temperos-sal-saude-cortar-alimentacao-dr-daniel-benitti-cirurgiao-vascular-sao-paulo-campinas

Tempere sua vida!

 

 

UM recente artigo revisa as evidências científicas sobre os efeitos de ervas e especiarias na saúde humana, com foco especial nos estudos conduzidos pelo Centro de Nutrição Humana da UCLA entre 2010 e 2024.

A proposta central é mostrar que os benefícios das especiarias vão muito além da atividade antioxidante tradicional, envolvendo:

  • microbiota intestinal
  • metabolismo glicêmico
  • inflamação
  • função vascular
  • obesidade
  • cognição
  • envelhecimento cerebral
  • eixo intestino-cérebro

Conceito principal do artigo

Durante décadas os benefícios das especiarias foram atribuídos principalmente à sua capacidade antioxidante.

Hoje existe uma visão mais ampla:

As especiarias atuam como:

  • moduladores da microbiota
  • compostos prebióticos
  • reguladores metabólicos
  • moduladores neuroinflamatórios
  • reguladores da comunicação intestino-cérebro

Os autores argumentam que parte importante dos benefícios ocorre porque os polifenóis das especiarias chegam praticamente intactos ao cólon e são metabolizados pela microbiota intestinal.

Especiarias são extremamente ricas em polifenóis

O artigo mostra que diversas especiarias possuem concentração de compostos fenólicos muito superior à encontrada em muitos alimentos considerados saudáveis.

Exemplos:

AlimentoConteúdo fenólico
Cravo233 mg/g
Orégano67 mg/g
Tomilho59 mg/g
Canela43 mg/g
Pimenta-do-reino17 mg/g
Cúrcuma8 mg/g
Chocolate amargo5,8 mg/g
Uva vermelha1,2 mg/g

Ou seja:

grama por grama, muitas especiarias possuem dezenas de vezes mais polifenóis do que frutas e vegetais frequentemente promovidos como antioxidantes.

Especiarias e pressão arterial

Um dos achados mais interessantes discutidos foi o papel da capsaicina.

Pesquisadores demonstraram que pessoas que gostam de alimentos picantes apresentam:

  • menor ingestão de sal
  • menor pressão arterial

A capsaicina parece modificar a atividade cerebral em áreas relacionadas à percepção do sabor salgado:

  • ínsula
  • córtex orbitofrontal

Isso reduz a preferência por alimentos muito salgados.

Consumo de especiarias e mortalidade

O artigo cita um grande estudo observacional chinês com:

  • 487.375 indivíduos
  • idade entre 30 e 79 anos

Resultado:

Consumir alimentos picantes quase diariamente foi associado a:

14% menor risco de morte

Além disso houve menor mortalidade por:

  • câncer
  • doença cardiovascular
  • doenças respiratórias

Especiarias como prebióticos

Este é um dos temas centrais do artigo.

Os autores destacam que:

  • apenas 5–10% dos polifenóis são absorvidos no intestino delgado
  • 90–95% chegam ao cólon

Lá são metabolizados pelas bactérias intestinais.

Assim, os polifenóis funcionam como verdadeiros prebióticos.

Estudos com Canela

Estudo 1 – Resposta glicêmica aguda

Participantes:

  • 32 adultos

Intervenção:

  • mingau de aveia com leite
  • com ou sem 6 g de canela

Resultados:

Em indivíduos com sobrepeso

  • redução da insulina pós-prandial
  • menor necessidade de secreção pancreática de insulina

Na análise global

  • menor glucagon
  • menor insulina
  • menor C-peptídeo

Isso sugere melhora da eficiência metabólica após a refeição.

Estudo 2 – Prediabetes

Participantes:

  • 18 indivíduos
  • obesidade
  • pré-diabetes

Dose:

  • 4 g/dia por 4 semanas

Resultados:

Controle glicêmico

  • redução da glicemia média de 24 horas
  • redução dos picos glicêmicos
  • redução da área sob a curva glicêmica

Microbiota

Redução de:

  • Terrisporobacter
  • Dialister

Aumento de:

  • Methanobrevibacter

Além disso:

  • redução dos triglicerídeos.

Pimenta Vermelha e Termogênese

Foi estudada a dihidrocapsiato (DCT), derivado não picante da capsaicina.

Resultados:

  • aumento do gasto energético pós-prandial
  • aumento da termogênese
  • aumento da oxidação de gordura

Sem os efeitos gastrointestinais típicos da capsaicina.

Cúrcuma e Cérebro

Este foi provavelmente o estudo mais impressionante da revisão.

Ensaio clínico de 18 meses

Participantes:

  • 40 adultos sem demência

Dose:

  • Theracurmin®
  • 90 mg duas vezes ao dia

Resultados:

Cognição

Melhora significativa em:

  • memória verbal
  • memória visual
  • atenção

Humor

Melhora dos escores de depressão.

PET cerebral

Menor acúmulo de:

  • beta-amiloide
  • tau

Especialmente em:

  • amígdala
  • hipotálamo

Os autores sugerem potencial papel neuroprotetor contra Alzheimer.

Cúrcuma e Câncer

Em culturas celulares:

A combinação de:

  • curcumina
  • EGCG
  • arctigenina

produziu:

  • maior apoptose
  • menor proliferação celular
  • inibição de NF-κB
  • inibição de PI3K/Akt
  • inibição de STAT3

mecanismos frequentemente envolvidos em tumorigênese.

Especiarias e Formação de Compostos Tóxicos na Carne

Um estudo extremamente interessante.

