tratamentos recomendados incluem:
Lipoaspiração com preservação linfática, apenas em casos refratários e após pelo menos 12 meses de tratamento conservador.
Discussão e Implicações
“O uso crescente da gestrinona em lipedema parece ser motivado por marketing estético e pressão comercial, e não por evidência científica.
A ausência de qualquer estudo clínico ou relato de caso que sustente sua eficácia ou segurança para essa condição é alarmante, especialmente considerando o risco de efeitos adversos relacionados a esteroides anabolizantes.
A gestrinona é substância proibida pela WADA e seu uso indiscriminado levanta preocupações éticas sérias, principalmente em um grupo de pacientes vulneráveis como mulheres com lipedema.” – Alerta o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico com foco no tratamento de lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).
Conclusão
Não há qualquer base científica que justifique o uso de gestrinona para o tratamento de lipedema.
Sua prescrição representa risco potencial à saúde e deve ser evitada. Até que estudos clínicos controlados e aprovados por comitês de ética sejam conduzidos, o tratamento deve permanecer baseado em abordagens comprovadas, seguras e multidisciplinares.
Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.
Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.
Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:
Um recente estudo avaliou a eficácia do Pycnogenol® (extrato de Pinus pinaster rico em polifenóis, proantocianidinas e ácidos fenólicos) no controle de sintomas e na composição corporal de mulheres com lipedema, comparado a placebo.
Métodos
Desenho
Ensaio clínico randomizado, duplo-cego, controlado por placebo.
Duração: 60 dias.
Local: clínica especializada em Vitória – ES.
Participantes
100 mulheres, 18–40 anos, diagnosticadas clinicamente com lipedema por dois angiologistas.
93 completaram, mas foi usada imputação múltipla monotônica para lidar com perdas.
Exclusões: gestação, lactação, uso de anabolizantes, anorexígenos ou tratamento prévio para lipedema.
Intervenção
Pycnogenol® 50 mg (Flebon®), 1 comprimido a cada 8 horas.
Grupo placebo recebeu comprimidos idênticos em cor, odor e formato.
Avaliações
QuASiL – questionário validado (Amato et al.) de 15 itens que mede intensidade dos sintomas (0–150).
Bioimpedância tetrapolar – peso, gordura total e segmentar.
Consultas presenciais no início, 30 e 60 dias, além de ligações semanais para adesão.
Resultados
1. Baseline
Grupos homogêneos em idade, sintomas, hábitos e antropometria.
Peso inicial mais baixo no grupo Pycnogenol® (76,7 vs 83,7 kg), mas % de gordura total e segmentar iguais, garantindo comparabilidade.
2. Evolução dos Sintomas — QuASiL
Placebo
Piorou progressivamente:
88,1 → 90,9 → 92,9 pontos.
Pycnogenol®
Melhora rápida e contínua:
88,8 → 69,5 → 63,2 pontos (p < 0.001).
Melhoras específicas por sintoma
Após 30 e 60 dias houve melhora significativa e dose-dependente em:
Ondas de calor são sintomas altamente prevalentes e debilitantes na menopausa, afetando até 80% das mulheres e podendo persistir por 4 a 7 anos. Terapia hormonal é o melhor tratamento mas ainda temos muitas mulheres com medo de utilizar e poucos médicos prescrevendo de forma adequada. Esse cenário cria a necessidade de alternativas não hormonais eficazes.
Um recente estudo estudo avaliou a hipnose autoadministrada, acessível via gravações de áudio para controle das ondas de calor em mulheres na menopausa.
2. Objetivo do Estudo
Comparar:
Hipnose autoadministrada (áudios com indução, relaxamento e visualização de resfriamento)
vs
Sham hypnosis (áudios de white noise apresentados como hipnose)
Principais desfechos:
Redução da pontuação das ondas de calor (frequência × intensidade)
Interferência no dia a dia (HFRDIS)
Percepção subjetiva de benefício
Interação entre adesão e efeito
3. Desenho do Estudo
Ensaio clínico randomizado
250 mulheres pós-menopausa
Realizado em 2 centros (Baylor University e University of Michigan)
Duração da intervenção: 6 semanas
Follow-up: 12 semanas
Critério de inclusão: ≥4 ondas de calor/dia ou ≥28/semana
Braços:
Hipnose autoadministrada (20 min/dia)
Sham hypnosis (ruído branco 20 min/dia)
Grupo cego (participantes não sabiam qual era o ativo).
