
Um estudo australiano investigou até que ponto o lugar onde a pessoa vive influencia seu peso corporal (BMI) — comparado a fatores individuais.
Em outras palavras: o ambiente engorda ou emagrece?
E quanto disso é ambiente versus biologia, comportamento e características pessoais?
Método
Base de dados
Usaram o banco longitudinal australiano HILDA, acompanhando indivíduos entre 2006 e 2019
(mais de 99 mil observações).
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A pesquisa analisa pessoas que mudaram de endereço dentro da Austrália.
Se o local de destino tem média de peso maior ou menor, observa-se:
➡ O peso da pessoa converge para o padrão da nova região?
Se sim, significa que o lugar tem efeito real no BMI.
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- Event study (estudo de evento) → analisa mudanças de peso antes e depois da mudança.
- Decomposição estatística → compara áreas de maior vs. menor BMI, maior vs. menor desigualdade, densidade urbana, proximidade a mercados etc.
- Modelos de comportamento → avaliam se o local influencia:
- gasto com alimentos em casa
- gasto com comida pronta fora de casa
- nível de atividade física
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O estudo mostra que 15,51% da diferença de peso entre regiões da Austrália é explicada por fatores ambientais, não individuais
(ß = 0,1551).
➡ Isso significa que o ambiente tem influência real, quantificável — mas menor que os fatores pessoais, que explicam os outros 84,5%.
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Nas análises estratificadas:
- Mulheres: efeito do ambiente extremamente forte (ß = 0,27)
- Homens: efeito praticamente inexistente (ß = 0,02)
Isso sugere que mulheres “absorvem” mais o estilo de vida do local onde vivem — alimentação, cultura, disponibilidade de alimentos, infraestrutura etc.
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O efeito só se tornou estatisticamente forte quando a pessoa mudou >100 km.
Movimentos curtos não alteram a influência do ambiente.
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➡ 57% da variação é explicada por onde a pessoa vive
(ß = 0,5704)
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➡ Quase 50% influenciado pelo ambiente
(ß = 0,4981)
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➡ Não houve influência significativa do ambiente
(ß = 0,2397; NS)
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O ambiente molda o que a pessoa come, mas não quanto ela se exercita.
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A decomposição mostra:
Isso reforça que ambientes “obesogênicos” existem — e pesam muito nos hábitos alimentares.
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Áreas mais densas (com mais recursos, mercados, acesso à comida fresca e deslocamentos a pé) apresentaram:
➡ 18% das diferenças de BMI atribuídas só ao ambiente
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O efeito não é imediato — o gráfico de 12 anos antes e 12 anos depois mostra:
- Quase nenhuma tendência prévia
- Ganho gradual de peso após a mudança
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“O ambiente explica parte importante do peso corporal (15–30%). Mas a maior parte ainda é determinada por fatores individuais. A alimentação é o principal mecanismo ambiental — não exercício. Mulheres são muito mais sensíveis ao ambiente que homens, por isso as mulheres com lipedema devem se atentar. Políticas públicas devem focar em: melhorar acesso a alimentos saudáveis, reduzir comida ultraprocessada e fast food, urbanização mais densa e caminhável.” – Conclui o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico com foco no tratamento de lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).
Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.
Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.
Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

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