Hambúrgueres preparados com:

  • cravo
  • canela
  • orégano
  • alecrim
  • gengibre
  • pimenta-do-reino
  • páprica
  • alho

apresentaram:

71% menos malondialdeído (MDA)

MDA é um marcador de peroxidação lipídica associado a:

  • inflamação
  • mutagênese
  • carcinogênese

Além disso:

Após o consumo do hambúrguer temperado houve menor excreção urinária de MDA.

Especiarias e Função Endotelial

Em homens com diabetes tipo 2:

Adicionar mistura de especiarias à carne resultou em:

  • redução de 31% do MDA urinário
  • melhora da função endotelial medida por tonometria arterial periférica

Mesmo sem alterar:

  • glicemia
  • insulina
  • triglicerídeos.

Efeitos sobre a Microbiota

Mistura contendo:

  • canela
  • orégano
  • gengibre
  • pimenta-do-reino
  • pimenta-caiena

por apenas 2 semanas provocou:

Aumento

  • Bifidobacterium animalis
  • Lactobacillus
  • Bacteroides fragilis

Redução

  • Clostridium

Mudança da relação

↓ Firmicutes

↑ Bacteroidetes

Uma assinatura frequentemente associada a melhor saúde metabólica.

Mecanismos Moleculares Mais Importantes

Os autores resumem que os compostos bioativos das especiarias podem:

Reduzir inflamação

  • NF-κB
  • COX-2
  • iNOS
  • TNF-α
  • IL-6

Melhorar metabolismo

  • AMPK
  • PPARs
  • GLUT4
  • IRS-1

Melhorar defesa antioxidante

  • SOD
  • Catalase
  • Glutationa peroxidase

Modular microbiota

  • aumento de Lactobacillus
  • aumento de Bifidobacterium
  • redução de espécies potencialmente patogênicas.

Conclusão 

“ As especiarias devem ser vistas não apenas como aromatizantes ou antioxidantes. Elas atuam simultaneamente em microbiota intestinal, metabolismo energético, inflamação função vascular, cérebro e envelhecimento. O conceito emergente defendido pelo artigo é que muitas especiarias funcionam como moduladores do eixo intestino-cérebro, explicando efeitos observados em cognição, humor, metabolismo e risco cardiovascular. Eu considero que elas têm um papel fundamental no tratamento das mulheres com lipedema.” – Conclui o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular formado pela USP com ênfase no tratamento do Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:
Melhores exercícios para emagrecer.

O que importa quando pensamos em atividade física?

Melhores exercícios para emagrecer.

artigo “American College of Sports Medicine Position Stand. Resistance Training Prescription for Muscle Function, Hypertrophy, and Physical Performance in Healthy Adults: An Overview of Reviews” é o novo Position Stand do ACSM publicado em 2026 no Medicine & Science in Sports & Exercise. Ele atualiza o guideline clássico de 2009 sobre treinamento resistido.

O trabalho é extremamente relevante porque analisa:

  • 137 revisões sistemáticas,
  • mais de 30.000 participantes,
  • e praticamente toda a literatura moderna sobre musculação e treinamento resistido.

O objetivo foi responder:

“Quais variáveis realmente importam para força, hipertrofia e performance física?”

VISÃO GERAL DO ARTIGO

Os autores avaliaram o impacto de:

  • frequência,
  • carga,
  • volume,
  • falha muscular,
  • amplitude,
  • descanso,
  • periodização,
  • velocidade,
  • ordem dos exercícios,
  • tipo de equipamento,
  • treino excêntrico,
  • power training,
  • blood flow restriction,
  • entre muitas outras variáveis.

PRINCIPAL CONCLUSÃO DO ARTIGO

A conclusão central é muito importante:

MUITAS formas de musculação funcionam.

O artigo mostra que:

  • hipertrofia,
  • força,
  • potência,
  • equilíbrio,
  • velocidade de marcha,
  • função física,
  • endurance muscular melhoram com treinamento resistido.

Mas poucas variáveis realmente mudam de forma importante o resultado final.

TREINAMENTO RESISTIDO REDUZ RISCO DE DOENÇAS

O artigo reforça que musculação está associada a:

  • menor mortalidade;
  • menor risco cardiovascular;
  • menor risco de diabetes;
  • menor depressão;
  • melhor sono;
  • melhora funcional global.

Os autores enfatizam que treinamento resistido deve ser visto como:

comportamento promotor de saúde.

FORÇA MUSCULAR — O QUE MELHOR FUNCIONA?

O artigo conclui que força aumenta mais quando o treino utiliza:

1. Cargas altas

≥80% de 1RM

2. Frequência ≥2x/semana

Treinar mais de uma vez por semana melhora força.

3. Amplitude completa

Full range of motion melhora ganhos de força.

4. 2–3 séries

Mais eficiente que apenas 1 série.

5. Exercícios no começo do treino

Os exercícios realizados primeiro tendem a gerar mais ganho de força.

O QUE NÃO MUDOU MUITO A FORÇA?

O artigo mostra que força NÃO foi consistentemente afetada por:

  • treinar até falha;
  • máquinas vs pesos livres;
  • superfícies instáveis;
  • velocidade lenta vs moderada;
  • horário do treino;
  • descanso curto vs longo;
  • periodização.

Isso contradiz vários “dogmas” da musculação moderna.

HIPERTROFIA — O QUE MAIS IMPORTA?

O principal fator para hipertrofia foi:

VOLUME TOTAL

Especialmente:
≥10 séries por grupo muscular/semana.

O artigo mostra relação dose-resposta:
mais volume → mais hipertrofia.

CARGA NÃO FOI TÃO IMPORTANTE PARA HIPERTROFIA

Uma das conclusões mais interessantes:

Hipertrofia ocorreu com cargas baixas OU altas.

O artigo mostra que:
30% até 100% de 1RM
podem gerar hipertrofia semelhante.