4. Resultados Principais
🔥 4.1 Redução da pontuação das ondas de calor
Após 6 semanas:
Hipnose: redução de 53,4%
Sham: redução de 40,9%
P = 0.04
Após 12 semanas:
Hipnose: redução de 60,9%
Sham: redução de 44,2%
Mais da metade das mulheres com hipnose atingiram ≥50% de redução, considerado clinicamente significativo:
60,4% no grupo hipnose
42,2% no controle
🌡️ 4.2 Frequência por gravidade
Melhora em todas as intensidades.
O maior benefício foi para episódios moderados.
Mulheres com hipnose tiveram queda mais rápida e sustentada.
🎗️ 4.3 Subgrupo com câncer de mama
Esse grupo respondeu ainda melhor:
Redução muito superior à do grupo controle (P=0.002).
Pontuações caíram de 98 → 35 em 6 semanas no grupo hipnose.
🧭 4.4 Interferência no dia a dia (HFRDIS)
Hipnose: redução de 56,6%
Sham: redução de 48,8%
A maior melhora no grupo hipnose ocorreu em:
Lazer (62,6% de melhora)
Atividades sociais
Humor
Qualidade de vida como um todo
⭐ 4.5 Percepção de benefício
“Melhorou moderadamente” ou “melhorou muito”:
90,3% no grupo hipnose
64,3% no controle
Mulheres que disseram estar “muito melhor”:
32% hipnose
18,4% controle
✔️ 4.6 Segurança
Apenas efeitos adversos leves (insônia, dores — não relacionados ao tratamento).
Nenhum evento moderado ou grave.
5. Conclusões
“ A hipnose autoadministrada é altamente eficaz, reduzindo sintomas em mais de 50%.
Melhora a qualidade de vida de forma significativa.
É segura, incluindo para mulheres com histórico de câncer de mama.
Representa uma alternativa não hormonal de alta acessibilidade.
O estudo reforça diretrizes da Menopause Society, que já recomendam hipnose como intervenção de primeira linha não hormonal. Devemos sempre valorizar tratamento não medicamentosos pois eles podem também ser a porta de entrada para tratamentos mais eficazes.” – Finaliza o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico com foco no tratamento de lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).
Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.
Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.
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Um novo estudo do Intermountain Health, em Salt Lake City, relata que um plano personalizado de tratamento com vitamina D3 para pacientes que sofreram um infarto pode reduzir significativamente as chances de um novo evento cardíaco.
Em um grande ensaio clínico randomizado, os pesquisadores descobriram que controlar os níveis de vitamina D dos pacientes por meio de uma abordagem de “tratamento com meta” — na qual os níveis sanguíneos eram monitorados e as doses ajustadas para alcançar um intervalo ideal — reduziu em 50% a probabilidade de um segundo infarto.
Os resultados foram apresentados em 9 de novembro, nas Sessões Científicas da American Heart Association de 2025, em New Orleans.
Resultados iniciais encorajadores
Esses achados são muito promissores. Não foram observados desfechos adversos quando administradas doses mais altas de vitamina D3, e ainda foi reduzido significativamente o risco de um novo infarto,
“Os resultados têm grande relevância mundial, já que entre metade e dois terços da população global apresentam baixos níveis de vitamina D. Antigamente, a maior parte das pessoas obtinha vitamina D suficiente por meio da exposição ao sol. Hoje, com mudanças de estilo de vida e recomendações médicas para reduzir o risco de câncer de pele, as pessoas passam menos tempo ao ar livre e dependem mais de suplementação de vitamina D3 para manter níveis saudáveis.” – Explica o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico com foco no tratamento de lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).
Da observação à terapia personalizada
Níveis baixos de vitamina D há muito tempo estão associados a piores desfechos cardiovasculares em estudos observacionais. Entretanto, ensaios clínicos anteriores que utilizaram doses padronizadas de suplementação não conseguiram demonstrar redução significativa no risco de doença cardíaca.
Os cientistas do Intermountain decidiram testar uma abordagem diferente: em vez de dar a mesma dose para todos, e se o objetivo fosse ajustar a suplementação para atingir um nível sanguíneo saudável?
