Síndrome de ovários policísticos finalmente vai mudar

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Um artigo publicado ontem propõe oficialmente a mudança do nome da síndrome dos ovários policísticos (PCOS) para:

🧬 Polyendocrine Metabolic Ovarian Syndrome (PMOS)

(em português: Síndrome Ovariana Metabólica Poli-endócrina)

A proposta surgiu após um enorme processo global de consenso envolvendo:

  • pacientes,
  • sociedades médicas,
  • endocrinologistas,
  • ginecologistas,
  • pesquisadores,
  • especialistas em implementação,
  • grupos de advocacy.

O principal argumento:
🚨 o nome “síndrome dos ovários policísticos” é biologicamente incorreto, reduz a doença aos ovários e prejudica diagnóstico, tratamento, pesquisa e percepção social.

O que motivou a mudança do nome?

Os autores destacam vários problemas do termo PCOS:

1. “Ovários policísticos” é um termo errado

A síndrome NÃO é caracterizada por cistos ovarianos patológicos.

O que existe:

  • múltiplos folículos pequenos,
  • interrupção da maturação folicular,
  • alterações hormonais ovarianas.

Ou seja:
🚨 não são “cistos”.

O termo gera:

  • confusão em pacientes,
  • confusão em médicos,
  • atraso diagnóstico,
  • exames desnecessários,
  • banalização da doença.

2. A doença é muito mais que “ovário”

O artigo enfatiza que a condição é:
🧬 endócrina
🧬 metabólica
🧬 inflamatória
🧬 neuroendócrina
🧬 cardiovascular

E não apenas ginecológica.

Principais manifestações descritas

Metabólicas

  • resistência insulínica,
  • obesidade,
  • diabetes tipo 2,
  • hipertensão,
  • dislipidemia,
  • esteatose hepática,
  • síndrome metabólica,
  • apneia do sono,
  • risco cardiovascular aumentado.

Reprodutivas

  • anovulação,
  • infertilidade,
  • irregularidade menstrual,
  • complicações gestacionais,
  • risco aumentado de câncer endometrial.

Dermatológicas

  • acne,
  • hirsutismo,
  • alopecia.

Psicológicas

  • ansiedade,
  • depressão,
  • pior qualidade de vida,
  • transtornos alimentares.

Prevalência

O artigo reforça que:
📌 mais de 170 milhões de mulheres no mundo são afetadas.

E até:
⚠️ 70% permanecem sem diagnóstico.

O que significa “Polyendocrine”?

O termo “polyendocrine” foi escolhido porque:
a síndrome envolve múltiplos eixos hormonais.

Incluindo:

  • insulina,
  • andrógenos,
  • LH,
  • GnRH,
  • AMH,
  • adipocinas,
  • hormônios ovarianos,
  • eixo neuroendócrino.

Os autores destacam que:
🚨 a resistência insulínica está presente em cerca de 85% das pacientes.

Mesmo mulheres magras podem ter resistência insulínica significativa.

O componente metabólico foi considerado CENTRAL

O artigo reforça fortemente que:
PMOS é uma doença metabólica.

Foram citados:

  • inflamação crônica,
  • disfunção adipocitária,
  • hiperinsulinemia,
  • obesidade visceral,
  • risco cardiovascular aumentado,
  • disfunção autonômica,
  • aumento do risco de IAM e AVC.

Os autores citam:
📌 OR de 2,5 para infarto
📌 OR de 1,71 para AVC em mulheres com PMOS.

O termo “ovarian” foi mantido. Por quê?

Houve discussão intensa sobre:

  • reproductive,
  • ovulatory,
  • ovarian.

O termo “ovarian” venceu porque:
✔ engloba alterações foliculares
✔ alterações ovulatórias
✔ alterações hormonais ovarianas
✔ mantém conexão histórica com a doença

E evita limitar a síndrome apenas à fertilidade.

Como o consenso foi feito?

O processo foi gigantesco.

Participaram:

  • 14.360 pessoas,
  • pacientes,
  • médicos,
  • pesquisadores,
  • representantes de todos os continentes.

Foram utilizados:

  • Delphi,
  • workshops,
  • técnicas de consenso,
  • análise de marketing,
  • análise cultural,
  • implementação em sistemas de saúde.

Motivos sociais e psicológicos para mudar o nome

Muitas mulheres relataram:
⚠️ estigma
⚠️ vergonha
⚠️ associação automática com infertilidade
⚠️ sensação de “defeito ovariano”

Em algumas culturas:
fertilidade feminina influencia valor social e conjugal.

Os autores destacam que o nome atual reforçava sofrimento psicológico.

Estratégia de implementação

A mudança ocorrerá em:
📅 3 anos.

Incluindo:

  • atualização de guidelines,
  • prontuários,
  • ICD,
  • livros,
  • sociedades médicas,
  • pesquisas,
  • educação médica,
  • campanhas públicas.

Mensagem mais importante do artigo

O artigo deixa clara uma mudança conceitual enorme:

🚨 PMOS não é uma doença “dos ovários”.

É uma síndrome:
🧬 metabólica
🧬 endócrina
🧬 inflamatória
🧬 cardiovascular
🧬 sistêmica

Com impacto:

  • cerebral,
  • vascular,
  • hepático,
  • reprodutivo,
  • metabólico,
  • psicológico.

Conclusão dos autores

Os autores concluem que:
o novo nome:
✔ melhora precisão científica
✔ reduz estigma
✔ melhora comunicação
✔ melhora entendimento da doença
✔ melhora advocacy
✔ melhora pesquisa
✔ melhora alinhamento com fisiopatologia atual.

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

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