Isso reforça o conceito moderno:
👉 tensão mecânica + proximidade da falha importam mais do que carga absoluta.

FALHA MUSCULAR NÃO FOI ESSENCIAL

Treinar até falha NÃO mostrou benefício consistente para hipertrofia ou força.

Isso é extremamente relevante porque:
muitas pessoas acreditam que falha absoluta é obrigatória.

O artigo sugere que:

  • alto esforço importa;
  • mas falha total não é necessária.

TREINO EXCÊNTRICO

O artigo mostra que:

  • sobrecarga excêntrica;
  • ou foco excêntrico

pode melhorar hipertrofia.

Especialmente com:

  • flywheel training;
  • eccentric overload.

POTÊNCIA MUSCULAR — O QUE FUNCIONOU MELHOR?

Para potência:

  • cargas moderadas (30–70% 1RM)
    foram superiores.

Além disso:

  • Olympic lifting;
  • power training;
  • movimentos rápidos;
  • fase concêntrica explosiva

foram melhores para potência.

POWER TRAINING

O artigo destaca muito o:

power training

Ou seja:
movimentos realizados o mais rápido possível na fase concêntrica.

Esse tipo de treino:

  • melhora potência;
  • melhora função física;
  • melhora marcha;
  • melhora desempenho funcional.

Especialmente importante em idosos.

TREINO PARA IDOSOS

O artigo reforça fortemente:

idosos DEVEM fazer musculação.

Benefícios observados:

  • melhora equilíbrio;
  • melhora marcha;
  • melhora levantar da cadeira;
  • melhora timed up-and-go;
  • melhora independência funcional;
  • reduz fragilidade.

MUSCULAÇÃO EM CASA FUNCIONA

Treino domiciliar também mostrou benefícios:

  • força;
  • equilíbrio;
  • endurance muscular.

Isso é importante para:

  • idosos;
  • pessoas sedentárias;
  • obesidade;
  • lipedema;
  • indivíduos com baixa adesão à academia.

ELÁSTICOS FUNCIONAM

Treinos com bandas elásticas:

  • aumentaram força;
  • aumentaram hipertrofia;
  • melhoraram função física.

Ou seja: não é obrigatório usar academia sofisticada.

PERIODIZAÇÃO NÃO FOI SUPERIOR

Talvez a parte mais polêmica do artigo:

periodização NÃO mostrou superioridade consistente.

Os autores afirmam:

  • com progressão adequada,
  • programas simples funcionam muito bem.

Isso desafia décadas de marketing da musculação.

O ARTIGO DEFENDE INDIVIDUALIZAÇÃO

“O mais importante não é seguir “o treino perfeito”. Mas sim: adesão; segurança; consistência; individualização; prazer; sustentabilidade. O artigo critica o excesso de complexidade criado na musculação moderna. Os autores mostram que muitos métodos sofisticados; técnicas avançadas; estruturas extremamente elaboradas têm pouca superioridade prática. Isso vale ainda mais para as mulheres com lipedema que estão recebendo diversas informações de dificuldade para venderem planos de tratamento.” – Explica o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular formado pela USP com ênfase no tratamento do Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

RECOMENDAÇÃO CENTRAL DO ACSM

A principal recomendação prática do artigo:

Todo adulto saudável deveria:

  • treinar musculação ≥2x/semana;
  • com esforço alto;
  • progressão gradual;
  • envolvendo grandes grupos musculares.

CONCLUSÃO FINAL

O artigo mostra que:

✅ musculação melhora:

  • força,
  • hipertrofia,
  • potência,
  • equilíbrio,
  • função física,
  • independência funcional.

✅ volume semanal é um dos fatores mais importantes para hipertrofia.

✅ cargas altas favorecem força.

✅ cargas moderadas favorecem potência.

✅ falha muscular não é obrigatória.

✅ periodização não é essencial para a maioria das pessoas.

✅ movimentos explosivos têm grande importância funcional.

✅ o melhor treino é aquele:

  • seguro,
  • progressivo,
  • individualizado,
  • e sustentável no longo prazo.
Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

 

scared-upset-woman-making-stop-gesture_74855-3672

Medicina baseada em promessa

Vivemos uma era em que novas medicações, hormônios e “peptídeos” surgem com promessas de resultados rápidos: melhora estética, emagrecimento, performance, rejuvenescimento.

E muitas vezes… funcionam no curto prazo.

Mas é exatamente aí que mora o maior risco.

👉 O curto prazo engana.
A medicina de verdade é testada no longo prazo.

O problema das terapias sem estudo

Hoje vemos um crescimento preocupante de:

  • uso de peptídeos “experimentais”
  • hormônios fora de indicação
  • protocolos manipulados sem padronização
  • combinações sem base científica

Essas intervenções frequentemente são:

❌ pouco estudadas
❌ sem ensaios clínicos robustos
❌ sem dados de segurança a longo prazo

E mesmo assim, estão sendo prescritas.

O grande erro: confundir efeito imediato com segurança

Melhorar sintomas ou estética rapidamente não significa que o tratamento é seguro.

Muitas alterações adversas:

  • metabólicas
  • hormonais
  • cardiovasculares
  • oncológicas

👉 demoram anos ou décadas para aparecer

Um exemplo clássico da história da medicina: Diethylstilbestrol (DES)

Diethylstilbestrol (DES) foi um estrogênio sintético amplamente utilizado entre as décadas de 1940 e 1970.

Para que era usado?

👉 Prevenir abortos espontâneos e complicações da gestação

Na época:

  • parecia promissor
  • fazia sentido fisiológico
  • foi amplamente prescrito

O que aconteceu depois?