“Estudos anteriores simplesmente administravam vitamina D sem verificar regularmente os níveis no sangue para avaliar o resultado da suplementação. Com um tratamento mais direcionado — monitorando exatamente como a suplementação estava funcionando e fazendo ajustes — ele evidenciaram que o risco de um segundo infarto foi reduzido pela metade.” – Comenta o Dr.
Dentro do ensaio clínico TARGET-D
O estudo Intermountain, chamado TARGET-D, foi conduzido entre abril de 2017 e maio de 2023 e incluiu 630 pacientes que haviam sofrido um infarto dentro de um mês antes da inclusão no estudo.
Os participantes foram acompanhados até março de 2025 para avaliação de desfechos cardiovasculares.
Os pacientes foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos: um não recebeu manejo específico de vitamina D, enquanto o outro passou por tratamento ativo e direcionado com vitamina D3.
O objetivo no grupo tratado era elevar os níveis sanguíneos de vitamina D para acima de 40 ng/mL. No início, 85% dos participantes tinham níveis inferiores a esse valor.
Dose, monitorização e resultados
Mais da metade dos pacientes que receberam tratamento direcionado precisaram de uma dose inicial de 5.000 UI de vitamina D3, em comparação com as recomendações usuais de 600–800 UI.
Os níveis de vitamina D foram avaliados anualmente nos pacientes que se mantinham na faixa adequada.
Aqueles com níveis baixos eram testados a cada três meses e tinham a dose ajustada até ultrapassarem 40 ng/mL. Depois disso, seus níveis passaram a ser monitorados anualmente.
Os pesquisadores acompanharam eventos cardíacos maiores (MACE), incluindo infartos, AVC, internações por insuficiência cardíaca ou mortes.
Entre os 630 participantes, 107 passaram por esses eventos.
Embora não tenha havido diferença significativa no risco geral de MACE entre os grupos, o risco de um segundo infarto foi reduzido pela metade nos pacientes que receberam tratamento direcionado com vitamina D.
Próximos passos
Os pesquisadores planejam ampliar o estudo com um ensaio clínico maior para confirmar e aprofundar esses achados.
Um grupo maior de participantes permitirá avaliar de forma mais completa se o manejo direcionado da vitamina D pode reduzir não apenas novos infartos, mas também outros tipos de doença cardiovascular.
Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.
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Um recente estudo quantificou como diferentes medidas de obesidade central — como circunferência da cintura, relação cintura-quadril, relação cintura-estatura, circunferência de quadril/coxa, índice de adiposidade corporal e ABSI — se associam ao risco de mortalidade por todas as causas, além de avaliar o formato da curva dose-resposta.
📚 Métodos
Tipo de estudo: Revisão sistemática + meta-análise
Modelos ajustaram por potenciais confundidores; BMI também foi incluído quando disponível.
🔍 Principais Resultados
🔴 Medidas associadas a MAIOR mortalidade
Medida
Aumento analisado
HR (Risco relativo)
Circunferência da cintura
+10 cm
1.11
Relação cintura-quadril
0,1
1.20
Relação cintura-estatura
0,1
1.24
Relação cintura-coxa
0,1
1.21
BAI
10%
1.17
ABSI
0,005
1.15
→ Conclusão: A gordura central está fortemente associada a maior mortalidade, independentemente do BMI.
🟢 Medidas associadas a MENOR mortalidade
Medida
Aumento analisado
HR
Circunferência do quadril
+10 cm
0.90
Circunferência da coxa
+5 cm
0.82
→ Quadris e coxas maiores são ser fatores protetores.
📈 Forma das Associações
Circunferência da cintura & Cintura-estatura: curva em J
Menores valores → neutralidade
Aumento → risco crescente de mortalidade
Cintura-quadril e ABSI: associação positiva linear
Índice de adiposidade (BAI): curva em U
Tanto valores muito baixos quanto altos → aumento de risco
👥 Subgrupos
Associação persistiu mesmo após ajuste para BMI
Associações mais fortes:
Mulheres
Jovens < 60 anos
Em fumantes → risco atenuado (congestão de risco)
Em pessoas com ≥10 anos de seguimento → associação mais clara (menos confusão por doença prévia)
✅ Conclusões
“A obesidade central é preditor independente de mortalidade, mesmo após ajuste para IMC.
Medidas tradicionais como IMC são insuficientes; deve-se incluir medidas de adiposidade central para melhor estratificação de risco. Gordura periférica (quadril/coxa) mostra efeito protetor.
