
Um recente estudo investigou se indivíduos jovens com obesidade apresentam:
- Redução nos níveis circulantes de colina (choline)
- Associação entre colina e:
- Resistência à insulina (IR)
- Marcadores inflamatórios
- Disfunção hepática
- Neurofilamento leve (NfL), biomarcador de dano axonal neuronal
Além disso, validar se a correlação entre colina e NfL também ocorre em:
- Pacientes com Comprometimento Cognitivo Leve (MCI)
- Pacientes com Doença de Alzheimer (AD) moderada e grave
Metodologia
Coorte Obesidade
- 15 adultos com IMC saudável (18,5–24,9)
- 15 adultos com obesidade (IMC >30)
- Idade média: 33,6 anos
- Excluídos: diabéticos, doenças hepáticas, uso de medicamentos, suplementos
Foram medidos:
- Colina circulante
- % de gordura corporal
- Marcadores hepáticos (aldolase B e sorbitol desidrogenase)
- Citocinas inflamatórias (IL-6, TNF-α)
- Resistência à insulina
- NfL plasmático
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- Pacientes com MCI
- Pacientes com AD moderada (Braak IV)
- Pacientes com AD severa (Braak VI)
- Controles pareados por idade
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Indivíduos obesos apresentaram:
- ↓ Colina circulante
- Correlação negativa entre colina e:
- % gordura corporal
- Resistência à insulina
- Citocinas inflamatórias
- Enzimas hepáticas
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Aldolase B e sorbitol desidrogenase estavam elevadas nos obesos.
Essas enzimas:
- Indicam disfunção hepática
- Estão associadas a resistência à insulina e DM2
- Correlacionaram-se negativamente com colina
Sugere-se que baixa colina pode comprometer metabolismo hepático e glicídico.
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- Adultos com ingestão >310 mg/dia de colina têm:
- 26% menos IL-6
- 6% menos TNF-α
- Em modelos animais:
- Deficiência de colina ↑ TNF-α e patologia amiloide
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Obesos apresentaram:
- ↑ NfL plasmático (marcador de dano axonal)
- Correlação negativa entre colina e NfL
Essa mesma correlação foi observada em MCI e AD.
Ou seja:
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Os autores sugerem que a colina pode ser “desviada” para:
- Formação de fosfolipídios no tecido adiposo
- Atender maior demanda metabólica em dietas ricas em gordura
Isso reduziria sua disponibilidade para:
- Fígado
- Cérebro
Podendo comprometer:
- Metabolismo
- Integridade neuronal
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Boa parte dos Brasileiros não atingem ingestão adequada de colina
Evidências citadas no artigo mostram que:
- Dieta Mediterrânea (rica em colina) reduz risco de AD em até 30%
- Consumo frequente de ovos associa-se a 39% menor risco de AD
Colina pode ser um elo metabólico entre:
Obesidade → Resistência à insulina → Inflamação → Dano neuronal → Alzheimer.
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- Amostra pequena (n=30 na coorte obesidade)
- Não avaliou ingestão dietética direta
- Não mediu metabólitos como TMAO
- Não avaliou cognição na coorte jovem
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“A colina circulante é um indicador de disfunção metabólica na obesidade. Toda pessoa com alta porcentagem de gordura corporal apresenta colina baixa. A colina baixa correlaciona-se com inflamação e dano neuronal. A sua suplementação pode representar fator modificável na prevenção de resistência à insulina, diabetes e Doença de Alzheimer, além de ajudar no tratamento das mulheres com lipedema.” – Conclui o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular formado pela USP com ênfase no tratamento do Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).
Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.
Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.
Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:


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