Anos mais tarde, começaram a surgir dados alarmantes.

Filhas de mulheres que usaram DES durante a gestação apresentaram:

❌ maior risco de câncer raro (adenocarcinoma de vagina e colo uterino)
❌ alterações estruturais do trato reprodutivo
❌ infertilidade
❌ complicações gestacionais

E mais:

👉 Os efeitos apareceram décadas depois
👉 E afetaram uma geração inteira

A grande lição do DES

O DES nos ensinou algo fundamental:

👉 Interferir no sistema hormonal sem evidência robusta pode ter consequências imprevisíveis — e irreversíveis.

Na época, médicos estavam tentando ajudar.

Mas faltava algo essencial:

👉 evidência de longo prazo

Estamos repetindo o mesmo erro?

Hoje, vemos:

  • peptídeos sendo usados sem estudos clínicos
  • moduladores hormonais fora de contexto
  • intervenções baseadas em “teoria” ou “experiência individual”

Com promessas como:

  • melhora metabólica
  • ganho de massa
  • rejuvenescimento
  • controle de gordura

Mas sem responder a pergunta mais importante:

👉 o que acontece com esse paciente daqui 10, 20 anos?

Medicina não é baseada em promessa — é baseada em evidência

Para um tratamento ser considerado seguro, ele precisa:

✔️ passar por ensaios clínicos
✔️ ter reprodutibilidade
✔️ mostrar benefício real
✔️ demonstrar segurança no longo prazo

Sem isso, estamos diante de:

👉 experimentação clínica não controlada

O papel do médico e do paciente

Para médicos:

  • evitar prescrever o que não tem evidência
  • resistir a modismos
  • priorizar segurança acima de novidade

Para pacientes:

  • desconfiar de soluções rápidas
  • questionar evidência
  • entender que nem tudo que “funciona agora” é seguro depois

Conclusão

A história da medicina já mostrou, com o DES, que:

👉 boas intenções não substituem evidência
👉 resultados imediatos não garantem segurança
👉 os maiores riscos aparecem com o tempo

Hoje, com o crescimento do uso de peptídeos e terapias não validadas, precisamos lembrar:

Nem tudo que é novo é avanço.
E nem todo resultado rápido é benefício real

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

Vontade de comer doces por fome excessiva.

Obesidade não é só sobre “comer menos e gastar mais” — e a ciência já mostrou isso

Vontade de comer doces por fome excessiva.

Durante décadas, repetiram a mesma ideia:

👉 “Você engorda porque come mais do que gasta.”

Parece lógico.
Parece simples.

Mas não funciona.

E o motivo é claro:

👉 o comportamento alimentar humano não é simples.

🧠 O problema do modelo simplista

Sim, do ponto de vista físico:

👉 ganho de peso = ingestão calórica > gasto energético

Mas isso é uma descrição, não uma explicação.

Porque a pergunta mais importante não é:

👉 “por que a pessoa come mais?”

👉 mas sim:
“o que faz a pessoa comer mais?”

E é exatamente isso que os estudos mais recentes começam a responder.

🍽️ A textura do alimento muda quanto você come

Um artigo publicado na Scientific Reports analisou como a textura dos alimentos influencia a saciedade

O achado é extremamente relevante:

👉 alimentos sólidos e mais viscosos
➡️ reduzem a fome
➡️ aumentam a saciedade
➡️ diminuem a ingestão calórica

🔥 Tradução prática

  • alimentos líquidos → menor saciedade
  • alimentos sólidos → maior saciedade

Isso explica algo que vemos todos os dias:

👉 você pode consumir muitas calorias em minutos com bebidas, shakes ou ultraprocessados

👉 mas dificilmente consegue fazer o mesmo com alimentos sólidos naturais

🧠 Mastigar muda seu metabolismo

Outro estudo analisou algo ainda mais básico:

👉 mastigação

E encontrou que:

✔ mastigar mais
✔ comer mais devagar

➡️ reduz fome
➡️ reduz ingestão alimentar
➡️ aumenta hormônios de saciedade

💡 O detalhe que muda tudo

Quando você mastiga mais:

  • há maior estímulo sensorial
  • há maior tempo de exposição do alimento
  • há maior ativação de hormônios intestinais

👉 Ou seja:

💥 o corpo percebe melhor que você comeu

⚠️ O ambiente moderno trabalha contra você

Hoje vivemos em um ambiente onde:

  • alimentos são ultra processados
  • são macios, líquidos ou fáceis de engolir
  • exigem pouca mastigação
  • são hiperpalatáveis

👉 Resultado:

  • você come mais rápido
  • sente menos saciedade
  • consome mais calorias sem perceber

E depois a culpa é colocada no indivíduo.

🧠 O erro da abordagem tradicional

Dizer para alguém:

👉 “coma menos e faça exercício”

é ignorar completamente:

  • fisiologia da saciedade
  • comportamento alimentar
  • ambiente alimentar
  • resposta hormonal

👉 É tratar um problema complexo com uma solução simplista

🔑 O que realmente funciona

A ciência aponta para algo muito mais básico — e muito mais eficaz:

🍽️ 1. Coma comida de verdade

  • menos processados
  • mais naturais

🥩 2. Prefira alimentos sólidos

  • aumentam saciedade
  • reduzem ingestão calórica

🧠 3. Mastigue mais

  • aumenta hormônios de saciedade
  • reduz fome

⏳ 4. Coma mais devagar

  • permite que o cérebro “acompanhe” o que você come

💥 Conclusão

👉 O problema da obesidade não é falta de força de vontade

👉 É um ambiente que desregula sua biologia

E a solução não é apenas “comer menos”

👉 é comer melhor, de forma mais inteligente

🧠 FRASE FINAL

👉 Não é só sobre calorias.
É sobre como o seu corpo percebe o que você come.

