
Um recente estudo investigou se níveis baixos de vitamina D antes da cirurgia estão associados a:
- mais dor pós-operatória,
- maior necessidade de opioides,
- pior recuperação em mulheres submetidas à mastectomia radical modificada unilateral por câncer de mama.
Contexto fisiológico
Os autores destacam que a vitamina D não atua apenas em:
cálcio
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Ela também participa de:
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Evidências anteriores já mostravam associação entre deficiência de vitamina D e:
- dor musculoesquelética,
- dor crônica,
- dor oncológica,
- maior uso de opioides.
Desenho do estudo
Tipo
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Realizado no:
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Período:
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Participantes
Total:
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Todas:
- ASA II–III,
- 20–65 anos,
- submetidas à mastectomia radical modificada unilateral eletiva.
Divisão dos grupos
As pacientes foram separadas conforme vitamina D sérica pré-operatória:
Grupo deficiência
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n = 92
Grupo suficiente
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n = 92
O que foi avaliado?
Desfecho principal
Dor moderada/intensa:
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12 horas após cirurgia.
Outros desfechos
Os pesquisadores também avaliaram:
- consumo intraoperatório de fentanil,
- consumo pós-operatório de tramadol,
- náusea/vômitos,
- sedação,
- estabilidade hemodinâmica,
- satisfação da paciente,
- tempo de internação.
Resultados principais
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Dor moderada/intensa após 12h:
Deficientes:
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Suficientes:
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Diferença absoluta:
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A diferença apareceu cedo
Após apenas:
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Dor moderada/intensa:
Deficientes:
32,6%
Suficientes:
19,6%
Maior carga total de dor
Os autores utilizaram:
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Resultado:
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Fentanil intraoperatório
Pacientes deficientes precisaram mais fentanil:
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Tramadol pós-operatório
A diferença foi enorme:
Deficientes:
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Suficientes:
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Diferença:
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Tempo de internação
Também houve:
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nas pacientes deficientes.
Regressão logística
Mesmo ajustando para:
- idade,
- IMC,
- ASA,
- duração da cirurgia,
- uso de fentanil, a deficiência de vitamina D permaneceu associada a:
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OR ajustado:
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Ou seja:
mais de 3 vezes maior chance de dor significativa no pós-operatório.
Possíveis mecanismos fisiológicos
“ A vitamina D pode modular dor através de redução de citocinas inflamatórias como TNF-alfa, IL-6, prostaglandina E2. Além disso, a deficiência de vitamina D pode contribuir para sensibilização periférica, hipersensibilidade nervosa, sensibilização central, diminuindo o limiar de dor. Isso é muito importante para as mulheres com lipedema pois grande parte delas é deficiente em vitamina D.” – Comenta o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular formado pela USP com ênfase no tratamento do Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).
Relação com câncer de mama
Os autores reforçam que:
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E pode estar relacionada a:
- progressão tumoral,
- pior inflamação,
- pior qualidade de vida.
Limitações do estudo
Os autores reconhecem limitações importantes:
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Não prova causalidade.
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Todas pacientes egípcias.
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Apenas 24h.
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- ansiedade,
- depressão,
- qualidade do sono,
- marcadores inflamatórios,
- estágio tumoral.
Conclusão do estudo
Os autores concluem que:
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- mais dor pós-operatória,
- maior consumo de opioides,
- pior recuperação imediata.
E sugerem que:
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Interpretação clínica importante
O artigo reforça um conceito cada vez mais forte:
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Ela participa de:
- imunidade,
- inflamação,
- função neurológica,
- percepção de dor,
- recuperação cirúrgica.
E talvez explique porque pacientes com deficiência:
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Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.
Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

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