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Saúde do povo brasileiro

panorama atual da saúde metabólica no Brasil precisa melhorar. Temos visto tendências em aumentos de obesidade, diabetes, síndrome metabólica e dislipidemia, além dos desafios estruturais do sistema de saúde para enfrentar essas condições.

📈 Principais Achados

🔹 1. Estilo de vida e fatores de risco (Vigitel 2019)

  • 44,8% da população relatou atividade física insuficiente.
    • Mulheres: 52,2%
    • Homens: 36,1%
  • Apenas 34,3% consomem frutas e vegetais regularmente (≥5 dias/semana).
  • 18,2% consomem alimentos ultraprocessados com frequência.

🔹 2. Obesidade crescente

  • Obesidade (IMC ≥ 30 kg/m²) subiu de 13,9% em 2009 para 19,8% em 2019.
  • Mais prevalente entre pessoas de 45–64 anos (20,9%).
  • Jovens (18–24 anos): 8,7%, mas com tendência de crescimento.

🔹 3. Síndrome metabólica

  • Estudo em Florianópolis (2009–2014): prevalência de 30,9%.
  • Inatividade física aumentou o risco de desenvolver síndrome metabólica em até 2,2 vezes.

🔹 4. Diabetes tipo 2

  • Aumento de 24% na prevalência autorreferida de 2006 (5,5%) a 2019 (7,4%).
  • Estudo ELSA-Brasil: 20% dos participantes já tinham diabetes tipo 2 no início da coleta (2008–2010).
  • Estima-se que diabetes causou 65.581 mortes em 2013 (9,1% das mortes entre 35–80 anos; 14,3% se incluído diabetes não diagnosticado).

🔹 5. Dislipidemia

  • Dados do ELSA-Brasil (35–74 anos):
    • Triglicerídeos elevados: 23,2% (mulheres) e 40,7% (homens)
    • HDL baixo: 20,7% (mulheres) e 14,7% (homens)
    • LDL alto: 57,6% (mulheres) e 58,8% (homens)
  • Estudo ERICA (12–17 anos):
    • HDL baixo: 46,8%
    • Colesterol total alto: 20,1%
    • Triglicerídeos altos: 7,8%
  • Hipercolesterolemia familiar: 1 em cada 263 pessoas (mais comum em pretos e pardos do que em brancos).

🔹 6. Impacto da COVID-19

  • Obesidade e diabetes aumentaram o risco de formas graves da COVID-19.

🏥 Desafios no Sistema de Saúde

  • “ O Brasil realiza o 2º maior número de cirurgias bariátricas do mundo (68.530 em 2019). Porém, 90% dessas cirurgias são feitas no setor privado. O Brasil não precisa de mais cirurgia bariátrica. As pessoas precisam entender que precisam de um estilo de vida melhor e levar mais a sério a questão saúde. As únicas pessoas que apresentam uma proteção natural a obesidade são as mulheres com lipedema. Mas todos precisam se conscientizar. “ – Informa o Dr. Daniel Benitti

  • As novas diretrizes (2020) do Ministério da Saúde recomendam:

🧠 Conclusão

O Brasil vive as consequências metabólicas de uma transição epidemiológica rápida e desigual.

🔴 É urgente investir em:

  • Educação em saúde
  • Acesso igualitário a tratamentos
  • Promoção de estilo de vida saudável
  • Prevenção de doenças crônicas não transmissíveis

 

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Jejum protege de trombose?

Um recente estudo investigou como o jejum intermitente (JI) influencia a ativação plaquetária e o risco de trombose, especialmente em pacientes com doença arterial coronariana (DAC), por meio de interações com o metabolismo intestinal e a microbiota, com foco no metabólito ácido indol-3-propiônico (IPA).