FONTE:

https://doi.org/10.1016/j.physbeh.2015.07.017

https://doi.org/10.1038/s41598-020-69504-y

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

 

young-beautiful-female-hairdresser-apron-confused-holding-her-head-pink_141793-58816-jpg-740×521-

Finasterida, dutasterida e lipedema: um risco pouco discutido

Nos últimos anos, o uso de finasterida e dutasterida em mulheres tem crescido, principalmente no contexto de queda de cabelo. No entanto, quando falamos de pacientes com lipedema, essa decisão precisa ser analisada com muito mais cautela.

👉 Porque o impacto vai muito além do cabelo.

O que esses medicamentos fazem?

Finasterida e dutasterida atuam bloqueando a enzima 5-alfa-redutase, responsável por converter testosterona em DHT (di-hidrotestosterona).

👉 Ou seja:

  • ↓ DHT
  • ↑ testosterona disponível para aromatização
  • ↑ conversão em estradiol

O problema no lipedema: aumento de estradiol

O lipedema tem influência hormonal, especialmente do estradiol.

Quando você bloqueia DHT:

➡️ Parte da testosterona é desviada para a via da aromatase
➡️ Isso pode levar a aumento relativo de estradiol

E isso pode gerar:

  • Maior inflamação do tecido adiposo
  • Aumento da deposição de gordura subcutânea
  • Retenção hídrica
  • Potencial ganho de peso

👉 Exatamente o oposto do que queremos no tratamento do lipedema.

Outro ponto crítico: perda de massa muscular

O DHT não é apenas um hormônio “do cabelo”.

Ele tem papel importante em:

  • Força muscular
  • Manutenção de massa magra
  • Função metabólica

Ao bloquear DHT:

➡️ Pode haver redução de estímulo anabólico
➡️ Diminuição de massa muscular

E isso tem consequências diretas:

  • Piora do metabolismo
  • Redução do gasto energético
  • Maior facilidade para ganho de gordura
  • Piora funcional do lipedema

👉 Em resumo: menos músculo = mais progressão da doença

Estamos tratando a causa ou mascarando o sintoma?

A grande questão é que, na maioria das mulheres, a queda de cabelo não é causada por excesso de DHT.

As causas mais comuns são:

🔻 Vitamina D baixa
🔻 Ferritina baixa (estoque de ferro)

Esses dois fatores impactam diretamente o ciclo do folículo capilar.

O que deveria ser feito primeiro

Antes de qualquer bloqueio hormonal, o foco deveria ser:

✔️ Corrigir vitamina D
✔️ Otimizar ferritina (idealmente > 50–70 ng/mL)
✔️ Garantir ingestão proteica adequada
✔️ Avaliar micronutrientes (zinco, biotina, complexo B)
✔️ Ajustar metabolismo e inflamação

👉 Isso trata a raiz do problema — não apenas o sintoma.

Conclusão

O uso de finasterida ou dutasterida em mulheres com lipedema pode gerar um efeito metabólico desfavorável:

❌ Aumento de estradiol
❌ Potencial ganho de peso
❌ Redução de massa muscular

Enquanto isso, muitas vezes a causa real da queda de cabelo está em:

👉 deficiência nutricional simples e tratável

Em lipedema, cada decisão hormonal importa.
E tratar o cabelo às custas do metabolismo pode sair caro.

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

 

Telemedicina Lipedema.

Hormônios e trombose. Qual a relação?

Telemedicina Lipedema.

Um recente artigo revisa de forma abrangente como hormônios sexuais (estrogênio, progesterona e testosterona) influenciam:

  • coagulação
  • sistema vascular
  • risco de trombose venosa (TEV)
  • risco cardiovascular

⚙️ CONCEITO CENTRAL

👉 A trombose ocorre pela tríade de Virchow:

  • estase venosa
  • hipercoagulabilidade
  • disfunção vascular

💡 A terapia hormonal atua nos três pilares ao mesmo tempo

🔬 MECANISMOS BIOLÓGICOS

🔹 1. Estrogênio  pró-trombótico

O estrogênio:

⬆ aumenta:

  • fibrinogênio
  • fatores VII, VIII e X
  • trombina

⬇ reduz:

  • proteína S
  • antitrombina

👉 Resultado:
estado pró-coagulante

🔹 2. Progesterona (progestágenos)

👉 Não é neutra

Ela:

  • potencializa os efeitos do estrogênio
  • dependendo do tipo → pode aumentar mais o risco

💡 progestágenos sintéticos (ex: drospirenona, desogestrel):
➡️ maior risco trombótico

🔹 3. Testosterona

  • Em níveis fisiológicos → neutra
  • Em doses altas → pode:
    • ↑ hematócrito
    • ↑ viscosidade

👉 impacto trombótico ainda incerto

💊 RISCO DE TROMBOSE (DADOS CLÍNICOS)

🔹 Anticoncepcional combinado

👉 aumenta risco de TEV em:

📈 3,5 vezes

Mas atenção:

👉 risco absoluto ainda é baixo:

  • ~2–4 casos / 10.000 mulheres/ano → sem uso
  • ~6–12 casos / 10.000 → com uso

🔹 Terapia de reposição hormonal (TRH)

  • risco ↑ cerca de 2x
  • maior no primeiro ano

👉 risco depende de:

  • tipo de estrogênio
  • via de administração

🔥 DIFERENÇA MAIS IMPORTANTE DO ARTIGO

🔹 Via de administração muda tudo

❌ Oral:

  • passa pelo fígado
  • ↑ coagulação

✅ Transdérmico:

  • evita first-pass hepático
  • menor risco trombótico

👉 um dos pontos mais relevantes do artigo

🔹 Progesterona natural vs sintética

  • Progesterona natural micronizada → menor risco
  • Progestinas sintéticas → maior risco

🔹 DIU hormonal (levonorgestrel)

👉 DADO MUITO IMPORTANTE:

✔ não aumenta risco de trombose

🧬 FATORES QUE AUMENTAM MUITO O RISCO

O risco não é isolado — é cumulativo:

🔺 Idade

  • aumenta exponencialmente

🔺 Obesidade

  • até 23x maior risco com anticoncepcional

🔺 Tabagismo

🔺 História familiar ou trombofilia

🔺 Cirurgia / imobilização

🧠 INTERPRETAÇÃO CLÍNICA IMPORTANTE

👉 O maior erro é olhar só o hormônio.