Devemos incorporar circunferência de cintura, WHR, WHtR na avaliação clínica de risco. A distribuição da gordura importa muito mais do que a quantidade total. Nesse quesito as mulheres com lipedema têm uma proteção enorme de todas as causas de morte” – Avalia o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico com foco no tratamento de lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).
⚠️ Aplicações clínicas
BMI sozinho não distingue massa magra de gordura
Distribuição de gordura importa mais que a quantidade total
Medidas simples (ex.: fita métrica) podem melhorar prognóstico populacional
💡 Mecanismos propostos
Gordura visceral → maior inflamação, resistência à insulina, risco cardiometabólico
Gordura em quadris/coxa → efeito metabólico protetor (captação de ácidos graxos, menor inflamação)
🔎 Pontos Fortes
Grande amostra
Muitos países
Diversas medidas anatômicas avaliadas
⚠️ Limitações
Heterogeneidade alta
Possível confusão residual
Métodos de ajuste variaram entre estudos
🧾 Conclusão central
Gordura abdominal é forte preditor de mortalidade, independentemente do IMC; já maior volume em quadris e coxas é protetor. A avaliação de risco baseada apenas em IMC é insuficiente e deve ser complementada com medidas centrais
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A partir dos 40 anos, o corpo feminino atravessa mudanças hormonais profundas — muitas vezes silenciosas — que influenciam o coração, o metabolismo, os ossos, o cérebro e o bem-estar geral. Por isso, compreender o que está acontecendo “por dentro” se torna essencial para agir de forma preventiva e estratégica.
Infelizmente, muitas mulheres têm seus sintomas reduzidos a “coisa da idade”, estresse ou “normal da menopausa”.
A verdade é outra: existe muito o que pode ser feito para proteger a saúde e a qualidade de vida.
E tudo começa com exames adequados.
A lista abaixo mostra por que esses exames são tão importantes na meia-idade e como eles ajudam a guiar decisões mais inteligentes para as próximas décadas.
1) Painel cardiovascular avançado
ApoB • Lp(a) • LDL • HDL • Colesterol total
Com a queda do estrogênio, o colesterol tende a aumentar e as partículas pequenas de LDL — mais aterogênicas — tornam-se mais comuns.
Avaliar apenas o “colesterol total” não é suficiente.
O ApoB mostra quantas partículas realmente estão entupindo suas artérias O Lp(a) revela um risco genético muitas vezes invisível
Esses marcadores dão um retrato real do risco cardiovascular atual e futuro
.
2) Glicose, insulina e resistência à insulina
Glicemia de jejum • Hemoglobina A1c • Insulina de jejum • HOMA-IR
Durante a perimenopausa, o corpo se torna menos eficiente em lidar com a glicose, favorecendo resistência à insulina mesmo sem ganho de peso.
Detecta alterações metabólicas anos antes do diabetes Ajuda a explicar ganho de peso, cansaço e dificuldade para emagrecer
A perda de estrogênio acelera a perda óssea.
Muitas mulheres podem perder até 20% da massa óssea nos primeiros anos da menopausa sem perceber — aumentando o risco de fraturas e perda de autonomia
.
O DEXA identifica precocemente osteopenia/osteoporose A Vitamina D auxilia na absorção de cálcio e força óssea
4) Função tireoidiana
TSH • T4 livre • T3 livre
Hipotireoidismo pode imitar sintomas da menopausa:
– cansaço
– queda de cabelo
– dificuldade para perder peso
– névoa mental
Um simples painel pode revelar causas tratáveis desses sintomas
.
5) Estoque de ferro e anemia
Ferritina • Hemograma • Ferro sérico • Saturação de ferro
Devido a anos de ciclos menstruais intensos ou irregulares, muitas mulheres chegam aos 40 com reservas de ferro baixas, mesmo sem anemia.
A ferritina detecta deficiência antes do hemograma cair Corrigir o ferro melhora energia, cognição e imunidade
6) Marcadores hormonais
Estradiol • FSH • anti-mulleriano
Os níveis hormonais podem ajudar a compreender onde a mulher se encontra na transição menopausal — especialmente se ela usa DIU, fez histerectomia ou tem ciclos irregulares.