🧪 Metodologia

  • Estudo conduzido em:
    • Pacientes com DAC (n=160)
    • Camundongos ApoE−/− (modelo de aterosclerose)
  • Intervenção: jejum intermitente (alternando dias de alimentação livre com jejum de 24h)
  • Avaliação:
    • Agregação plaquetária
    • Formação de trombos (mesentério e cérebro)
    • Níveis plasmáticos de IPA
    • Sinalização intracelular em plaquetas
    • Colonização intestinal com Clostridium sporogenes
    • Modelo de lesão miocárdica por isquemia/reperfusão (I/R)

🧠 Principais Descobertas

✅ 1. JI inibe ativação plaquetária

  • Redução significativa na agregação plaquetária após 10 dias de JI em pacientes com DAC e camundongos ApoE−/−.
  • Menor formação de trombos em modelos induzidos com FeCl₃.

🧬 2. Mecanismo: aumento do IPA

“O jejum intermitente aumentou a produção de ácido indol-3-propiônico (IPA) pelo intestino, via crescimento de Clostridium sporogenes. O ácido indol-3-propiônico reduziu a ativação plaquetária ao se ligar ao receptor nuclear PXR (pregnane X receptor) nas plaquetas. Isso é fantástico para quem tem aterosclerose e lipedema que são pessoas com maior risco de trombose. O efeito do jejum foi equivalente ao do clopidogrel mas de forma natural.” – Explica o Dr Daniel Benitti

🔬 3. IPA  PXR  inibição de vias de sinalização

  • IPA inibe vias como:
    • Src/Lyn/Syk
    • LAT/PLCγ/PKC/Ca²
  • Isso reduz:
    • Ativação de integrinas
    • Liberação de grânulos plaquetários
    • Formação de coágulos

❤️ 4. Efeitos cardiovasculares positivos

  • JI reduziu a lesão miocárdica em modelos de isquemia/reperfusão
  • IPA oral teve efeito similar ao clopidogrel, e sua combinação foi sinérgica

🌿 Papel do Microbioma

  • O efeito anti-trombótico do JI depende da microbiota intestinal:
    • JI aumentou a abundância de Clostridium sporogenes
    • Esse microrganismo é essencial para produzir IPA
    • A eliminação da microbiota com antibióticos aboliu os efeitos protetores

🧩 Implicações Clínicas

  • O JI pode ser uma estratégia dietética para reduzir hiperatividade plaquetária e risco trombótico em pacientes com DAC
  • IPA surge como alvo terapêutico promissor
  • Clostridium sporogenes pode ser considerado como probiótico funcional cardiovascular

⚠️ Limitações

  • Evidência clínica ainda preliminar
  • Estudos em humanos de maior duração são necessários
  • Há estudos contraditórios sobre os efeitos do JI em doenças cardiovasculares (incluindo riscos em jejum prolongado)

✅ Conclusão

O estudo revela um mecanismo inédito pelo qual o jejum intermitente protege contra trombose, por meio da microbiota intestinal e do metabólito IPA, que age diretamente sobre as plaquetas. Isso abre caminho para novas terapias naturais ou microbianas para doenças cardiovasculares.

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Bala de melatonina

UM recente estudo “Quantidade de Melatonina e CBD em Gomas de Melatonina Vendidas nos EUA” investiga a precisão dos rótulos de produtos de gomas de melatonina disponíveis no mercado americano, comparando as quantidades declaradas de melatonina e canabidiol (CBD) com as quantidades realmente presentes nesses produtos.

Contexto:

Antes da pandemia de COVID-19, aproximadamente 1,3% das crianças nos EUA utilizavam melatonina, principalmente para auxiliar no sono, reduzir o estresse e promover relaxamento.

Durante a pandemia, o consumo aumentou significativamente, resultando em um crescimento de 530% nas ligações para Centros de Controle de Intoxicações relacionadas à ingestão de melatonina por crianças entre 2012 e 2021. Esses incidentes foram associados a quase 28.000 visitas a departamentos de emergência, mais de 4.000 hospitalizações, 287 admissões em unidades de terapia intensiva e 2 óbitos.

