Crianças, celulares e o preço silencioso da desconexão emocional
Em um mundo onde os smartphones se tornaram quase extensões do nosso corpo, é urgente refletirmos sobre quem são os mais vulneráveis a esse novo estilo de vida: as crianças.
Estudos globais mostram uma realidade alarmante: receber um smartphone antes dos 13 anos está fortemente associado a piores indicadores de saúde mental na vida adulta. Dados do Global Mind Project, com mais de 100 mil jovens entre 18 e 24 anos, revelam que quanto mais cedo uma criança ganha um celular, maior é o risco de pensamentos suicidas, agressividade, perda da autoestima e até sintomas psicóticos, como distanciamento da realidade e alucinações.
O impacto é ainda mais devastador nas meninas. Quase metade das que receberam o celular com 5 ou 6 anos relataram pensamentos suicidas na vida adulta. E não é apenas uma questão de tempo de tela. A exposição precoce a redes sociais, algoritmos viciantes, cyberbullying, pornografia e distúrbios do sono são caminhos diretos para esse colapso mental.
A ciência por trás dos vídeos curtos (como TikTok, Reels, shorts) aprofunda o alerta.
“O cérebro de jovens viciados nesse conteúdo mostra alterações estruturais em regiões ligadas ao controle emocional, tomada de decisão e gratificação imediata — com mudanças no córtex orbitofrontal e na atividade do sistema de recompensa. Em outras palavras: o cérebro está sendo moldado para buscar prazer fácil e rápido, em detrimento da atenção, empatia e resiliência. Mas o mais preocupante: enquanto as crianças perdem o contato com o mundo real, muitos pais perdem o contato com os próprios filhos. Pais não foram substituídos pelos celulares — mas muitos se omitiram diante deles.” – Comenta o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico especialista em Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).
Precisamos recuperar o básico: conviver, escutar, brincar, ensinar, acolher. Smartphones não podem ser babás digitais. Nenhum aplicativo pode ensinar o valor de um abraço. Nenhum vídeo substitui o impacto de uma conversa olho no olho.
Criar filhos é dividir tempo. É sentar no chão para brincar, é jantar juntos sem telas, é ensinar pelo exemplo. Quando os pais estão presentes — de verdade, sem notificações competindo por atenção — as conexões neurais mais importantes se fortalecem: aquelas que moldam a autoestima, o controle emocional e o senso de pertencimento.
O que você pode fazer como pai ou mãe?
Adiar ao máximo o primeiro smartphone (especialmente antes dos 13 anos);
Conversar sobre o impacto emocional do conteúdo online;
Ser exemplo de uso consciente da tecnologia.
Cuidar da infância é proteger o futuro da sociedade. Celulares não são brinquedos inofensivos. Eles moldam cérebros, comportamentos e emoções — e podem roubar da criança o que ela tem de mais precioso: sua capacidade de crescer inteira.
Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.
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Um recente estudo investigou os efeitos da aromaterapia com óleos essenciais de bergamota (Citrus bergamia) e toranja (grapefruit, Citrus paradisi) na síndrome pré-menstrual (TPM) e nos sintomas menstruais em mulheres em idade reprodutiva.
Metodologia
Desenho: Ensaio clínico randomizado, controlado, com 3 grupos paralelos.
Amostra: 90 mulheres com TPM (idade média: 22,4 anos), divididas aleatoriamente em três grupos:
Grupo bergamota (n=30)
Grupo grapefruit (n=30)
Grupo placebo (óleo de amêndoas doces, n=30)
Intervenção: Inalação do óleo essencial por 30 minutos, 3 vezes ao dia, durante 4 dias da fase lútea, repetido por 3 ciclos menstruais consecutivos.
Avaliação:
Escala de Síndrome Pré-Menstrual (PMSS)
Questionário de Sintomas Menstruais (MSQ)
Avaliações antes e após o período de intervenção.
Resultados principais
Efeitos sobre a TPM (PMSS):
Ambos os óleos reduziram significativamente os sintomas de TPM, com destaque para o óleo de grapefruit.
Uso de estratégias de enfrentamento (coping) (p=0.011)
Bergamotanão apresentou efeitos significativos nos sintomas menstruais.
