Nunca a frase “você é o que você come” fez tanto sentido como atualmente.
A alimentação é um dos tratamentos modificáveis mais importantes que os indivíduos podem aproveitar para melhorar a sua saúde e bem-estar.
Infelizmente, uma tendência alarmante nas últimas décadas é a mudança de alimentos frescos e minimamente processados para “fast-foods”, dietas altamente modificadas, de sabor apelativo mas de baixo valor nutricional. Evidências recentes sugerem que o consumo destes produtos dietéticos pode ter um efeito prejudicial não só na saúde física, mas também na saúde mental.
‘Alimentos ultraprocessados’ (UPFs) é uma classificação relativamente nova de alimentos sob o sistema de classificação NOVA. Esses alimentos são feitos de extratos de gorduras, amidos, açúcares adicionados e gorduras hidrogenadas.
Eles também podem conter aditivos como cores e sabores artificiais ou estabilizantes. Esses alimentos incluem refeições congeladas, refrigerantes, cachorros-quentes, fast food, biscoitos embalados, bolos e salgadinhos.
Um crescente corpo de investigação tem sinalizado os UPF como diretamente responsáveis por doenças, incluindo síndrome do intestino irritável, câncer, demência, obesidade e excesso de peso, redução da resposta imunitária e outras doenças crônicas. Recentemente, temos estudos sobre o impacto na saúde mental.
“A crescente onipresença das doenças de saúde mental em todo o mundo torna essencial a identificação dos seus riscos, especialmente quando esses riscos são comportamentais e facilmente ajustáveis. As mulheres com lipedema apresentam uma alta incidência de ansiedade e depressão. Entender e tratar os fatores desencadeantes para tal faz toda a diferença no longo prazo. Cirurgia nunca irá tratar isso.” – Alerta o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular médico especialista em Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).
Em um recente estudo longo prazo realizado entre 2003 e 2017, com acompanhamento a cada quatro anos. A coorte da amostra compreendeu 31.712 mulheres com idades entre 42 e 62 anos (média de 52), todas os quais não apresentavam sintomas clínicos de depressão no início do estudo.
A ingestão de UPF foi quantificada definindo primeiro UPF em conformidade com a classificação NOVA da categoria de alimentos. As dietas UPF foram posteriormente classificadas em seus componentes constituintes para poder adicional de avaliação do modelo, cada um dos quais foi analisado separadamente.
Isso incluía grãos ultraprocessados, refeições prontas, doces, gorduras e molhos, salgadinhos, laticínios ultraprocessados, adoçantes artificiais, carnes processadas, bebidas e adoçantes.
Os resultados deste estudo estabelecem uma associação direta entre maior consumo de UPF e aumento do risco de depressão, conforme indicado pelas taxas de risco de 1,49 (2.122 indivíduos) e 1,34 (4.840 casos) para as definições estrita (1) e ampla (2) de depressão, respectivamente.
(1) uma definição estrita que requer depressão diagnosticada pelo médico e uso regular de antidepressivos e
(2) uma definição ampla que requer diagnóstico clínico e/ou uso de antidepressivos.
Indivíduos com alto consumo de UPF também apresentaram prevalência aumentada de outros comportamentos não saudáveis, incluindo tabagismo, baixos níveis de atividade física, IMC elevado e comorbidades de depressão, especificamente diabetes, hipertensão e dislipidemia.
“Um dado interessante é que as análises exploratórias revelaram que uma redução na ingestão de alimentos ultra processados em três porções por dia foi capaz de resgatar parcialmente as participantes do risco de depressão, em comparação com as participantes que mantiveram um padrão de consumo relativamente estável. Ou seja, é possível melhorar independente da idade. Mas é necessário mudar.” – Afirma.
Os autores examinaram então a ligação entre categorias específicas de alimentos ultraprocessados e o risco de depressão. Os resultados mostraram que apenas bebidas adoçadas artificialmente e adoçantes artificiais estavam associados a um maior risco de depressão.
Dados experimentais recentes sugerem que os adoçantes artificiais mudam a flora intestinal e mudam o eixo intestino-cérebro alterando transmissões específicas no cérebro, o que pode ser parte da explicação.
Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.
Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.
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