Metodologia:

Em setembro de 2022, os pesquisadores identificaram 30 marcas únicas de gomas de melatonina no Banco de Dados de Rótulos de Suplementos Dietéticos dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA. Dessas, 25 produtos foram adquiridos online e analisados. As gomas foram reconstituídas e submetidas à análises de cromatografia líquida de ultra-alta eficiência para quantificar melatonina, CBD e serotonina.

Resultados:

Variação na Melatonina: Dos 25 produtos analisados, um não continha níveis detectáveis de melatonina, mas apresentava 31,3 mg de CBD. Nos demais produtos, a quantidade de melatonina por porção variou de 1,3 mg a 13,1 mg, representando de 74% a 347% da quantidade declarada no rótulo. Apenas 3 produtos (12%) continham uma quantidade de melatonina dentro de ±10% do valor declarado.“ – Informa o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico especialista em Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

  • Presença de CBD: Cinco produtos declaravam conter CBD, com quantidades variando de 10,6 mg a 31,3 mg por porção. A quantidade real de CBD variou de 104% a 118% do valor declarado.
  • Serotonina: Nenhum dos produtos analisados apresentou detecção de serotonina.

Discussão:

A maioria dos produtos de gomas de melatonina analisados apresentou rotulagem imprecisa, com a maioria contendo quantidades de melatonina e CBD superiores às declaradas. Estudos anteriores no Canadá encontraram resultados semelhantes, com variações significativas nas quantidades de melatonina em relação ao declarado. A administração de doses tão pequenas quanto 0,1 mg a 0,3 mg de melatonina pode elevar as concentrações plasmáticas a níveis normais noturnos em adultos jovens. Portanto, o consumo dessas gomas conforme as instruções pode expor crianças a doses de melatonina entre 40 e 130 vezes superiores às necessárias. Ingestões não intencionais podem resultar em doses ainda maiores. Além disso, o CBD é aprovado pela FDA apenas para tratar convulsões refratárias causadas por três distúrbios genéticos raros, não havendo aprovação para uso em crianças saudáveis.

Conclusão: Diante desses achados, os clínicos devem alertar os pais de que o uso pediátrico de gomas de melatonina pode resultar na ingestão de quantidades imprevisíveis de melatonina e CBD, potencialmente levando a efeitos adversos inesperados.

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frustacoes

Onde vejo as maiores frustrações?

As duas áreas onde mais vejo sofrimento e sonhos despedaçados? Saúde e finanças. 💔💸

Todos os dias, vejo pessoas tentando mudar suas vidas… mas começando pelos motivos errados.

🤸‍♀️ Vai para a academia como punição por ter exagerado no fim de semana, ao invés de enxergar o treino como um ato de amor próprio.
🥗 Começa uma dieta com foco nos -10kg, e não em construir um estilo de vida que sustente o corpo e a mente que ela deseja a longo prazo.

E aí vem o quê? Frustração. Culpa. Desistência.
Porque quando o objetivo está desalinhado, o processo vira sofrimento — e não transformação.

💡 Não é sobre o peso. É sobre a saúde.
💡 Não é sobre o número. É sobre o caminho.

Quando você muda o foco para o processo, o resultado vira consequência.

E na vida financeira? É a mesma armadilha, só que com cifrões.

“Faça pix de R$300 e ganhe R$1000 em uma semana.”
“Fique rico com criptomoedas.”

Ganância travestida de oportunidade.

Você sabe que é bom demais pra ser verdade. Mas quando o desejo cega, qualquer mentira bem contada parece verdade.
E aí… perde-se tudo. Tempo, dinheiro, esperança.

🚨 Toda vez que alguém promete um atalho, questione.

Porque quem mais perde é quem insiste em acreditar na mentira só porque ela soa doce demais pra largar.

📌 Quer mudar sua vida de verdade?
Aceite o processo. Abrace o caminho.
Faça o que precisa ser feito. Todos os dias.
E confie: o resultado sempre vem — para quem tem coragem de não desistir.
Na saúde. Na vida. No bolso. 💪💰🧠

Pode usar adoçante na gestação?