Úteis para entender alterações de libido, energia e composição corporal
7) Inflamação crônica
PCR • Homocisteína
A inflamação sistêmica contribui para doenças cardiovasculares, dores crônicas, fadiga e declínio cognitivo.
Monitorá-la ajuda a guiar estratégias de nutrição, exercício e terapia
Conclusão
Passar dos 40 não é o começo do declínio — é o momento em que informação vira poder.
Com esses exames, é possível:
Entender sua saúde em tempo real Prevenir doenças antes que apareçam Individualizar dieta, suplementação, exercício e tratamento Melhorar energia, humor, peso, sono e cognição Proteger coração, ossos e cérebro por décadas
Envelhecer bem começa com autoconhecimento biológico.
E exames são o primeiro passo.
Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.
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Um recente estudo avaliou o risco de câncer de mama varia entre diferentes tipos e formulações de contraceptivos hormonais em adolescentes e mulheres pré-menopáusicas.
✅ Métodos
Tipo de estudo: Coorte nacional, populacional, baseada em registros suecos.
“Há aumento pequeno, porém consistente, do risco de câncer de mama associado ao uso de contraceptivos hormonais. O risco varia conforme o tipo de progestagênio: Desogestrel e etonogestrel com maior risco e Levonorgestrel apresentando menor risco relativo. O risco aumenta conforme a duração de uso. O risco absoluto é baixo, mas deve ser discutido dentro de uma medicina personalizada. Não recomendamos implantes com etonogestrel em mulheres com lipedema. A escolha contraceptiva deve considerar o perfil de risco individual.” – destaca o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico com foco no tratamento de lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).
✅ Implicações clínicas
Evitar desogestrel em pacientes com alto risco familiar/genético
Um recente estudo estimou a prevalência mundial e as características clínicas da sensibilidade ao glúten/trigo não celíaca autorrelatada (NCGWS) através de revisão sistemática e metanálise.
🔎 Metodologia
Revisão sistemática e metanálise seguindo PRISMA 2020.
Bases pesquisadas: MEDLINE, Embase, Scopus e Web of Science até maio/2025.
25 estudos incluídos, totalizando 49.476 participantes, provenientes de 16 países.
População geral; casos hospitalares não foram incluídos.
Análise por modelo de efeitos aleatórios.
📊 Principais Resultados
✅ Prevalência global
10,3% (IC 95%: 7,0–14,0%) da população relata alguma sensibilidade a glúten/trigo.
Ou seja: 1 em cada 10 pessoas no mundo acredita ter sintomas relacionados ao consumo de glúten/trigo.
👩🦰 Diferenças por sexo
Mulheres têm maior probabilidade de relatar NCGWS:
Prevalência em mulheres: 14%
Prevalência em homens: 7,6%
OR 2,29 → quase 2,3× mais frequente em mulheres
🌍 Variação por país
Grande variabilidade entre nações:
Menores taxas: Chile (0,7%)
Moderadas: França (2,4%), EUA (5,1%), Brasil ~10%
Maiores: Reino Unido (23%), Arábia Saudita (36%)
Diferenças refletem fatores culturais, percepção pública, marketing de dieta sem glúten e métodos de estudo.
Reforça a ligação com transtornos de interação intestino-cérebro.
🌀 Associação com Síndrome do Intestino Irritável (SII/IBS)
OR 4,78 → quase 5× maior chance de ter IBS
Aproximadamente 28% dos indivíduos com NCGWS relatam sintomas compatíveis com IBS.
🍞 Aderência à dieta sem glúten
40% das pessoas que se consideram sensíveis seguem dieta sem glúten.
🩺 Diagnóstico médico
Apenas 32% relatam diagnóstico formal.
Sugere autodiagnóstico e conduta alimentar sem orientação.
❌ Prevalência de doença celíaca e alergia ao trigo
No mesmo conjunto de estudos:
Doença celíaca autorrelatada: 0,7%
Alergia ao trigo: 0,8%
Mostra que a prevalência de NCGWS autorrelatada (10,3%) supera vastamente as condições orgânicas documentadas.
🧬 Interpretação e Discussão
Os achados sugerem que NCGWS pode estar mais inserida no espectro dos distúrbios de interação intestino-cérebro (DGBI) do que ser uma entidade imunológica semelhante à doença celíaca.
Estudos controlados demonstram forte efeito nocebo: sintomas podem ocorrer mesmo sem ingestão real de glúten.
