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5 Dicas importantíssimas para ajudar a perder peso

Qual é a chave do sucesso para perder peso e manter o metabolismo estável

Hoje mais da metade das mulheres gostaria de perder peso e quase todas estão fazendo alguma dieta restritiva. Se dieta restritiva fosse suficiente para perder peso a porcentagem da população que está acima do peso não estaria aumentando em todo o mundo.

Informação é tudo e por isso é importante seguir estas 5 dicas.

“ A vontade de perder peso não é exclusivo das mulheres com lipedema. Na verdade metade das mulheres com lipedema estão no peso normal e não precisam perder peso nenhum. Mas manter hábitos de vida saudáveis são fundamentais para a manutenção do peso adequado e ter uma excelente qualidade de vida.”

1- Não pule o café da manhã e consuma pelo menos 10 gramas de proteína

Comer um café da manhã balanceado – incluindo proteínas, gorduras e carboidratos lhe dará a energia que você precisa para o dia.

 

Se você pular o café da manhã, estará começando o dia sem fonte de energia e seu metabolismo será reduzido. Estudos mostram que uma maior ingestão de proteína pela manhã também é essencial para diminuir a compulsão alimentar no final do dia.

Boas fontes de proteína incluem ovos, proteína em pó à base de plantas, torradas germinadas com manteiga de amendoim e iogurte natural sem açúcar com frutas e sementes de cânhamo.

Pular refeições pode fazer seu corpo pensar que está em crise energética e diminuir o metabolismo.

2. Coma pequenas refeições ou considere o jejum

Faça a sua escolha: três refeições por dia com dois ou três lanches, cinco ou seis pequenas refeições por dia ou comer a cada três ou quatro horas.

Cada uma dessas abordagens manterá seu metabolismo uniforme e seus níveis de açúcar no sangue estáveis.

O equilíbrio ajudará seu corpo a funcionar da melhor maneira possível e ajudará a evitar o ganho de peso. A alteração abrupta dos níveis de açúcar no sangue alteram muito o metabolismo. Por isso uma fuja de doces e alimentos refinados. Eles aumentam muito o nível de açúcar no sangue e seu corpo gasta muita energia para corrigir isso e não sobra energia para você.

Outra opção a considerar é o jejum. Estudos mostram que as pessoas que aderem a uma abordagem de alimentação de jejum intermitente ou com restrição de tempo têm um risco reduzido de doença, menor mortalidade e mais sucesso na perda de peso.

Tente não jantar ou jante antes das 16h. Você vai acordar com fome e isso vai ajudar muito no seu metabolismo.

3. Exercite-se moderadamente e adicione treinos com peso

Um regime de treino intenso é ótimo se você está feliz com seu peso e com boa saúde. Mas se você está lutando para perder peso, um programa de exercícios moderados funcionará melhor para você.

Caminhar 30 minutos regularmente o beneficiará mais do que uma rotina intensa de 90 minutos que você não pode manter.

Definir metas muito altas e não alcançá-las impedirá que você se sinta bem-sucedida. É melhor definir metas pequenas e superá-las.

Além disso, adicionar pelo menos três dias de treinamento de resistência ajudará a aumentar os músculos, acelerando seu metabolismo e facilitando a perda de peso.

4. Coma até não sentir mais fome, não até estar satisfeita

Quando você se sente cheia, significa que comeu mais do que deveria. Não dê ao seu corpo mais do que ele precisa.

A quantidade de carboidratos, proteínas e gorduras saudáveis que você precisa depende de muitos fatores, incluindo seus objetivos de perda de peso, estado da doença, etc.

Outra tática é começar com um grande café da manhã e terminar pequeno jantar, diminuindo o tamanho das porções ao longo do dia. Comer com um prato menor ajuda bastante nesta tarefa.

5. Cuidado com a alimentação emocional

Quando você come porque está estressada, a consciência é metade da batalha. Muitas pessoas ficam frustradas porque aderiram a um programa de condicionamento físico ou de perda de peso, fizeram tudo certo e simplesmente não conseguem perder peso. A alimentação emocional é a principal causa.