O risco real é:

hormônio + contexto do paciente

⚠️ PACIENTES COM HISTÓRICO DE TROMBOSE

  • risco de recorrência:
    • ~4% ao ano após suspensão

👉 Se mantiver hormônio:

  • risco pode aumentar significativamente

💡 Estratégia:

  • evitar via oral
  • preferir transdérmico
  • considerar anticoagulação

🏥 PERÍODO PERIOPERATÓRIO

  • recomenda-se:
    • suspender anticoncepcional 4–6 semanas antes de cirurgia

OU

  • manter e usar profilaxia anticoagulante

👉 decisão individualizada

🧠 INSIGHT CLÍNICO MAIS IMPORTANTE

👉 O risco trombótico NÃO é binário

Não é:
✔ usa hormônio → risco
❌ não usa → seguro

👉 É um espectro dependente de múltiplos fatores

📌 PRINCIPAIS MENSAGENS DO ARTIGO

✔ Estrogênio aumenta risco de trombose
✔ Progesterona modula esse risco
✔ Via oral é mais arriscada que transdérmica
✔ DIU hormonal é seguro do ponto de vista trombótico
✔ Risco absoluto geralmente é baixo
✔ Mas pode aumentar muito com fatores associados

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

 

inflamacao-pernas-lipedema-dr-daniel-benitti-cirurgiao-vascular-sao-paulo-campinas

Gestrinona no lipedema: ciência ou promessa sem base?

inflamacao-pernas-lipedema-dr-daniel-benitti-cirurgiao-vascular-sao-paulo-campinas

Nos últimos anos, tem crescido a divulgação do uso da gestrinona como tratamento para o lipedema, principalmente na forma de implantes hormonais. Essa tendência, amplamente impulsionada por redes sociais e medicina estética, levanta uma questão fundamental: existe respaldo científico para essa prática?

A resposta, à luz das melhores evidências disponíveis até o momento, é clara: não.

Ausência total de evidência científica

Uma revisão sistemática recente avaliou de forma rigorosa toda a literatura disponível sobre o uso da gestrinona no lipedema. O resultado é contundente:

➡️ Nenhum estudo clínico foi encontrado — nem ensaios randomizados, nem estudos observacionais, nem mesmo séries de casos.

Além disso:

  • Não há estudos em andamento registrados
  • Não há recomendação em diretrizes nacionais ou internacionais
  • Sociedades médicas se posicionam contra o uso

Ou seja, estamos diante de uma situação rara na medicina:
👉 uso clínico disseminado sem qualquer evidência científica direta.

O que sabemos sobre a gestrinona (fora do lipedema)

A gestrinona é um esteroide sintético derivado da 19-nortestosterona, com efeitos:

  • Androgênicos
  • Antiestrogênicos
  • Antiprogestagênicos
  • Anabólicos

Foi desenvolvida para tratamento de endometriose, e mesmo nessa indicação, os dados são limitados e antigos.

Seu uso atual para estética ou composição corporal ocorre off-label, sem padronização de dose, via de administração ou segurança.

Perfil de segurança: sinais de alerta importantes

Uma revisão sistemática recente avaliando segurança da gestrinona traz dados preocupantes:

  • Amenorreia: ~41%
  • Acne/seborreia: ~42%
  • Queda de libido: ~26%
  • Fogachos: ~24%
  • Alterações hepáticas (transaminases): ~15%

Mas o dado mais relevante, e muitas vezes ignorado:

👉 Ganho de peso significativo foi observado na maioria dos estudos

  • Presente em cerca de 40% das pacientes
  • Variando de 0,9 até 8 kg

Esse achado é particularmente crítico no contexto do lipedema, uma doença já marcada por disfunção do tecido adiposo.

O paradoxo no lipedema

“O lipedema não é simplesmente acúmulo de gordura. Trata-se de uma doença complexa, com componentes inflamatórios, hormonais (ainda não completamente compreendidos), microvasculares, linfáticos e de tecido conjuntivo. Apesar de hipóteses envolvendo hormônios, não existe evidência de que manipulação hormonal melhore a doença. Pelo contrário, o uso de um composto com ação antiestrogênica, androgênica e metabolicamente ativa pode, teoricamente, agravar desequilíbrios metabólicos e inflamatórios.” –  Comenta o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular formado pela USP com ênfase no tratamento do Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

Por que isso está acontecendo?

O crescimento do uso da gestrinona no lipedema parece estar mais relacionado a:

  • Marketing agressivo
  • Promessa de resultados rápidos
  • Desespero de pacientes sem diagnóstico adequado

E não à ciência.

Pacientes com lipedema frequentemente percorrem uma longa jornada até o diagnóstico, o que as torna mais vulneráveis a terapias não comprovadas.