Grupo placebo apresentou aumento de sintomas em ambas as escalas.
Mecanismos propostos
“Os efeitos benéficos da grapefruit são atribuídos ao limoneno, com propriedades ansiolíticas, anti-inflamatórias, analgésicas e reguladoras do apetite e sono.
A bergamota também contém limoneno e linalol, associados à regulação do humor, mas parece ter efeito menos potente. Ambas representam intervenções não invasivas, seguras e promissoras, especialmente para mulheres que buscam terapias complementares.” – Explica o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico especialista em Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).
Conclusão
A aromaterapia com óleo essencial de grapefruit foi mais eficaz na redução de sintomas de TPM e menstruais do que a de bergamota.
A bergamota mostrou-se útil apenas para sintomas da TPM.
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Por que o intestino é o “segredo” do emagrecimento?
1. Microbiota intestinal: a balança invisível
No intestino vivem trilhões de bactérias que controlam a forma como digerimos, armazenamos e usamos energia.
Pessoas obesas costumam ter menor diversidade bacteriana e predominância de microrganismos que favorecem o acúmulo de gordura.
Certas bactérias, como a Akkermansia muciniphila, estão ligadas à melhora da sensibilidade à insulina, redução de inflamação e controle do apetite.
Manipular a microbiota com alimentação rica em fibras, prebióticos, probióticos e polifenóis pode ajudar no emagrecimento sem focar apenas em calorias.
Um intestino “doente” (disbiose + aumento da permeabilidade intestinal) libera toxinas bacterianas como LPS (lipopolissacarídeos), que caem na circulação e promovem inflamação crônica de baixo grau.
Essa inflamação resiste à queima de gordura, estimula o estoque adiposo e sabota o emagrecimento.
Cuidar da barreira intestinal reduz inflamação e desbloqueia o metabolismo.
3. Hormônios intestinais controlam a fome e saciedade
O intestino produz hormônios como:
GLP-1 e PYY: reduzem a fome e aumentam a saciedade.
Grelina: estimula o apetite (aumenta quando o intestino está em desequilíbrio).
Alterações na microbiota e na integridade intestinal afetam a produção desses hormônios, desregulando o apetite.
Ou seja: a vontade de comer pode ter origem no intestino, não na cabeça.
4. Eixo intestino-cérebro: emoções, compulsão e vontade de comer
O intestino conversa com o cérebro por vias neurais (nervo vago), hormonais e imunológicas.
Disbiose pode afetar neurotransmissores como a serotonina e dopamina, prejudicando o humor e aumentando compulsões alimentares.
Tratar o intestino pode reduzir ansiedade e compulsão alimentar — fatores decisivos para manter o peso.
“ Aumentar fibras (aveia, linhaça, vegetais). Usar prebióticos e probióticos específicos.
Evitar ultraprocessados e adoçantes artificiais. Reduzir o estresse (que altera a microbiota). Dormir bem (sono modula o intestino). Praticar atividade física (que aumenta Akkermansia!) Modular a flora intestinal é um dos primeiros passos do tratamento das mulheres com lipedema.
Emagrecer de forma sustentável não é apenas uma questão de déficit calórico — é uma questão de equilíbrio intestinal. Quando o intestino está em ordem, o metabolismo funciona, o apetite se regula e o corpo começa a trabalhar a seu favor.” – Finaliza o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico especialista em Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).
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Um recente estudo investigou se o aumento da obesidade em países mais desenvolvidos se deve mais à redução do gasto energético (por menor atividade física) ou ao maior consumo calórico.
Metodologia
Gasto energético total (TEE) foi medido com a técnica de água duplamente marcada.
Gasto energético basal (BEE) foi medido por calorimetria indireta ou estimado com base na composição corporal.
Composição corporal (gordura corporal e massa livre de gordura) foi avaliada por diluição isotópica.
Os países foram categorizados segundo o Índice de Desenvolvimento Humano (HDI).
Populações mais desenvolvidas apresentaram maiores ingestões calóricas.
Entre 25 populações com dados disponíveis, a porcentagem de ultraprocessados na dieta correlacionou-se fortemente com maior gordura corporal, mesmo após controle por idade, sexo e gasto energético.
Consumo de carne, por outro lado, não se correlacionou com gordura corporal após ajustes.