Você pode considerar o uso meditação, psicoterapia ou até hipnose para ajudá-la a deixar de lado os antigos padrões alimentares, como comer por conforto em vez de fome real.

“As pessoas percebem que muitas vezes comem sem estar com fome. Bloquear esse reflexo é fundamental para o sucesso na perda e manutenção de um peso saudável.”

Depois de deixar de lado os padrões alimentares que não lhe servem mais, você se verá cabendo em roupas que não conseguia há anos.

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10 dicas para você parar agora a ruminação mental

Essas dicas são muito valiosas para as mulheres com lipedema

Sua cabeça já foi preenchida com um único pensamento, ou uma série de pensamentos, que ficam se repetindo… e se repetindo… e se repetindo? Provavelmente você tem ruminação mental. Você sabia que é MUITO comum nas mulheres com Lipedema?

O processo de pensar continuamente nos mesmos pensamentos, que tendem a ser tristes ou sombrios, é chamado de ruminação mental. Um hábito de ruminação pode ser perigoso para sua saúde mental, pois pode prolongar ou intensificar a ansiedade e depressão, além de prejudicar sua capacidade de pensar e processar emoções. Também pode fazer com que você se sinta isolada e pode, na realidade, afastar as pessoas.

As pessoas ruminam por uma variedade de razões. De acordo com a Associação Americana de Psicologia, algumas razões comuns para a ruminação incluem:

  • Crença de que, ruminando, você obterá informações sobre sua vida ou um problema;
  • Ter um histórico de trauma emocional ou físico;
  • Enfrentamento contínuo de estressores que não podem ser controlados ou curados.

A ruminação também é comum em pessoas que possuem certas características de personalidade, que incluem perfeccionismo, neuroticismo e foco excessivo nas relações com os outros.

Você pode ter uma tendência a supervalorizar tanto seus relacionamentos com os outros que fará grandes sacrifícios pessoais para manter seus relacionamentos, mesmo que eles não estejam funcionando para você.

“ A maioria das pessoas não percebe que está ruminando sobre seus problemas. A maioria de nós quer ser feliz e quer se concentrar em pensamentos que nos fazem felizes. O problema surge quando algo realmente frustrante, ameaçador ou insultante acontece conosco, algo difícil de aceitar. Podemos estar tentando entender isso em nossa mente, tentando aprender com isso, ou podemos estar apenas buscando validação de que isso não deveria ter acontecido. Seja qual for o motivo, porém, não podemos parar de pensar nisso e, quando pensamos nisso, ficamos chateados. O aspecto definidor da ruminação é o foco improdutivamente negativo que ela causa, ao contrário do foco em resolução de um problema. Infelizmente, a ruminação é muito comum nas mulheres com lipedema pois a grande maioria apresenta muitas cicatrizes psicológicas por momentos e frustrações que passaram.”, explica o Dr. Daniel Benitticirurgião vascular médico com foco no tratamento de lipedema que atende em São PauloCampinas e a distância (online).

Sinais de Ruminação

As seguintes características podem ser indicadores de que você pode estar com ruminação mental:

  • Concentrar-se em um problema por mais do que alguns minutos ociosos;
  • Sentir-se pior do que você começou sentindo;
  • Não faz nenhum movimento para aceitar e seguir em frente;
  • Não chegou mais perto de uma solução viável após passar muito tempo.

Dicas para lidar com pensamentos ruminantes

Uma vez que você fica preso em um ciclo de pensamentos ruminantes, pode ser difícil sair dele. Se você entrar em um ciclo de tais pensamentos, é importante pará-los o mais rápido possível para evitar que se tornem mais intensos.

Aqui estão 10 dicas para tentar quando você começar a experimentar o mesmo pensamento, ou conjunto de pensamentos, girando em torno de sua cabeça:

1. Distraia-se

Quando você percebe que está começando a ruminar, encontrar uma distração pode quebrar seu ciclo de pensamento. Olhe ao seu redor, escolha rapidamente outra coisa para fazer e não pense duas vezes.

2. Plano de ação

Em vez de repetir o mesmo pensamento negativo várias vezes, pegue esse pensamento e faça um plano para agir para resolvê-lo.