 “Consumo de Adoçantes Artificiais na Gravidez e Risco de Sobrepeso na Prole” – British Journal of Nutrition (2024)

Este grande estudo de coorte prospectivo do Danish National Birth Cohort investigou a associação entre o consumo de bebidas com adoçantes artificiais (ASB) ou com açúcar (SSB) durante a gravidez e o risco de sobrepeso nos filhos até os 18 anos.

🧪 Como foi feito o estudo?

  • Mais de 66 mil mulheres grávidas responderam a um questionário alimentar (FFQ) durante a 25ª semana gestacional.
  • O consumo foi classificado em: nenhum, <1/semana, 1-6/semana, ≥1/dia.
  • Foram excluídas mulheres com diabetes.
  • Os filhos foram acompanhados dos 5 meses até os 18 anos, com dados de peso, altura e IMC.

🔍 Principais Resultados

✅ 1. Adoçantes artificiais (ASB) durante a gravidez aumentam o risco de sobrepeso

  • Crianças de mães que consumiram ≥1 bebida com adoçante artificial por dia apresentaram maior risco de sobrepeso aos:
    • 7 anos (OR 1.17),
    • 11 anos (OR 1.19),
    • 14 anos (OR 1.16),
    • 18 anos (OR 1.26), mesmo após ajustes estatísticos.

✅ 2. Açúcar (SSB) teve efeito inverso inesperado

  • Curiosamente, o consumo de ≥1 bebida com açúcar por dia durante a gravidez foi associado a menor risco de sobrepeso nos filhos aos:
    • 11 anos (OR 0.82),
    • 18 anos (OR 0.72), após ajustes.

❗ 3. Sem efeito ao nascimento ou na infância precoce

  • Não houve associação significativa com peso ao nascer, nem com sobrepeso aos 5 ou 12 meses.

🧠 Possíveis explicações discutidas

Exposição fetal aos adoçantes artificiais (através da placenta) pode influenciar o metabolismo, a microbiota e a preferência por sabor doce.  Os efeitos podem ser dose-dependentes, com maior risco em maiores quantidades de adoçantes. Fatores como IMC materno, tabagismo, amamentação e nível socioeconômico foram considerados e ajustados, mas resíduos de confusão não podem ser excluídos. A exposição pós-natal via leite materno também pode contribuir para os efeitos observados. Eu não recomendo o uso de adoçantes. Na verdade qualquer coisa que as pessoas vão atrás pensando na perda de peso, normalmente não faz bem pra elas.” – Explica o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico especialista em Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

📌 Conclusão

  • O estudo sugere que consumir adoçantes artificiais durante a gravidez está associado a um maior risco de sobrepeso nos filhos, especialmente na adolescência.
  • Apesar dos ajustes, novos estudos são necessários para entender melhor os mecanismos e confirmar os achados.
  • Os autores reforçam a importância de precaução no uso de adoçantes artificiais na gestação, em linha com as diretrizes da OMS que não recomendam seu uso para controle de peso.

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Teste Apneia

“teste de apneia expiratória” ou “teste do tempo de apneia após expiração tranquila” é um método simples, sem equipamentos, usado informalmente por alguns profissionais como um indicador da tolerância do corpo ao dióxido de carbono (CO) e da função autonômica respiratória.

🧪 Como é feito o teste:

  1. A pessoa respira normalmente, sem forçar a respiração.
  2. Após uma expiração natural (sem forçar a saída total do ar), ela faz uma pausa e segura a respiração sem inspirar novamente.
  3. Cronometra-se o tempo até surgir o primeiro impulso respiratório (vontade de respirar), não até a pessoa ficar sem ar.
  4. O tempo é registrado.

⏱ Interpretação do tempo:

  • Acima de 30–40 segundos: Excelente tolerância ao CO₂, bom controle autonômico, associado a boa saúde metabólica e cardiovascular.
  • 20–30 segundos: Dentro do esperado, embora possa ser otimizado.
  • 10–20 segundos: Baixa tolerância ao CO₂, pode estar associada a estresse crônico, hiperventilação, inflamação, ansiedade, etc.
  • Abaixo de 10 segundos: Sinal de alerta. Pode estar associado a distúrbios respiratórios, disfunção autonômica, risco aumentado de apneia obstrutiva do sono (AOS), baixa variabilidade cardíaca, inflamação crônica, e menor resiliência ao estresse.