Interpretações e Implicações
Conclusões principais:
“A hipótese de que o aumento da obesidade se deve à redução do gasto energético com a industrialização não se sustenta. O principal fator para o aumento da obesidade com o desenvolvimento é o aumento da ingestão calórica, não a redução da atividade física. A dieta, especialmente a presença de alimentos ultraprocessados, desempenha um papel central na epidemia de obesidade moderna. As pessoas devem escolher melhor o que comem. Não é apenas caloria e sim a qualidade do alimento. Isso é ainda mais importante nas mulheres com lipedema.” – Alerta o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico especialista em Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).
Hipóteses adicionais:
Redução do gasto basal em países ricos pode estar ligada à menor carga de patógenos e menor atividade imune, ou a mudanças dietéticas, como menor consumo de fibras.
Alimentos modernos podem ser mais facilmente digeríveis e promover maior absorção de calorias.
UPFs podem atrapalhar sinais de saciedade, promover armazenamento de gordura e aumentar o consumo energético total.
Recomendações
Medidas públicas devem focar mais na qualidade e composição dos alimentos do que apenas em estimular a atividade física.
Programas de prevenção da obesidade devem utilizar gordura corporal, e não apenas o IMC, como indicador.
Regular o ambiente alimentar para reduzir o impacto de alimentos ultraprocessados é crucial.
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Um recente estudo avaliou de forma causal se os adoçantes não calóricos influenciam o metabolismo da glicose e o microbioma humano, de forma personalizada.
Método
Tipo de estudo: Ensaio clínico randomizado, controlado e intervencionista.
Participantes: 120 adultos saudáveis, rigorosamente selecionados como abstêmios de NNS.
Duração: 7 dias de linha de base + 14 dias de suplementação + 7 dias de seguimento.
Ferramentas:
Monitoramento contínuo de glicose (CGM)
Testes de tolerância à glicose oral (GTT)
Sequenciamento metagenômico de fezes e microbioma oral
Metabolômica plasmática
Principais Resultados
1. Impacto sobre a glicemia
Sacarina e sucralose:
Aumentaram significativamente a resposta glicêmica (área sob a curva do GTT) durante a fase de exposição.
Efeito reversível após interrupção da suplementação.
Aspartame e estévia:
Não apresentaram alteração significativa na tolerância à glicose.
Controles (glicose e sem suplemento):
Nenhuma alteração glicêmica significativa.
2. Alterações no microbioma
“Todos os adoçantes alteraram significativamente a composição e função da microbiota fecal e oral, com efeitos específicos para cada adoçante: Sucralose: alterou vias de metabolismo de purinas. Sacarina: alterou vias de glicólise e degradação de glicose. Aspartame: impactou o metabolismo de poliaminas. Estévia: alterou vias de biossíntese de ácidos graxos. Resumindo, o ideal é não usar adoçantes, mas se for utilizar o que gera menos dano a pessoa é a stevia.” – Explica o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico especialista em Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).
3. Correlação com o metaboloma
Sucralose: aumento de intermediários do ciclo de Krebs (como isocitrato e trans-aconitato), aminoácidos e redução de metabólitos de purinas (ácido úrico e pseudouridina).
Metabólitos plasmáticos como butirato, valerato e propionato também aumentaram, correlacionando-se com respostas glicêmicas.
4. Transplante fecal em camundongos germ-free
Microbiota de “respondedores de topo” humanos levou à intolerância à glicose em camundongos, indicando causalidade microbiota-dependente.
O efeito foi personalizado: só ocorreu com microbiotas de indivíduos que haviam respondido ao adoçante.
Conclusões Principais
Sacarina e sucralose, mesmo em doses abaixo do limite diário aceitável, prejudicam a tolerância à glicose de forma personalizada e dependente da microbiota.
Os efeitos não são universais, mas sim determinados pela configuração basal do microbioma intestinal.
Adoçantes não calóricos não são metabolicamente inertes, como antes se supunha.
Há uma necessidade urgente de abordagens personalizadas no uso de NNS e mais estudos clínicos de longo prazo.
