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Infarto é coisa de velho?

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Um recente estudo investigou diferenças entre homens e mulheres jovens hospitalizados com o primeiro infarto agudo do miocárdio (IAM), analisando:

  • Perfil de fatores de risco
  • Complicações hospitalares
  • Mortalidade intra-hospitalar
  • Influência de fatores de risco tradicionais e não tradicionais

O foco foi entender por que mulheres jovens continuam apresentando pior prognóstico após infarto.

📌 2️⃣ Base de dados e metodologia

🔬 Fonte de dados

National Inpatient Sample (NIS), um dos maiores bancos hospitalares dos EUA.

📊 Período analisado

2011–2022

👥 População

Adultos jovens hospitalizados com primeiro infarto agudo do miocárdio, classificados em:

  • STEMI (infarto com supra de ST)
  • NSTEMI (infarto sem supra de ST)

O estudo avaliou:

  • Fatores de risco tradicionais
  • Fatores de risco não tradicionais
  • Complicações hospitalares
  • Mortalidade intra-hospitalar

📌 3️⃣ Perfil de fatores de risco

🔹 Fatores de risco tradicionais

Os mais comuns foram:

  • Hipertensão (≈70% dos casos)
  • Dislipidemia
  • Tabagismo
  • Diabetes
  • Obesidade

A hipertensão foi o fator mais prevalente em ambos os sexos.

🔹 Fatores de risco não tradicionais

Incluíram:

  • Baixa renda
  • Doença renal crônica
  • Doenças inflamatórias reumatológicas
  • HIV
  • Estados hipercoaguláveis
  • Transtornos psiquiátricos
  • Uso de drogas
  • Apneia do sono
  • Hipotireoidismo

Mulheres apresentaram maior prevalência de vários desses fatores, especialmente:

  • Doenças inflamatórias
  • Transtornos psiquiátricos
  • Hipotireoidismo
  • Baixa renda

📌 4️⃣ Mortalidade hospitalar

🔴 STEMI

Mortalidade hospitalar:

  • Mulheres: 3,1%
  • Homens: 2,5%

Diferença significativa.

Mesmo após ajuste estatístico para múltiplos fatores:

👉 mulheres tiveram 24% maior chance de morrer no hospital.

OR ajustado: 1,24.

📈 Tendência temporal

Entre 2011 e 2022 houve aumento da mortalidade hospitalar em jovens com STEMI:

  • 2,1% → 3,3%

Ou seja, o prognóstico não está melhorando nessa população.

📌 5️⃣ Complicações hospitalares

Diferenças importantes entre sexos:

Mulheres

Maior risco de:

  • Choque cardiogênico
  • Sangramento maior
  • AVC agudo

Homens

Maior risco de:

  • Insuficiência renal aguda

📌 6️⃣ Fatores associados à mortalidade

Após ajustes multivariados, os principais preditores de morte hospitalar foram:

Tradicionais

  • Diabetes (OR ≈ 1,61)

Não tradicionais

  • Doença renal crônica (OR ≈ 3,19)
  • Baixa renda (OR ≈ 1,24)
  • Uso de drogas ilícitas (OR ≈ 1,63)

Curiosamente, após ajuste completo, a maioria dos fatores tradicionais perdeu significância, exceto diabetes e obesidade.

📌 7️⃣ Possíveis explicações para pior prognóstico feminino

Os autores sugerem várias hipóteses:

1️⃣ Atraso no diagnóstico

Mulheres jovens frequentemente apresentam:

  • sintomas atípicos
  • menor suspeita clínica

2️⃣ Menor acesso a procedimentos

Estudos mostram que mulheres recebem menos:

  • angiografia
  • revascularização

3️⃣ Atraso na apresentação hospitalar

Mulheres podem procurar atendimento mais tarde.

4️⃣ Perfil de risco mais complexo

Maior prevalência de:

  • fatores psicossociais
  • doenças autoimunes
  • fatores socioeconômicos

📌 8️⃣ Importância dos fatores sociais

O estudo destaca que determinantes sociais de saúde tiveram impacto relevante.

Particularmente:

  • baixa renda
  • uso de drogas
  • doença renal

foram associados a maior mortalidade.

Isso sugere que risco cardiovascular em jovens não é apenas biológico.

📌 9️⃣ Conclusão do estudo

O estudo confirma que:

  • Mulheres jovens continuam tendo maior mortalidade após primeiro infarto
  • Elas apresentam perfil de risco mais complexo
  • Fatores não tradicionais têm papel importante no prognóstico

Apesar dos avanços na cardiologia, a desigualdade entre sexos persiste.

🎯 Essência do artigo

Mesmo entre adultos jovens com primeiro infarto, mulheres continuam apresentando pior prognóstico hospitalar, provavelmente devido a uma combinação de fatores biológicos, sociais e diferenças no tratamento.

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

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