😴 Relação com apneia do sono:

  • Pessoas com apneia obstrutiva do sono muitas vezes apresentam baixa tolerância ao CO e padrões de respiração disfuncionais (hiperventilação crônica durante o dia, por exemplo).
  • Um tempo de apneia menor que 10 segundos sugere baixa capacidade de manter homeostase respiratória, o que pode refletir também numa pior resposta durante eventos de apneia noturna — ou seja, o corpo pode ter menor capacidade de lidar com quedas de oxigênio e aumento de CO₂ durante o sono.
  • Pode estar relacionado à hipersensibilidade dos quimiorreceptores ao CO, o que faz com que a pessoa acorde mais facilmente durante eventos apneicos.

🌿 Relação com a saúde global:

O tempo de apneia após expiração é um marcador funcional da saúde metabólica e nervosa:

  • Pode refletir estado inflamatório sistêmico.
  • Relaciona-se ao nível de estresse crônico, ansiedade, desequilíbrios no eixo HPA.
  • Indica o nível de resiliência do sistema nervoso autônomo.
  • Está ligado ao funcionamento mitocondrial, pois o controle da respiração está intimamente ligado à eficiência energética celular.
  • Pode sugerir predisposição a doenças crônicas como hipertensão, síndrome metabólica e distúrbios do sono.

🧘‍♂️ O que pode melhorar esse tempo:

  • Treinamento respiratório consciente (Buteyko, pranayama, respiração nasal funcional).
  • Redução do estresse e melhora da resposta ao cortisol.
  • Atividade física regular.
  • Sono de qualidade.
  • Alimentação anti-inflamatória e controle glicêmico.
  • Exposição à luz natural e ritmos circadianos regulares.

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Você assiste tv durante a refeição?

Um recente estudo avaliou se assistir televisão enquanto se alimenta aumenta a ingestão de alimentos em comparação com comer sem distrações, por meio de uma revisão sistemática e meta-análise de estudos experimentais com controle rigoroso.

🔍 Metodologia

  • Tipo de estudo: Revisão sistemática e meta-análise baseada em diretrizes PRISMA.
  • Registro: PROSPERO (CRD42023493092).
  • Fontes: PsycINFO, EMBASE, Web of Science, PubMed.
  • Critérios de inclusão: Estudos experimentais (RCTs) comparando ingestão alimentar com e sem exposição à TV, com medidas objetivas de consumo energético.
  • Total de estudos incluídos: 29 para revisão qualitativa e 23 para meta-análise quantitativa.

📊 Principais Resultados

  • Meta-análise total (k=57): Não mostrou efeito significativo global da TV na ingestão alimentar (g = 0.10, IC 95%: −0.05 a 0.24), com alta heterogeneidade.
  • Análise sem confusores (k=29): Considerando apenas TV (sem brinquedos ou anúncios), o efeito foi pequeno porém significativo (g = 0.13, IC 95%: 0.03–0.24).
  • Destaque para ingestão tardia: Assistir TV durante a refeição aumentou significativamente o consumo na próxima refeição (g = 0.30), mas não teve efeito relevante na refeição imediata (g = 0.10).

🔎 Moderação e Variáveis Relevantes

  • Timing (imediato vs tardio): Efeito mais forte na refeição seguinte.
  • Desenho do estudo: Efeitos mais claros em estudos entre sujeitos (between-subjects).
  • Risco de viés: Estudos com menor viés mostraram efeitos mais consistentes.
  • Gênero, idade, IMC: Não foram moderadores significativos.

🧠 Mecanismos Propostos

  • Distração e atenção reduzida: Assistir TV reduz a consciência da ingestão alimentar.
  • Memória prejudicada: Participantes lembram menos o que comeram, levando a maior consumo posterior.
  • Desregulação da saciedade: Sinais fisiológicos de saciedade são suprimidos.