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O termo “ultracrepidário” deriva do latim ultra crepidam, que significa literalmente “além da sandália”. Ele tem origem em uma anedota clássica da Roma Antiga atribuída ao pintor Apeles, muito famoso na Grécia helenística.
Origem histórica:
Conta-se que Apeles expôs publicamente seus quadros e permitia que as pessoas dessem suas opiniões. Um sapateiro teria criticado a forma como Apeles havia pintado uma sandália. O pintor agradeceu e corrigiu o detalhe. No dia seguinte, o sapateiro voltou e se sentiu no direito de criticar outros aspectos da pintura, como a anatomia das pernas. Apeles então respondeu:
“Ne supra crepidam sutor iudicaret”, “Que o sapateiro não julgue além da sandália.”
Ou seja: cada um deve opinar apenas sobre o que conhece.
Significado moderno:
Ultracrepidário é um adjetivo (ou substantivo) usado para descrever:
alguém que dá opinião sobre assuntos que desconhece ou não domina;
pessoas que falam com autoridade fora de sua área de conhecimento;
especialistas em tudo, sem de fato serem especialistas em nada.
Exemplos práticos:
Um engenheiro comentando com firmeza sobre psicoterapia sem formação na área.
Um influenciador digital recomendando medicamentos ou tratamentos médicos sem formação na área da saúde.
Um economista discutindo genética com convicção e sem base científica.
Relações com outros conceitos:
Pode ser associado ao efeito Dunning-Kruger, em que pessoas com pouco conhecimento superestimam sua competência.
Também se aproxima da falácia da autoridade, quando alguém assume que ter conhecimento em uma área o torna apto a falar sobre qualquer outra.
Conclusão:
Ser chamado de ultracrepidário é uma crítica séria. É um lembrete da importância da humildade intelectual, de reconhecer os próprios limites e de valorizar especialistas em suas respectivas áreas.
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Um recente estudo investigou se o Ambroxol — um medicamento para tosse utilizado com segurança há décadas — pode retardar a demência em pessoas com doença de Parkinson.
Publicado em 30 de junho na renomada revista JAMA Neurology, o estudo clínico de 12 meses envolveu 55 participantes com demência associada ao Parkinson (PDD) e avaliou memória, sintomas psiquiátricos e níveis de GFAP, um marcador sanguíneo relacionado a danos cerebrais. A demência na doença de Parkinson causa perda de memória, confusão, alucinações e alterações de humor. Cerca de metade dos pacientes com Parkinson desenvolve demência em até 10 anos, impactando profundamente os pacientes, suas famílias e o sistema de saúde.
O estudo administrou Ambroxol diariamente a um grupo, enquanto o outro recebeu placebo. O objetivo era modificar a progressão da demência no Parkinson. Este estudo inicial oferece esperança e estabelece uma base sólida para pesquisas maiores.
Principais achados do ensaio clínico:
O Ambroxol foi seguro, bem tolerado e atingiu níveis terapêuticos no cérebro;
Os sintomas psiquiátricos pioraram no grupo placebo, mas permaneceram estáveis nos participantes que tomaram Ambroxol;
Indivíduos com variantes de alto risco no gene GBA1 apresentaram melhora cognitiva com o uso de Ambroxol;
O marcador de dano cerebral (GFAP) aumentou no grupo placebo, mas permaneceu estável com Ambroxol, sugerindo possível proteção cerebral. Os resultados são surpreendentes com uma medicação simples e barata.
“Os tratamentos atuais para Parkinson e demência atuam apenas nos sintomas, sem interromper o avanço da doença. Esses resultados sugerem que o Ambroxol pode proteger a função cerebral, especialmente em pessoas com predisposição genética. Trata-se de uma via terapêutica promissora, onde atualmente há poucas opções.” – Explica oDr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico especialista em Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).
O Ambroxol atua apoiando uma enzima-chave chamada glucocerebrosidase (GCase), produzida pelo gene GBA1. Em pessoas com Parkinson, os níveis de GCase são frequentemente baixos. Quando essa enzima não funciona adequadamente, resíduos se acumulam nas células cerebrais, causando danos.
“Um dos autores do estudo conheceu o Ambroxol durante um período no Hospital for Sick Children (SickKids) em Toronto, onde o medicamento foi identificado como tratamento para a doença de Gaucher — um distúrbio genético raro em crianças causado pela deficiência de GCase.
