Exercício não serve apenas para gastar calorias

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Um estudo publicado em 2026 na Cell Reports Medicine mostrou que a intensidade do exercício modifica profundamente a comunicação entre os órgãos.

Os pesquisadores compararam exercício moderado com sprint intervalado de alta intensidade e analisaram proteínas, metabólitos e respostas de diferentes tecidos.

No protocolo de sprint, formado por 6 tiros de 30 segundos, cerca de 714 proteínas mudaram imediatamente após o exercício. Isso correspondeu a aproximadamente 25% das proteínas avaliadas. No exercício moderado, apenas 7 proteínas mudaram de forma imediata.

O metaboloma também respondeu de maneira diferente. Após o exercício intenso, 203 metabólitos se modificaram logo após a sessão, incluindo lactato, piruvato, malato e Lac-Phe. No exercício moderado, a resposta foi menor inicialmente e mais tardia.

O músculo funciona como um órgão endócrino

Uma das principais mensagens do estudo é que o músculo não serve apenas para gerar força e movimento.

Durante o exercício, ele libera proteínas e outros sinais que podem conversar com:

  • tecido adiposo;
  • fígado;
  • cérebro;
  • sistema imune;
  • vasos sanguíneos.

E a intensidade do exercício muda essa comunicação.

O tecido adiposo também responde

“ Os pesquisadores colocaram plasma coletado após o exercício em contato com adipócitos humanos. O plasma pós-sprint provocou uma grande mudança na expressão genética dessas células: 1.128 genes aumentaram e 549 diminuíram. Já o plasma após exercício moderado produziu alterações muito menores. Isso mostra que o exercício pode alterar temporariamente o funcionamento do tecido adiposo, e não apenas aumentar o gasto calórico. Podemos pensar no exercício intenso como uma forma de ajudar no tratamento do lipedema.”  – Informa o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular formado pela USP com ênfase no tratamento do Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).

Relação com saúde metabólica

Os autores também cruzaram as proteínas modificadas pelo exercício com dados de 53.026 pessoas do UK Biobank.

Foram identificadas 143 proteínas associadas a menor risco de diferentes grupos de doenças, e a maioria delas havia sido estimulada pelo exercício intenso.

Quando analisaram especificamente obesidade, diabetes tipo 2 e doenças metabólicas, 32 de 33 proteínas associadas a menor risco foram modificadas pelo protocolo de sprint.

Mas isso não significa que essas proteínas sejam necessariamente responsáveis pela proteção, nem que exercício intenso seja superior para todas as pessoas.

A principal mensagem

O estudo foi pequeno e predominantemente masculino, portanto seus resultados precisam ser confirmados em populações maiores.

Mesmo assim, ele reforça um conceito importante:

exercício não é apenas uma forma de gastar calorias. É um estímulo molecular capaz de mudar, em poucos minutos, a maneira como diferentes órgãos se comunicam.

E a intensidade parece modificar profundamente essa mensagem.

Por isso, talvez seja mais adequado pensar em exercício não apenas como “queima de energia”, mas como uma verdadeira intervenção metabólica sistêmica.

Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

 

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