Mentalmente, descreva cada passo que você precisa dar para resolver o problema ou anote-o em um pedaço de papel. Seja a mais específica possível e também realista com suas expectativas.

3. Mexa-se

Depois de delinear um plano de ação para abordar seus pensamentos ruminantes, dê um pequeno passo para resolver o problema. Consulte o plano que você fez para resolver o problema pelo qual está obcecada.

4. Questione seus pensamentos

Muitas vezes ruminamos quando pensamos que cometemos um grande erro ou quando algo traumático aconteceu conosco pelo qual nos sentimos responsáveis.

Pensar mais sobre como seu pensamento perturbador pode não ser preciso pode ajudá-la a parar de ruminar, porque você percebe que o pensamento faz pouco sentido.

5. Trabalhe para melhorar sua autoestima

Muitas pessoas que ruminam relatam dificuldades com a autoestima. De fato, a falta de autoestima pode estar associada ao aumento da ruminação. Também tem sido associado ao aumento do risco de depressão.

O aumento da auto-estima pode ser realizado de várias maneiras. Por exemplo, a construção de pontos fortes existentes pode aumentar a sensação de domínio, o que pode aumentar a auto-estima.

6. Reajuste os objetivos da sua vida

O perfeccionismo e o estabelecimento de metas irreais podem levar à ruminação. Se você definir metas que não são realistas, poderá começar a se concentrar em por que e como não atingiu uma meta, ou o que deveria ter feito para alcançá-la.

Definir metas mais realistas que você é capaz de alcançar pode reduzir os riscos de pensar demais em suas próprias ações.

7. Experimente a meditação

Meditar pode reduzir a ruminação porque envolve limpar sua mente para chegar a um estado emocionalmente calmo.

Quando você se encontrar com um ciclo repetitivo de pensamentos em sua mente, procure um espaço tranquilo. Sente-se, respire profundamente e concentre-se em nada além da respiração.

8. Entenda seus gatilhos

Cada vez que você estiver ruminando, faça uma anotação mental da situação em que se encontra. Isso inclui onde você está, que hora do dia é, quem está ao seu redor (se houver alguém) e o que você está fazendo naquele dia.

Desenvolver maneiras de evitar ou gerenciar esses gatilhos pode reduzir sua ruminação.

9. Procure um ombro amigo

Pensamentos ruminantes podem fazer você se sentir isolada. Falar sobre seus pensamentos com alguém pode oferecer uma perspectiva externa e ajudar a quebrar o ciclo.

10. Tente terapia

Se seus pensamentos ruminantes estão tomando conta de sua vida, você deve considerar a terapia. A terapia pode ajudar a identificar por que você está ruminando e como lidar com os problemas em seu núcleo.

Mudancas de estilo de vida

Se você é ruminadora de longa data que deseja acabar com seus pensamentos negativos repetitivos, aqui estão algumas mudanças simples que você pode fazer em sua vida que podem ajudar a fazer exatamente isso:

  • Seja proativa na tentativa de resolver seus problemas. Primeiro identifique os problemas em sua vida e depois comece a tomar medidas para resolvê-los, um passo de cada vez;
  • Defina suas próprias expectativas. Pensamentos ruminantes negativos podem surgir quando questionamos nossa autoestima. Elogie-se pelos seus sucessos e perdoe-se pelos seus erros;
  • Trabalhe constantemente na construção de sua auto-estima, cuidando de si mesma e fazendo coisas que você gosta e se destaca.
Front view of young woman using wireless headpohnes, doing hyperextension with weighting at gym. Brunette slim female flexing back and abdominal muscles on bench, looking down. Concept of sport.

Vigorexia ou Bigorexia

O que está acontecendo com os jovens?

A vigorexia ou bigorexia, também conhecida como dismorfia muscular, é uma condição de saúde que pode fazer com que você pense constantemente em construir músculos em seu corpo. As mídias sociais e imagens cheias de filtros e edições estão causando um abalo no psicológico muito grande nas mulheres e adolescentes.

A vigorexia ou bigorexia compartilha alguns dos mesmos sintomas que outros transtornos como a anorexia nervosa e é um tipo de transtorno dismórfico corporal.