Atualmente, ele está aplicando esse conhecimento para investigar se estimular a GCase com Ambroxol pode ajudar a proteger o cérebro em doenças relacionadas ao Parkinson. Essa pesquisa é fundamental porque a demência no Parkinson afeta profundamente os pacientes e suas famílias. Se um medicamento como o Ambroxol puder ajudar, isso pode representar uma verdadeira esperança e melhorar vidas.” – Comenta.
Financiado pela Weston Foundation, este estudo representa um passo importante rumo ao desenvolvimento de novos tratamentos para o Parkinson e outros distúrbios cognitivos, incluindo a demência com corpos de Lewy. Pasternak e sua equipe planejam iniciar ainda este ano um novo ensaio clínico focado especificamente na cognição.
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Médicos estão alertando que a perda de peso não deve mais ser vista como o objetivo máximo da saúde, como tradicionalmente se acreditava. Muitas pessoas recuperam o peso perdido e, pior, a pressão para emagrecer pode levar à estigmatização e ao desenvolvimento de hábitos prejudiciais.
Existe uma abordagem melhor: focar no bem-estar, e não apenas em números.
Em um recente artigo publicado no The BMJ, que concentrar-se exclusivamente na perda de peso para pessoas com índice de massa corporal (IMC) elevado pode causar mais danos do que benefícios.
Muitas pessoas com sobrepeso ou obesidade não conseguem manter uma perda de peso clinicamente significativa apenas com intervenções no estilo de vida, e que os possíveis efeitos negativos dessas abordagens, como o reforço do estigma relacionado ao peso, ainda não estão completamente esclarecidos.
“ Um estilo de vida saudável traz benefícios importantes, mas que o peso, isoladamente, não reflete de forma adequada o estado de saúde de uma pessoa. Por isso, os médicos devem oferecer um cuidado de alta qualidade, baseado em evidências e adaptado às preferências e necessidades individuais, independentemente do peso corporal.” – Aconselha o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico especialista em Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).
Intervenções que visam à restrição calórica e ao aumento da atividade física têm sido, por décadas, a principal recomendação para redução de peso em pessoas com obesidade. No entanto, evidências rigorosas indicam que essas abordagens são, em grande parte, ineficazes para promover uma perda de peso duradoura e para reduzir eventos cardiovasculares (como infartos e AVCs) ou a mortalidade.
O peso não oferece, por si só, uma visão completa da saúde!
Reconhecer as limitações das estratégias tradicionais de emagrecimento pode abrir caminho para um cuidado mais eficaz e centrado no paciente.
O foco excessivo na perda de peso também pode alimentar o viés social contra pessoas com corpos maiores — promovendo atitudes, suposições e julgamentos negativos — o que pode afetar negativamente a saúde mental, incentivar distúrbios alimentares, adoção de hábitos não saudáveis e até levar ao aumento de peso.
Diretrizes clínicas recentes refletem uma crescente percepção de que o peso não é uma medida adequada de saúde. Abordagens alternativas, como o movimento “Saúde em Todos os Tamanhos” (Health at Every Size – HAES), reconhecem que é possível alcançar boa saúde independentemente da perda de peso e têm mostrado resultados promissores na melhora dos comportamentos alimentares.
Embora essas estratégias devam ser avaliadas em ensaios clínicos de grande escala, os médicos já podem se inspirar nelas para oferecer um cuidado mais empático e eficaz a pacientes com corpos maiores.
Os médicos devem estar preparados para informar as pessoas que buscam emagrecimento sobre os possíveis benefícios e riscos das intervenções, e minimizar o risco de transtornos alimentares e de impactos metabólicos de longo prazo. Essa abordagem centrada no paciente tende a proporcionar um cuidado mais adequado, alinhado às preferências e circunstâncias do indivíduo, além de reduzir o viés relacionado ao peso.
As orientações médicas sobre alimentaçãosaudável e atividade física continuam sendo relevantes, pois podem promover uma melhor saúde. O objetivo principal é oferecer um bom cuidado independentemente do peso, o que significa não cuidar menos, mas sim discutir benefícios, riscos e aquilo que é importante para o paciente.