O que realmente tem evidência no tratamento do lipedema

As abordagens recomendadas por diretrizes incluem:

  • Terapia compressiva
  • Exercício físico adaptado
  • Terapia descongestiva complexa
  • Ajustes nutricionais
  • Suporte psicológico
  • Lipoaspiração com preservação linfática (casos selecionados)

Essas estratégias têm base científica e foco na melhora funcional e qualidade de vida, não em promessas rápidas.

Conclusão

O uso da gestrinona no tratamento do lipedema representa um exemplo clássico de prática médica que se afastou da evidência científica.

  • ❌ Não há estudos comprovando eficácia
  • ❌ Não há dados de segurança para essa indicação
  • ❌ Há evidência consistente de efeitos adversos
  • ⚠️ Incluindo ganho de peso significativo

Em medicina, especialmente em doenças crônicas como o lipedema, não podemos substituir ciência por expectativa.

👉 O tratamento deve ser baseado em evidência, não em tendência.

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:
red-emergency-warning-light-flashing-darkness_84443-86332

A nova pandemia mundial

síndrome metabólica (MetS) é definida como um conjunto de alterações:

✔ obesidade abdominal
✔ hipertensão
✔ hiperglicemia
✔ triglicerídeos elevados
✔ HDL baixo

👉 diagnóstico: ≥3 desses fatores

💡 Importância clínica

👉 aumenta fortemente o risco de:

  • diabetes tipo 2
  • doença cardiovascular
  • doença renal
  • câncer
  • morte precoce

Um recente estudo avaliou:

✔ prevalência global
✔ evolução temporal (2000–2023)
✔ diferenças por sexo, idade, renda e região

🧪 Metodologia

  • 597 estudos incluídos
  • 3.236 pontos de dados
  • 45,5 milhões de indivíduos
  • análise com modelagem bayesiana global

👉 abrangendo 198 países

🌍 Principais resultados

📈 Crescimento global MASSIVO

👉 prevalência global:

  • 2000: 11,9%
  • 2023: 28,4%

➡️ mais que DOBRO

👩 Mulheres

  • 14,7% → 31,0%

👨 Homens

  • 9,0% → 25,7%

🌎 Número absoluto

👉 1,54 bilhão de pessoas em 2023

  • 846 milhões mulheres
  • 692 milhões homens

🔥 Crescimento em quase TODOS os países

👉 aumento em:

  • 196 países e territórios

🧠 Fatores associados

📊 Idade

👉 aumenta progressivamente com a idade

  • pico: 65–75 anos
  • pode chegar a ~55% em mulheres

🏙 Urbanização

👉 quanto mais urbano → maior prevalência

  • estilo de vida sedentário
  • alimentação ultraprocessada

💰 Renda

👉 quanto maior renda → maior prevalência

(efeito “ocidentalização”)

👩‍⚕️ Diferença entre homens e mulheres

👉 mulheres têm maior prevalência global

💡 Possíveis explicações:

  • maior obesidade
  • diferenças hormonais
  • padrão de distribuição de gordura
  • fatores socioeconômicos

⚠️ Observação importante

👉 após os 45 anos:

➡️ mulheres passam a ter prevalência significativamente maior

🌎 Diferenças regionais

🔴 Regiões com maior prevalência

  • Europa Central
  • países de alta renda
  • Ásia Oriental (em crescimento rápido)

🟢 Menor prevalência

  • África Subsaariana

🧠 O que explica esse aumento?

🔥 Principais fatores:

✔ envelhecimento populacional
✔ urbanização
✔ sedentarismo
✔ dieta ultraprocessada
✔ estresse

📊 Destaque do estudo

👉 o maior driver foi:

➡️ aumento da prevalência em si (não só crescimento populacional)

🧠 Componentes mais comuns

Segundo meta-análises citadas:

  • obesidade central → ~45%
  • hipertensão → ~43%
  • HDL baixo → ~40%
  • triglicerídeos altos → ~29%
  • glicemia elevada → ~25%

⚠️ 6. Impacto clínico

👉 fatores associados representam:

  • 37,9% das mortes globais
  • 20,5% da carga de doença (DALYs)

💡 Insight importante

👉 o risco combinado (cluster) é maior do que cada fator isolado

🧠 Implicações clínicas

“A mensagem central é clara. Nunca gastamos tanto e estivemos tão mal. Não devemos tratar fatores isolados, devemos  tratar a paciente como um sistema metabólico integrado.  Estratégias de mudanças simples são necessárias como alimentação adequada, atividade física, redução de ultraprocessados, ausência de luz noturna, higiene do sono e intervenções farmacológicas em casos selecionados. Tudo isso também é a base no tratamento das mulheres com lipedema” – Analisa o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular formado pela USP com ênfase no tratamento do Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

🧠 Conclusão

✔ síndrome metabólica está em EXPLOSÃO global
✔ mais de 1 em cada 4 adultos afetados
✔ mulheres e idosos são os mais impactados
✔ urbanização e estilo de vida são determinantes

🚀 Frase-chave do artigo

👉 “A síndrome metabólica se tornou uma das maiores ameaças globais à saúde.”

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

Creatina: muito além da academia — performance, cérebro e o que a ciência mais recente revela

Durante muitos anos, a creatina foi vista como um suplemento exclusivo do mundo esportivo.

Algo “de academia”.

Mas essa visão ficou no passado.

Hoje, a creatina é provavelmente o suplemento mais estudado do mundo quando o assunto é performance — com mais de mil publicações científicas avaliando seus efeitos em força, potência, recuperação e composição corporal

E o mais interessante?

👉 A ciência está mostrando que seus efeitos vão muito além do músculo.

Creatina melhora performance… mesmo sem treino?

Tradicionalmente, sempre associamos creatina ao treinamento de força.

E de fato, quando combinada com musculação, ela aumenta massa magra e força.

