
Um recente estudo avaliou de forma sistemática como a transição menopausal (pré-menopausa, perimenopausa e pós-menopausa) influencia:
- composição corporal
- distribuição de gordura (especialmente gordura visceral)
- massa magra e muscular
sempre considerando diferentes categorias de IMC (eutrofia, sobrepeso e obesidade).
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- Estudo transversal retrospectivo
- 325 mulheres avaliadas
- Hospital universitário da Universidade de Medicina de Poznań (Polônia)
- Classificação:
- pré-menopausa (grupo controle)
- perimenopausa
- pós-menopausa
- Cada grupo ainda estratificado em:
- peso normal
- sobrepeso
- obesidade
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- Perimenopausa
- 45–55 anos
- ciclos irregulares ou regulares
- FSH entre 15–25 mIU/mL
- estradiol > 100 pg/mL
- Pós-menopausa
- ≥ 1 ano sem menstruação
- FSH > 25 mIU/mL
- estradiol < 10 pg/mL
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- Bioimpedância elétrica multifrequencial (BIA – ACCUNIQ BC380)
- Avaliados:
Compartimentos corporais:
- massa magra total
- massa magra mole
- massa muscular esquelética
- água corporal total
- proteínas
- minerais
- massa gorda total
- percentual de gordura
- relação cintura-quadril
- área de gordura visceral
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Em todas as categorias de IMC, as mulheres na pós-menopausa apresentaram:
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- massa magra total
- massa magra mole
- massa muscular esquelética
- água corporal total
- conteúdo proteico
- conteúdo mineral
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- percentual de gordura corporal
- área de gordura visceral
- relação cintura-quadril
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O efeito da menopausa na composição corporal foi mais evidente nas mulheres com peso normal.
No grupo eutrófico:
- a gordura visceral aumentou progressivamente:
- pré → peri → pós-menopausa
- o percentual de gordura também aumentou claramente
- e a perda de massa muscular foi mais perceptível
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não é necessário ser obesa para sofrer piora metabólica relevante na menopausa.
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Apresentaram na pós-menopausa:
- menor massa magra
- menor massa muscular esquelética
- menor água corporal
- menor conteúdo mineral e proteico
- maior gordura visceral
- maior relação cintura-quadril
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Na pós-menopausa:
- maior relação cintura-quadril
- maior área de gordura visceral
A perda de massa muscular foi menos acentuada que no grupo eutrófico.
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Curiosamente:
- a massa gorda total foi até discretamente menor na pós-menopausa em comparação às pré-menopáusicas
- porém o padrão de redistribuição central permaneceu
Os autores interpretam isso como uma atenuação relativa da perda muscular em mulheres com maior peso corporal, provavelmente pelo maior estímulo mecânico.
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Além da composição corporal, o estudo mostrou que:
- glicemia de jejum aumentou em peri e pós-menopausa
- especialmente nas mulheres com sobrepeso e obesidade
- colesterol total também foi maior na pós-menopausa
- insulina mais elevada em mulheres obesas pós-menopausa
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a mudança corporal vem acompanhada de piora metabólica mensurável.
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O artigo destaca que a queda do estradiol:
- favorece deposição de gordura visceral
- reduz manutenção e regeneração muscular
- aumenta inflamação sistêmica
- estimula vias catabólicas musculares
O músculo esquelético possui receptores de estrogênio e depende dele para:
- ativação de células satélite
- regeneração de fibras
- manutenção da massa muscular
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O estudo discute que:
- a perda muscular na menopausa:
- reduz força
- aumenta risco de quedas
- favorece fragilidade
- a redução de massa muscular compromete o estímulo mecânico ósseo
- a gordura visceral aumenta citocinas inflamatórias que também prejudicam o osso
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sarcopenia + obesidade visceral + risco ósseo
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O trabalho reforça fortemente o conceito de:
obesidade sarcopênica na menopausa
Caracterizada por:
- aumento de gordura visceral
- redução de massa muscular
- inflamação crônica
- pior sensibilidade à insulina
- pior perfil lipídico
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“A avaliação rotineira de massa muscular, gordura visceral e composisção corporal deve fazer parte da avaliação clínica da mulher , no climatério, pois a gordura visceral é um marcador central de risco cardiometabólico, a perda muscular é determinante funcional e metabólico e intervenções precoces com reposição hormonal, exercício resistido, atividade física regular, ingestão proteica adequada são estratégias prioritárias para mulheres na transição menopausal.” – Analisa o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular formado pela USP com ênfase no tratamento do Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).
Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.
Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.
Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

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