A bigorexia está em ascensão, especialmente entre os jovens, saber os sintomas, fatores de risco, estratégias de enfrentamento e tratamentos disponíveis para a dismorfia muscular ajuda muito para evitar a desinformação e auxiliar no diagnóstico e tratamento.

“ A vigorexia ou bigorexia é definida como um transtorno dismórfico corporal que desencadeia uma preocupação com a ideia de que seu corpo é muito pequeno ou não é musculoso o suficiente. Quando você tem bigorexia, existe a fixação no pensamento de que há algo errado com a aparência do seu corpo. Isso pode influenciar seu comportamento. Tenho visto um aumento crescente disso em jovens e mulheres com lipedema. Isso tem influenciado muito na saúde mental e física das pessoas com uso de anabolizantes na procura de um corpo que não existe ou que não é sustentável. A atividade física e musculação são bons mas nunca serão se levados ao excesso. O excesso inflama e é prejudicial.”

Algumas características incluem:

  • Passar horas na academia, forçando seu corpo muito além de seus limites, se sentindo na obrigação de voltar e fazer de novo no dia seguinte;
  • Seguir dietas para reduzir o peso e adicionar músculos que parecem nunca acabar;
  • Reclamar do corpo em que vive e sentir que essas deficiências percebidas do seu corpo são igualmente claras para qualquer pessoa que o veja.

Quando não tratada, a bigorexia pode aumentar e levar a:

  • Uso indevido de esteroides;
  • Depressão;
  • Pensamentos de suicídio.

Outras condições de saúde mental, como alimentação desordenada e transtorno obsessivo-compulsivo, também podem desempenhar um papel nessa condição.

Quais são os sintomas da bigorexia?

A bigorexia é principalmente uma condição psicológica, embora possa aparecer de forma física.

Alguém com bigorexia pode experimentar alguns dos seguintes sintomas:

  • Obsessão com a aparência, não para de se olhar no espelho;
  • Fixação em dieta e suplementos alimentares;
  • Uso de medicamentos e esteroides relacionados à aptidão física;
  • Insatisfação com sua aparência que leva a humor deprimido ou raiva.

“ Muitos sintomas de bigorexia podem parecer relativamente normais. Mas quando você está empurrando seu corpo para atingir metas de condicionamento físico que sempre parecem fora de alcance, pode haver mais coisas acontecendo do que simplesmente querer estar em boa forma.”

Existem fatores de risco para o desenvolvimento de bigorexia?

Nem sempre está claro quem experimentará a bigorexia. Certas experiências de vida e fatores psicológicos subjacentes podem tornar a pessoa mais propensa a ter dismorfia corporal.

Tanto mulheres quanto homens podem ter dismorfia muscular. Experiências negativas durante a infância, como bullying ou provocações sobre tamanho, podem desempenhar um papel importante nessa condição.

Um estudo de 2019 com mais de 14.000 jovens descobriu que 22% dos homens e 5% das mulheres relataram ter padrões alimentares desordenados ligados ao treino e ao ganho de massa muscular.

O mesmo estudo também descobriu que ter outras condições de saúde mental pode colocar a pessoa em maior risco de bigorexia. Pessoas que praticam musculação, certos esportes ou comunidades de luta livre também são mais propensas a ter essa condição.

Existem tratamentos para a bigorexia?

Fit young woman lifting barbells looking focused, working out at a gym

Se você tem bigorexia, pode estar procurando maneiras de controlar seus sintomas.

Embora existam algumas coisas que você pode fazer em casa, pode ser necessário procurar um profissional de saúde para tratar sua condição.

Medidas de autocuidado

Você pode começar a tratar a dismorfia muscular hoje fazendo alterações, incluindo:

  • Limitar suas atividades de exercícios e levantamento de peso a 30 minutos a uma hora por dia;
  • Interromper o uso de esteróides, shakes de proteína e suplementos fitness;
  • Excluir rastreadores de calorias e aplicativos de condicionamento físico de seu celular;
  • Identificar e abordar outros comportamentos que podem afetar sua condição, incluindo purgação, compulsão alimentar, tabagismo e uso pesado de álcool.