🧩 Conteúdo da TV e Variedade Alimentar

  • TV entediante → maior ingestão.
  • Variedade de alimentos também influencia: variedade alta pode mascarar o efeito da TV.
  • Presença de anúncios e brinquedos não mostrou efeito consistente, mas aumentou a heterogeneidade dos dados.

✅ Conclusões

  • Assistir TV enquanto come aumenta a ingestão alimentar, especialmente na refeição subsequente.
  • O efeito é pequeno, mas significativo, com implicações para estratégias de controle de peso e hábitos alimentares.
  • Foco em atenção plena durante as refeições pode ser uma ferramenta útil para reduzir o risco de sobrealimentação.

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Cuidado com oscilações de peso

Variações Extremas de Peso Aumentam o Risco de Morte em Pessoas Obesas com Doença Cardiovascular

🧪 Publicação: BMJ Heart
🏥 Instituição: Anglia Ruskin University (ARU)
👨‍⚕️ Autores: Prof. Barbara Pierscionek, Dr. Rudolph Schutte, Dr. Jufen Zhang (autor principal)
👥 Amostra: 8.297 participantes do UK Biobank
⏳ Acompanhamento: Quase 14 anos

 

📌 Objetivo do Estudo

Investigar como mudanças extremas de peso (ganho ou perda) afetam o risco de mortalidade em pessoas obesas com doença cardiovascular pré-existente.

📊 Principais Descobertas

1️⃣ Ganho de peso > 10kg:

  • Triplica o risco de morte por causas cardiovasculares
  • Dobra o risco de morte por todas as causas em comparação a quem manteve o peso estável

2️⃣ Perda de peso > 10kg:

  • Aumenta em 54% o risco de mortalidade por todas as causas
  • Indica que tanto o ganho quanto a perda significativa de peso são prejudiciais nesse grupo

⚠️ Fatores Associados ao Ganho de Peso

  • IMC mais alto
  • Tabagismo
  • Histórico de consumo de álcool
  • Idade mais jovem

📈 Contexto de Saúde Pública

  • Em 1993, 15% dos ingleses eram obesos; em 2022, o número subiu para 29%
  • Mais de 2/3 dos adultos acima de 35 anos no Reino Unido estão com sobrepeso ou obesos
  • A obesidade custa ao NHS (sistema de saúde britânico) cerca de £6,5 bilhões por ano
  • Globalmente, espera-se que mais da metade da população adulta esteja acima do peso até 2050

🩺 Implicações Clínicas

“Manter o peso estável, mesmo dentro da faixa de obesidade, pode ser mais seguro para pessoas com doenças cardiovasculares.  Mudanças drásticas no peso, seja para mais ou para menos, podem aumentar o risco de mortalidade. Temos de tomar cuidado com tratamentos agressivos. Variações drásticas de peso, como na lipoaspiração volumosa nas mulherres com lipedema podem ter impactos grandes na saúde. Tudo que é lento, o corpo sofre menos.” – Alerta o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico especialista em Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

Com o crescimento do uso de medicamentos que promovem rápida perda de peso, como os agonistas de GLP-1, médicos devem acompanhar de perto pacientes com doenças cardiovasculares que desejam emagrecer.

🧠 Conclusão

Este é o primeiro estudo a mostrar que, em pessoas obesas com doenças cardiovasculares, tanto o ganho quanto a perda acentuada de peso podem aumentar o risco de morte.
💡 A recomendação para esse grupo é evitar flutuações extremas de peso e buscar estratégias de manejo de peso sob supervisão médica rigorosa.

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Sono vs hospital

Um recente estudo publicado na JAMA Network Open (2025) analisou as interrupções do sono em idosos hospitalizados, especialmente durante as primeiras noites após a admissão. Utilizando dados de prontuários eletrônicos (EHRs), a pesquisa avaliou os fatores que impactam a qualidade do sono em um grande sistema hospitalar.