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Um recente estudo testou um novo composto, o SANA (derivado nitroalqueno do salicilato), com o objetivo de combater obesidade e resistência à insulina, ativando a termogênese independente de UCP1, baseada no ciclo fútil da creatina.
Metodologia
Modelos pré-clínicos em camundongos com obesidade induzida por dieta (DIO)
Administração oral e subcutânea de SANA em doses variadas
Elevação dos níveis de creatina e da atividade da creatina quinase em tecidos adiposos (iWAT e BAT).
4. Efeito termogênico
Mice tratados com SANA apresentaram:
Maior temperatura superficial
Maior captação de 18-FDG no tecido adiposo branco (indicando ativação metabólica)
Resposta termogênica aumentada ao frio
5. Confirmação de dependência da creatina
Em modelos knock-out de CKMT1 ou com depleção de creatina por β-GPA, o efeito termogênico do SANA foi completamente abolido, confirmando a dependência do ciclo fútil da creatina.
Estudo clínico fase 1A/B (em humanos)
Voluntários saudáveis e com sobrepeso
SANA foi bem tolerado, com bom perfil de segurança
Resultados preliminares mostraram:
Redução de peso corporal
Melhora do HOMA-IR (índice de resistência à insulina)
Efeitos metabólicos observáveis em apenas 2 semanas de uso
Conclusão
“ O SANA é o primeiro composto descrito a ativar termogênese dependente de creatina de forma eficaz, sem depender de UCP1 ou AMPK, promovendo emagrecimento, melhora metabólica e proteção hepática. Isso posiciona o SANA como um potencial fármaco de primeira classe no tratamento da obesidade, resistência à insulina e suas comorbidades — especialmente como alternativa ou complemento aos agonistas de GLP-1 como a semaglutida. Mas ee importante entender que essa via somente funciona com suplementação adequada de creatina e isso é mais crítico em mulheres e vegetarianos/veganos.” – Finaliza o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico especialista em Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).
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Um recente estudo avaliou o impacto do consumo de chocolate amargo com diferentes teores de cacau (85% vs. 70%) sobre o humor e composição da microbiota intestinal, enfatizando a conexão eixo intestino-cérebro.
👨🔬 Metodologia
Tipo de estudo: Ensaio clínico randomizado, controlado.
Humor: PANAS (Positive and Negative Affect Schedule);
Microbiota: sequenciamento 16S rRNA em fezes (apenas para DC85 e controle);
Composição corporal e ingestão alimentar: medidas de rotina.
📊 Resultados Principais
🧠 Efeitos no humor
Redução significativa do afeto negativo apenas no grupo DC85 (−4.33 ± 5.91, p=0.029).
Nenhuma mudança significativa no afeto positivo em nenhum dos grupos.
🦠 Microbiota intestinal
Maior diversidade microbiana no grupo DC85 (↑ Faith’s PD, ↑ OTUs).
Alterações específicas:
↑ Blautia obeum (associada a menor afeto negativo);
↓ Faecalibacterium prausnitzii.
A redução no afeto negativo correlacionou-se negativamente com a diversidade microbiana e a abundância de B. obeum.
⚖️ F/B ratio (Firmicutes/Bacteroidetes)
Houve uma tendência de redução da razão F/B no grupo DC85, embora sem significância estatística.
🔬 Mecanismos propostos
Ação dos polifenóis do cacau (ex: catequina e epicatequina), que:
Têm efeitos antioxidantes e neuroprotetores;
Reduzem o cortisol salivar (atuando no eixo HPA);
Dependem da microbiota para sua metabolização e biodisponibilidade;
Favorecem a produção de butirato por Blautia obeum, com efeito antidepressivo.
🧠💩 Eixo intestino-cérebro
“A modulação da microbiota intestinal (aumento da diversidade e de espécies benéficas) está relacionada à melhora de sintomas emocionais negativos.
O estudo apoia a ideia de que o chocolate amargo pode funcionar como prebiótico natural, promovendo bem-estar emocional via microbiota. O consumo diário de chocolate amargo 85% por três semanas melhora o humos, modula a microbiota e não alterou o peso. O chocolate acima de 70% auxilia muito no tratamento das mulheres com lipedema.” – Explica o Dr. Daniel Benitti.
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