“ Estou cansado de ver musas fitness que passam uma imagem de vida saudável em mídias sociais e estão com sua saúde completamente alterada e muitas pessoas se inspiram nestas pessoas procurando um estilo de vida saudável. Isso não é saudável e as pessoas precisam enxergar isso.”

O transtorno dismórfico corporal geralmente não melhora sozinho. Se não for tratada, pode piorar com o tempo, levando à ansiedade, tratamentos estéticos infinitos, depressão grave e até pensamentos e comportamentos suicidas.

Cute youngsters with cracker and sandwich eating lunch from container at break between classes

Como anda a saúde e nutrição dos jovens pelo mundo?

Toda semana uma mãe me pergunta preocupada se a filha tem Lipedema. Será que o problema é o Lipedema? O que aconteceu no mundo nos últimos 35 anos?

Muito pouco é conversado ou discutido sobre a de crianças e adolescentes em idade escolar. No entanto, é muito importante saber o que está acontecendo no mundo nas últimas décadas. Muito conversamos e discutimos sobre adulto mas e as nossas crianças e adolescentes? O que está acontecendo com eles? Será que é tudo igual no mundo inteiro?

Um recente estudo reuniu dados de 2.181 estudos populacionais, com medidas de altura e peso em 65 milhões de participantes em 200 países e territórios.

Os dados são um pouco assustadores:

– Existe uma diferença de 20 cm ou mais na altura média de adolescentes de 19 anos entre os países com as populações mais altas (Holanda, Montenegro, Estônia e Bósnia e Herzegovina para meninos; e Holanda, Montenegro, Dinamarca , e Islândia para meninas) e aqueles com as populações mais baixas (Timor-Leste, Laos, Ilhas Salomão e Papua Nova Guiné para meninos; e Guatemala, Bangladesh, Nepal e Timor-Leste para meninas).

A diferença entre o IMC médio mais alto (nos países insulares do Pacífico, Kuwait, Bahrein, Bahamas, Chile, EUA e Nova Zelândia para meninos e meninas e na África do Sul para meninas) e o IMC médio mais baixo ( na Índia, Bangladesh, Timor-Leste, Etiópia e Chade para meninos e meninas; e no Japão e Romênia para meninas) foi de aproximadamente 9–10 kg/m2.

Em alguns países, as crianças de 5 anos começaram com uma altura ou IMC mais saudável do que a mediana global e, em alguns casos, tão saudáveis quanto os países com melhor desempenho, mas tornaram-se progressivamente menos saudáveis em comparação com seus comparadores à medida que envelheciam ao não crescer tanto (por exemplo, meninos na Áustria e Barbados e meninas na Bélgica e Porto Rico) ou ganhando muito peso para sua altura (por exemplo, meninas e meninos no Kuwait, Bahrein, Fiji, Jamaica e México; e meninas na África do Sul e Nova Zelândia).

Quando as mudanças tanto na altura quanto no IMC foram consideradas, meninas na Coreia do Sul, Vietnã, Arábia Saudita, Turquia e alguns países da Ásia Central (por exemplo, Armênia e Azerbaijão) e meninos na Europa Central e Ocidental (por exemplo, Portugal, Dinamarca, Polônia , e Montenegro) tiveram as mudanças mais saudáveis no estado antropométrico nas últimas 3,5 décadas porque, em comparação com crianças e adolescentes em outros países, eles tiveram um ganho de altura muito maior do que no IMC.

As mudanças mais insalubres – ganhar muito pouca altura, muito peso para sua altura em comparação com crianças em outros países, ou ambos – ocorreram em muitos países da África Subsaariana, Nova Zelândia e EUA para meninos e meninas; na Malásia e em alguns países insulares do Pacífico para meninos; e no México para meninas.