Mas um dado recente muda completamente o jogo.

Uma revisão sistemática com 39 estudos demonstrou que:

👉 A creatina melhora performance anaeróbica mesmo em indivíduos que não estão treinando

Ou seja…

Mesmo sem musculação, há aumento de potência e capacidade de gerar energia rápida.

Isso acontece porque a creatina atua diretamente no sistema de energia celular:

⚡ Ela aumenta a disponibilidade de fosfocreatina
⚡ Facilita a ressíntese de ATP
⚡ Melhora a capacidade de resposta em esforços intensos

Em termos simples:

👉 Mais energia disponível, independentemente do treino.

O que mudou nos últimos anos: o cérebro entrou na conversa

Se antes a creatina era “do músculo”…

Hoje ela também é do cérebro.

Nos últimos anos, houve um crescimento expressivo de estudos avaliando seus efeitos neurológicos.

E os dados são cada vez mais consistentes.

Sabemos hoje que:

🧠 O cérebro consome cerca de 20% de toda a energia do corpo
🧠 A creatina atua como um sistema de reserva energética para neurônios
🧠 A suplementação pode aumentar os estoques cerebrais de creatina

E isso tem consequências práticas importantes.

Uma revisão recente mostrou que a creatina pode:

  • Melhorar memória e cognição
  • Reduzir fadiga mental
  • Ajudar em privação de sono
  • Ter papel potencial em depressão e ansiedade
  • Auxiliar na recuperação de lesões cerebrais

Mas existe um problema: o cérebro não é tão fácil de “nutrir”

Diferente do músculo, o cérebro tem uma barreira importante:

👉 a barreira hematoencefálica

Isso limita a entrada de creatina.

Estudos mostram que, em indivíduos saudáveis, o aumento de creatina cerebral com suplementação é relativamente modesto (cerca de 5–10%)

Ou seja:

👉 Nem toda creatina que você consome chega ao cérebro.

E isso abre espaço para uma pergunta importante:

será que existem formas mais eficientes?

Clonapure: uma nova abordagem para energia cerebral

Um estudo recente comparou creatina tradicional com uma formulação chamada Clonapure, em células neuronais humanas.

O modelo simulava um cenário de estresse metabólico — exatamente onde o cérebro mais precisa de energia.

O resultado foi bastante interessante:

👉 O Clonapure® aumentou significativamente a produção de ATP nos neurônios
👉 E fez isso de forma superior à creatina monohidratada isolada

A explicação provável envolve sua composição:

  • Creatina
  • Fosfocreatina (forma ativa)
  • Sais fosfatados

Isso permite:

⚡ entrega mais rápida de energia
⚡ maior eficiência bioenergética
⚡ melhor suporte em condições de estresse celular

O que tudo isso significa na prática?

A creatina deixou de ser apenas um suplemento de performance física.

Hoje ela é uma ferramenta metabólica.

👉 Atua no músculo
👉 Atua no cérebro
👉 Atua na energia celular como um todo

E talvez o ponto mais importante:

👉 Seus benefícios não dependem exclusivamente do exercício

Conclusão

“A ciência está mudando a forma como entendemos a creatina. Não é apenas sobre levantar mais peso. É sobre energia celular, função cerebral, resiliência metabólica e função mitocondrial. E estamos apenas começando a entender o potencial disso. Ela é fundamental no tratamento das mulheres com lipedema. Se antes a creatina era um suplemento de academia, hoje ela caminha para se tornar um dos pilares da medicina da performance — física e cerebral.” – Resume o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular formado pela USP com ênfase no tratamento do Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online)

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

Vinho, dieta mediterrânea e risco cardiovascular

Um recente estudo avaliou a dieta mediterrânea (MedDiet) com ou sem consumo de vinho

está associada a: doença cardiovascular (DCV) e mortalidade por todas as causas

🧪 Desenho do estudo

Foram analisadas duas grandes coortes:

📊 1. PREDIMED (ensaio clínico randomizado)

  • 7.447 pacientes
  • alto risco cardiovascular
  • idade: 55–80 anos
  • follow-up:
    • DCV: ~4,8 anos
    • mortalidade: até 17 anos

📊 2. SUN (coorte observacional)

  • 23.133 participantes (10.554 analisados >40 anos)
  • população mais jovem e saudável
  • follow-up: até 22 anos

🧠 Como a dieta foi avaliada

Utilizado o escore MEDAS (0–14 pontos):

Inclui:

✔ azeite
✔ frutas
✔ vegetais
✔ peixe
✔ oleaginosas
✔ redução de ultraprocessados

👉 E 1 ponto específico para vinho:

  • ≥7 taças/semana

🔬 Principais resultados

❤️ Doença cardiovascular (DCV)

📍 PREDIMED

  • Alta adesão SEM vinho → HR ~0.84 (não significativo)
  • Alta adesão COM vinho → HR 0.55

👉 45% menor risco de eventos cardiovasculares

📍 SUN

❌ Não houve associação significativa com DCV

📍 Análise combinada

➡ tendência de redução, mas não estatisticamente significativa

⚠️ Interpretação

👉 O benefício cardiovascular NÃO foi consistente entre estudos

☠️  Mortalidade por todas as causas

📍 PREDIMED (17 anos)

  • Dieta mediterrânea sem vinho →  23% mortalidade (HR 0.77)
  • Dieta mediterrânea com vinho →  33% mortalidade (HR 0.67)

👉 vinho adicionou benefício adicional

📍 SUN

  • tendência semelhante
  • mas sem significância estatística

📍 Análise combinada

👉 redução significativa de mortalidade (HR 0.66)

➡ ~34% menor risco de morte

🔥 Achado mais importante

👉