Principais Descobertas do Estudo

🔹 1. Qualidade do Sono em Pacientes Hospitalizados

Foram analisadas 19.017 internações e 73.151 noites de hospitalização.

O tempo médio de sono ininterrupto foi de apenas 3,8 horas na primeira noite e 4,3 horas nos dias seguintes.

Apenas 2,9% dos pacientes conseguiram dormir 7 horas ou mais na primeira noite, um número muito abaixo do recomendado.

🔹 2. Principais Motivos de Interrupção do Sono

✅ Medições de sinais vitais – Foi a principal causa de interrupção em todas as noites.

✅ Administração de medicamentos – Outro fator significativo.

✅ Mudanças de quarto e exames de imagem – Ocorreram em menor frequência, mas ainda impactaram o sono.

🔹 3. Pacientes na emergência tiveram pior sono

65,1% dos pacientes ficaram mais de 3 horas aguardando leito na emergência antes da internação.

Esses pacientes tiveram mais interrupções e menor tempo de sono em comparação com aqueles que foram transferidos rapidamente.

Conclusões do Estudo

📌 Idosos hospitalizados têm seu sono constantemente interrompido, especialmente na primeira noite.

📌 As medições de sinais vitais e administração de medicamentos são os principais fatores de interrupção.

📌 Pacientes que passam mais tempo na emergência antes da internação dormem ainda pior.

📌 Novas estratégias para melhorar o descanso hospitalar são essenciais para reduzir os impactos negativos da privação do sono.

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Quiz da Maromba

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Um recente estudo publicado na Scientific Reports investiga o conhecimento de frequentadores de academias sobre mitos e verdades no treinamento de resistência (RT). A pesquisa foi realizada na Áustria, com 721 participantes, e revelou uma grande discrepância entre o conhecimento científico disponível e o que é aplicado na prática.

Principais Descobertas do Estudo

🔹 1. Baixo nível de conhecimento sobre ciência do treinamento

  • Apenas 5 das 14 afirmações analisadas foram corretamente identificadas pela maioria dos participantes.
  • Algumas crenças erradas ainda são muito difundidas entre os praticantes de musculação.

🔹 2. Mitos e Verdades Identificados
✅ Verdades corretamente identificadas (pela maioria dos participantes):
✔️ Proteína auxilia no aumento da força e hipertrofia.
✔️ Creatina melhora o desempenho e a força.
✔️ Treinamento com amplitude total de movimento (ROM) é superior ao treino com amplitude parcial para hipertrofia.
❌ Mitos refutados pela maioria:
✔️ “Treinamento de resistência reduz a flexibilidade” (FALSO).
✔️ “Treino com baixa carga e alto volume é tão eficaz quanto treino com carga alta para ganho de força” (FALSO).

⚠ Afirmações que a maioria errou ou não soube responder corretamente:

“O timing da ingestão de proteína influencia a hipertrofia.” (A maioria acreditou que sim, mas a ciência mostra que o total de proteínas ingeridas ao longo do dia é mais importante). Carboidratos melhoram o desempenho no treinamento de resistência.” (A maioria acreditou que sim, mas o impacto pode variar dependendo do tipo de treino). Magnésio previne cãibras.” (A maioria acreditou que sim, mas a relação não é tão clara na literatura científica).”  Explica o Dr Daniel Benitti

🔹 3. Fatores que influenciam o conhecimento sobre musculação

  • Homens e mulheres responderam de forma semelhante na maioria das perguntas.
  • Pessoas mais jovens (menores de 40 anos) acertaram mais questões do que as mais velhas.
  • Frequentadores de academias geralmente treinam sem orientação baseada em ciência, o que pode levar à disseminação de mitos.

Conclusões do Estudo

📌 Há uma lacuna significativa entre o conhecimento científico e a prática do treinamento de resistência.
📌 Muitos praticantes ainda acreditam em mitos desatualizados sobre nutrição, suplementação e treinamento.
📌 Melhor comunicação científica e estratégias educacionais são necessárias para levar informações mais precisas aos praticantes de academia.

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

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