– A diferença entre os maiores IMC e os menores IMC são equivalentes a 9-10kg/m2 ou quase 25Kg

“ Esses resultados chama atenção para um fato muito triste. As crianças estão se alimentando muito mal no mundo. Um criança de 13 anos na Holanda há 20 anos tinha a mesma altura de um jovem de 18 anos hoje no Laos. Logicamente, temos diferenças etnicas e culturais mas os países que mais cresceram nas últimas décadas foram china e coréia do sul que tiveram uma melhora e acesso importante na alimentação. Hoje no mundo temos 340 milhões de crianças com menos de 18 anos obesas. 80% das crianças não fazem atividade física como deveriam. Isso impacta também muito no risco de ansiedade e depressão na idade adulta. Precisamos conversar sobre o assunto pois não deve-se iniciar os cuidados da saúde na idade adulta e sim na infância. Nas últimas décadas temos falhado muito nisso. Poucos se preocupam com a alimentação dos filhos.” ressalta o Dr Daniel Benitti, cirurgião vascular que atende em São Paulo e em Campinas

Essas descobertas sobre trajetórias heterogêneas de idade e tendências temporais de altura e IMC no final da infância e adolescência levantam a necessidade de repensar e revisar duas características comuns dos programas globais de saúde e nutrição. Primeiro, precisamos superar a desconexão na pesquisa e na prática entre reduzir a desnutrição, particularmente a baixa estatura, e prevenir e controlar o sobrepeso e a obesidade. não continuar a fazê-lo durante os anos escolares mostra um desequilíbrio entre o investimento em melhorar a nutrição e o crescimento antes dos 5 anos e fazê-lo em crianças e adolescentes em idade escolar.

Esses achados devem motivar políticas e intervenções em casa, na escola, na comunidade, e através do sistema de saúde para apoiar o crescimento saudável durante todo o período desde o nascimento até a adolescência através de uma melhor qualidade nutricional, ambiente de vida mais saudável e prestação de cuidados preventivos e curativos de alta qualidade.

Essas medidas incluem políticas agrícolas e do sistema alimentar que aumentam a disponibilidade e reduzem o custo de alimentos nutritivos que ajudam as crianças a crescer mais sem ganhar peso excessivo para sua altura; transferências monetárias e vales-alimentação para alimentos nutritivos para famílias de baixa renda; programas gratuitos de alimentação escolar saudável; políticas fiscais e regulatórias que restringem o consumo de alimentos não saudáveis, especialmente carboidratos processados; o fornecimento de habitação saudável a preços acessíveis, água potável e saneamento; e o fornecimento de instalações para jogos e esportes na comunidade e na escola. A adoção dessas ações permitiria que as crianças crescessem mais sem ganhar peso excessivo, com benefícios ao longo da vida para sua saúde e bem-estar.

Woman adds salt into uncooked meat pieces on blue background. High quality photo

O sal é mais prejudicial do que você imagina

Sabia também que o sal acaba com o seu sono? Sim, o maior vilão do Lipedema tem muitos malefícios para a sua saúde.

Você já ouviu várias vezes que o excesso de sal faz mal para a saúde.

O excesso de sal pode aumentar sua pressão arterial e colocá-la em risco de doenças cardíacas. Além disso o sal piora muito a inflamação e o aspecto do lipedema.

Mas também há uma ligação direta entre a maior ingestão diária de sal e a quantidade/qualidade de sono que você dorme a cada noite.

Quanto você deve comer de sal?

A American Heart Association recomenda um máximo de 2300 mg de sódio por dia (uma colher de chá de sal contém cerca de 2300 mg de sódio). Para uma saúde ideal e para as mulheres com Lipedema o ideal deveria ser limitar a 1500 mg de sódio por dia.

“Infelizmente, a maioria a maioria das pessoas consomem muito mais que isso. O consumo médio é de 3400 mg de sódio por dia, mais que o dobro do recomendado para uma alimentação saudável. O sal inflama muito as pessoas e apresenta forte relação com obesidade. O controle da ingestão do sal é fundamental para o tratamento do Lipedema e de outras doenças crônicas. Entender que o sal está escondido também em muitos alimentos é fundamental para o tratamento ter o resultado esperado. A maioria acredita que o sal está presente apenas no saleiro.” Explica o Dr Daniel Benitti.

Uma grande parte do sódio da nossa dieta já é encontrada em muitos dos alimentos que comemos – e a combinação de ambos pode aumentar rapidamente a ingestão.

