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Seu corpo somente piora mesmo comendo bem e treinando?

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Um recente estudo avaliou de forma sistemática como a transição menopausal (pré-menopausa, perimenopausa e pós-menopausa) influencia:

  • composição corporal
  • distribuição de gordura (especialmente gordura visceral)
  • massa magra e muscular

👉 sempre considerando diferentes categorias de IMC (eutrofia, sobrepeso e obesidade).

🧪 Desenho do estudo

  • Estudo transversal retrospectivo
  • 325 mulheres avaliadas
  • Hospital universitário da Universidade de Medicina de Poznań (Polônia)
  • Classificação:
    • pré-menopausa (grupo controle)
    • perimenopausa
    • pós-menopausa
  • Cada grupo ainda estratificado em:
    • peso normal
    • sobrepeso
    • obesidade

🧍‍♀️ Critérios hormonais de classificação

  • Perimenopausa
    • 45–55 anos
    • ciclos irregulares ou regulares
    • FSH entre 15–25 mIU/mL
    • estradiol > 100 pg/mL
  • Pós-menopausa
    • ≥ 1 ano sem menstruação
    • FSH > 25 mIU/mL
    • estradiol < 10 pg/mL

📏 Como a composição corporal foi avaliada

  • Bioimpedância elétrica multifrequencial (BIA – ACCUNIQ BC380)
  • Avaliados:

Compartimentos corporais:

  • massa magra total
  • massa magra mole
  • massa muscular esquelética
  • água corporal total
  • proteínas
  • minerais
  • massa gorda total
  • percentual de gordura
  • relação cintura-quadril
  • área de gordura visceral

📊 Principais resultados – visão geral

Em todas as categorias de IMC, as mulheres na pós-menopausa apresentaram:

🔻 Redução significativa de:

  • massa magra total
  • massa magra mole
  • massa muscular esquelética
  • água corporal total
  • conteúdo proteico
  • conteúdo mineral

🔺 Aumento significativo de:

  • percentual de gordura corporal
  • área de gordura visceral
  • relação cintura-quadril

👉 caracterizando redistribuição central da gordura (padrão andróide).

⚠️ O achado mais relevante do estudo

O efeito da menopausa na composição corporal foi mais evidente nas mulheres com peso normal.

No grupo eutrófico:

  • a gordura visceral aumentou progressivamente:
    • pré → peri → pós-menopausa
  • o percentual de gordura também aumentou claramente
  • e a perda de massa muscular foi mais perceptível

👉 Isso mostra que:

não é necessário ser obesa para sofrer piora metabólica relevante na menopausa.

🧠 Diferenças entre os grupos de IMC

✔ Mulheres com peso normal

Apresentaram na pós-menopausa:

  • menor massa magra
  • menor massa muscular esquelética
  • menor água corporal
  • menor conteúdo mineral e proteico
  • maior gordura visceral
  • maior relação cintura-quadril

✔ Mulheres com sobrepeso

Na pós-menopausa:

  • maior relação cintura-quadril
  • maior área de gordura visceral

A perda de massa muscular foi menos acentuada que no grupo eutrófico.

✔ Mulheres com obesidade

Curiosamente:

  • a massa gorda total foi até discretamente menor na pós-menopausa em comparação às pré-menopáusicas
  • porém o padrão de redistribuição central permaneceu

Os autores interpretam isso como uma atenuação relativa da perda muscular em mulheres com maior peso corporal, provavelmente pelo maior estímulo mecânico.

🩸 Alterações metabólicas associadas

Além da composição corporal, o estudo mostrou que:

  • glicemia de jejum aumentou em peri e pós-menopausa
  • especialmente nas mulheres com sobrepeso e obesidade
  • colesterol total também foi maior na pós-menopausa
  • insulina mais elevada em mulheres obesas pós-menopausa

👉 Ou seja:

a mudança corporal vem acompanhada de piora metabólica mensurável.

🧬 Mecanismo fisiopatológico discutido

O artigo destaca que a queda do estradiol:

  • favorece deposição de gordura visceral
  • reduz manutenção e regeneração muscular
  • aumenta inflamação sistêmica
  • estimula vias catabólicas musculares

O músculo esquelético possui receptores de estrogênio e depende dele para:

  • ativação de células satélite
  • regeneração de fibras
  • manutenção da massa muscular

🦴 Relação músculo – gordura – osso

O estudo discute que:

  • a perda muscular na menopausa:
    • reduz força
    • aumenta risco de quedas
    • favorece fragilidade
  • a redução de massa muscular compromete o estímulo mecânico ósseo
  • a gordura visceral aumenta citocinas inflamatórias que também prejudicam o osso

👉 criando um cenário típico de:
sarcopenia + obesidade visceral + risco ósseo

🚨 Sarcopenic obesity

O trabalho reforça fortemente o conceito de:

obesidade sarcopênica na menopausa

Caracterizada por:

  • aumento de gordura visceral
  • redução de massa muscular
  • inflamação crônica
  • pior sensibilidade à insulina
  • pior perfil lipídico

🎯 Conclusão clínica 

“A avaliação rotineira de massa muscular, gordura visceral e composisção corporal deve fazer parte da avaliação clínica da mulher , no climatério, pois a gordura visceral é um marcador central de risco cardiometabólico, a perda muscular é determinante funcional e metabólico e intervenções precoces com reposição hormonal, exercício resistido, atividade física regular, ingestão proteica adequada são estratégias prioritárias para mulheres na transição menopausal.” – Analisa o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular formado pela USP com ênfase no tratamento do Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

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