Em muitos casos, sintomas atribuídos ao glúten podem ser desencadeados por FODMAPs, especialmente frutanos, abundantes em alimentos à base de trigo.
A alta adesão a dietas sem glúten sem orientação médica pode resultar em:
Risco nutricional
Custos financeiros desnecessários
Sofrimento psicossocial
📌 Pontos fortes
Primeira síntese global robusta
Amostra grande (>49 mil)
Diversidade geográfica
Análises estratificadas e de sensibilidade
⚠️ Limitações
Alta heterogeneidade dos estudos
Dados autorrelatados → risco de viés
Ausência de biomarcadores definidos
Falta de dados em vários países
✅ Conclusões
A sensibilidade ao glúten/trigo autorrelatada é comum.
O quadro apresenta forte:
Predomínio feminino
Associação com sintomas gastrointestinais e sistêmicos
Relação com distúrbios psicológicos
Sobreposição com IBS
O estudo sugere reposicionar a NCGWS no espectro dos distúrbios de interação intestino-cérebro (DGBI), prioritizando diagnóstico baseado em sintomas, apoio multidisciplinar e evitando restrições alimentares desnecessárias
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A menopausa pode afetar as mulheres física e emocionalmente devido à queda nos níveis de estrogênio. Para algumas, a terapia hormonal tem se mostrado valiosa no controle dos sintomas incômodos da menopausa. Um novo estudo sugere que o momento em que a mulher inicia o uso dos hormônios faz uma grande diferença nos resultados de saúde a longo prazo. Os resultados foram apresentados no Encontro Anual de 2025 da The Menopause Society, em Orlando, de 21 a 25 de outubro.
Uma grande porcentagem de mulheres apresenta algum tipo de sintoma da menopausa, sendo as ondas de calor o mais comum. Muitas começam a sentir esses sintomas ainda na perimenopausa — o período de transição antes da última menstruação — que pode durar vários anos, durante os quais os níveis de estrogênio flutuam e diminuem.
A terapia com estrogênio tem se mostrado uma das formas mais eficazes e geralmente seguras de lidar com os sintomas da menopausa. No entanto, ainda há pouca informação sobre o impacto de iniciar essa terapia durante a perimenopausa em relação aos desfechos de saúde a longo prazo. Uma nova análise retrospectiva de coorte, baseada em mais de 120 milhões de registros de pacientes, buscou comparar os efeitos do início da terapia estrogênica durante a perimenopausa, após a menopausa ou a ausência de uso. O estudo avaliou especificamente o risco de câncer de mama, infarto e AVC associado à terapia com estrogênio.
Os resultados mostraram que mulheres na perimenopausa que usaram estrogênio por pelo menos 10 anos antes da menopausa tiveram chances significativamente menores — cerca de 60% — de desenvolver câncer de mama, infarto e AVC, em comparação com os outros dois grupos. Mulheres que começaram a terapia após a menopausa apresentaram risco ligeiramente menor de câncer de mama e infarto do que aquelas que nunca usaram hormônios. No entanto, tiveram uma probabilidade 4,9% maior de sofrer um AVC em relação ao grupo que não fez terapia hormonal.
Esses achados destacam o potencial benefício de iniciar precocemente a terapia estrogênica durante a perimenopausa para reduzir riscos e otimizar os resultados de saúde a longo prazo.
“A apresentação teve o título “The Timing of Estrogen Therapy: Perimenopausal Benefits and Postmenopausal Risks” e provavelmente este será o título do artigo dos pesquisadores de Cleveland. Há muito tempo existe um debate sobre se e quando a terapia com estrogênio deve começar, então esperamos que o uso de dados de prontuários eletrônicos em larga escala ajude a esclarecer essa questão.” – Comenta o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico com foco no tratamento de lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online)
Pesquisas clínicas adicionais ainda são necessárias para confirmar esses resultados e investigar os efeitos a longo prazo da terapia estrogênica em diferentes estágios da menopausa.
Os resultados deste estudo sugerem menor risco e potencialmente maior benefício da terapia à base de estrogênio quando iniciada na perimenopausa. Embora o desenho observacional do estudo esteja sujeito a vieses conhecidos, como o ‘viés do usuário saudável’, esses achados podem abrir caminho para novas pesquisas sobre os riscos e benefícios da terapia hormonal quando iniciada mais cedo na transição menopausal.
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