Aqui estão alguns exemplos de alimentos ricos em sódio:

  • Pizza;
  • Pães, pãezinhos e biscoitos;
  • Cereais;
  • Sopas e molhos;
  • Enlatados;
  • Queijo;
  • Salgadinhos processados, como batatas fritas, pipoca e pretzels;
  • Entradas congeladas;
  • Fast food e alimentos preparados;
  • Frios e outras carnes processadas, como salsicha e salame;
  • Água alcalina.

Sódio e pressão

A pressão arterial normal está abaixo de 120/80. Um aumento de sódio endurece e estreita os vasos sanguíneos, fazendo com que seu coração bombeie mais rápido e com mais pressão para levar oxigênio para onde seu corpo precisa, resultando em pressão arterial mais alta.

Sal e sono

Comer uma refeição rica em sódio na hora do jantar pode contribuir para distúrbios do sono, em parte devido ao aumento da pressão arterial e retenção de líquidos. O resultado pode ser um sono agitado, despertares frequentes e não se sentir descansada pela manhã.

Comer uma pizza a noite é um excelente exemplo disso. O prato e a companhia podem ser gostosos mas a noite não será. Com muito sal na corrente sanguínea, você pode não dormir bem a noite e se sentir cansada ou grogue no dia seguinte.

Não é uma surpresa, considerando a quantidade de sódio que pode haver em apenas algumas fatias de pizza. Uma fatia de pizza de queijo pode conter cerca de 500-600 mg de sódio – então, com três fatias, você estará recebendo mais do que a quantidade diária ideal de 1500 mg em apenas uma refeição. Se tiver calabresa ou outras coberturas o teor de sódio será ainda maior!

Se acompanhar uma água alcalina…

Dicas para reduzir a ingestão de sal e sódio:

  • Sempre verifique os rótulos;
  • O sal pode ser adicionado a muitos alimentos que você não suspeita. Principalmente refrigerantes;
  • Se você deve escolher alimentos enlatados – Procure por “sem adição de sal” no rótulo;
  • Escolha versões com baixo teor de sódio ao comprar alimentos, molhos e condimentos;
  • Compre frutas e legumes frescos ou congelados;
  • Faça seus próprios molhos e molhos para salada;
  • Para o molho de tomate, basta misturar uma lata de tomate em cubos (sem adição de sal) com um pouco de azeite extra-virgem e uma pitada de sal;
  • Para o molho de salada, misture azeite extra-virgem, vinagre com sal, pimenta preta moída na hora e um pouco de cebolinha picada;
  • Faça sua própria sopa;
  • Use água ou caldo com baixo teor de sódio;
  • Coma uma tigela de aveia – Cubra com frutas em vez de cereais processados que normalmente são ricos em sal e açúcar;
  • Leia o rótulo da água que você compra;
  • Tem águas no mercado, principalmente as alcalinas que tem mais sódio do que uma caldo de carne em tablete.

Quanto mais controle você tiver sobre seus hábitos alimentares, reduzindo a ingestão de sal e comendo mais alimentos integrais e não processados, maior a probabilidade de seu tratamento de lipedema evoluir melhor. Além disso você irá dormir melhor à noite, o que a levará a se sentir melhor a cada dia.

Comprar gera satisfação ao cérebro.

Qual mulher nunca falou: “Preciso fazer umas compras! Comprar é melhor que terapia!”? Você se identifica?

Quase todo mundo pode se identificar com a alegria absoluta de comprar algo para si mesma. Mas, será que as compras realmente nos ajudam a nos sentirmos melhores? Há muito valor psicológico e terapêutico quando você está comprando. Comprar faz as pessoas se sentirem bem. Logicamente, deve ser feito com moderação e respeitando os seus próprios limites.

O que é bullying alimentar?

O que é bullying alimentar? Você com certeza já passou por isso!

Todos nós já presenciamos a cena de alguém criticar o que o outro está comendo ou comentar sobre o que estava no prato de outra pessoa. Mas, quando o bullying alimentar acontece com você, é um pouco diferente. Por que as pessoas sentem a necessidade de julgar as escolhas alimentares das outras? Como devemos lidar com aqueles que sempre gostam de dar opinião sobre o que está no prato ou mãos dos outros?