Nos últimos anos, o uso de finasterida e dutasterida em mulheres tem crescido, principalmente no contexto de queda de cabelo. No entanto, quando falamos de pacientes com lipedema, essa decisão precisa ser analisada com muito mais cautela.
Porque o impacto vai muito além do cabelo.
O que esses medicamentos fazem?
Finasterida e dutasterida atuam bloqueando a enzima 5-alfa-redutase, responsável por converter testosterona em DHT (di-hidrotestosterona).
Ou seja:
↓ DHT
↑ testosterona disponível para aromatização
↑ conversão em estradiol
O problema no lipedema: aumento de estradiol
O lipedema tem influência hormonal, especialmente do estradiol.
Quando você bloqueia DHT:
Parte da testosterona é desviada para a via da aromatase Isso pode levar a aumento relativo de estradiol
E isso pode gerar:
Maior inflamação do tecido adiposo
Aumento da deposição de gordura subcutânea
Retenção hídrica
Potencial ganho de peso
Exatamente o oposto do que queremos no tratamento do lipedema.
Outro ponto crítico: perda de massa muscular
O DHT não é apenas um hormônio “do cabelo”.
Ele tem papel importante em:
Força muscular
Manutenção de massa magra
Função metabólica
Ao bloquear DHT:
Pode haver redução de estímulo anabólico Diminuição de massa muscular
E isso tem consequências diretas:
Piora do metabolismo
Redução do gasto energético
Maior facilidade para ganho de gordura
Piora funcional do lipedema
Em resumo: menos músculo = mais progressão da doença
Estamos tratando a causa ou mascarando o sintoma?
A grande questão é que, na maioria das mulheres, a queda de cabelo não é causada por excesso de DHT.
As causas mais comuns são:
Vitamina D baixa Ferritina baixa (estoque de ferro)
Esses dois fatores impactam diretamente o ciclo do folículo capilar.
O que deveria ser feito primeiro
Antes de qualquer bloqueio hormonal, o foco deveria ser:
Corrigir vitamina D Otimizar ferritina (idealmente > 50–70 ng/mL) Garantir ingestão proteica adequada Avaliar micronutrientes (zinco, biotina, complexo B) Ajustar metabolismo e inflamação
Isso trata a raiz do problema — não apenas o sintoma.
Conclusão
O uso de finasterida ou dutasterida em mulheres com lipedema pode gerar um efeito metabólico desfavorável:
Aumento de estradiol Potencial ganho de peso Redução de massa muscular
Enquanto isso, muitas vezes a causa real da queda de cabelo está em:
deficiência nutricional simples e tratável
Em lipedema, cada decisão hormonal importa.
E tratar o cabelo às custas do metabolismo pode sair caro.
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Um recente artigo revisa de forma abrangente como hormônios sexuais (estrogênio, progesterona e testosterona) influenciam:
coagulação
sistema vascular
risco de trombose venosa (TEV)
risco cardiovascular
CONCEITO CENTRAL
A trombose ocorre pela tríade de Virchow:
estase venosa
hipercoagulabilidade
disfunção vascular
A terapia hormonal atua nos três pilares ao mesmo tempo
MECANISMOS BIOLÓGICOS
1. Estrogênio → pró-trombótico
O estrogênio:
⬆ aumenta:
fibrinogênio
fatores VII, VIII e X
trombina
⬇ reduz:
proteína S
antitrombina
Resultado: estado pró-coagulante
2. Progesterona (progestágenos)
Não é neutra
Ela:
potencializa os efeitos do estrogênio
dependendo do tipo → pode aumentar mais o risco
progestágenos sintéticos (ex: drospirenona, desogestrel): maior risco trombótico
3. Testosterona
Em níveis fisiológicos → neutra
Em doses altas → pode:
↑ hematócrito
↑ viscosidade
impacto trombótico ainda incerto
RISCO DE TROMBOSE (DADOS CLÍNICOS)
Anticoncepcional combinado
aumenta risco de TEV em:
3,5 vezes
Mas atenção:
risco absoluto ainda é baixo:
~2–4 casos / 10.000 mulheres/ano → sem uso
~6–12 casos / 10.000 → com uso
Terapia de reposição hormonal (TRH)
risco ↑ cerca de 2x
maior no primeiro ano
risco depende de:
tipo de estrogênio
via de administração
DIFERENÇA MAIS IMPORTANTE DO ARTIGO
Via de administração muda tudo
Oral:
passa pelo fígado
↑ coagulação
Transdérmico:
evita first-pass hepático
menor risco trombótico
um dos pontos mais relevantes do artigo
Progesterona natural vs sintética
Progesterona natural micronizada → menor risco
Progestinas sintéticas → maior risco
DIU hormonal (levonorgestrel)
DADO MUITO IMPORTANTE:
não aumenta risco de trombose
FATORES QUE AUMENTAM MUITO O RISCO
O risco não é isolado — é cumulativo:
Idade
aumenta exponencialmente
Obesidade
até 23x maior risco com anticoncepcional
Tabagismo
História familiar ou trombofilia
Cirurgia / imobilização
INTERPRETAÇÃO CLÍNICA IMPORTANTE
O maior erro é olhar só o hormônio.
O risco real é:
hormônio + contexto do paciente
PACIENTES COM HISTÓRICO DE TROMBOSE
risco de recorrência:
~4% ao ano após suspensão
Se mantiver hormônio:
risco pode aumentar significativamente
Estratégia:
evitar via oral
preferir transdérmico
considerar anticoagulação
PERÍODO PERIOPERATÓRIO
recomenda-se:
suspender anticoncepcional 4–6 semanas antes de cirurgia
OU
manter e usar profilaxia anticoagulante
decisão individualizada
INSIGHT CLÍNICO MAIS IMPORTANTE
O risco trombótico NÃO é binário
Não é: usa hormônio → risco não usa → seguro
É um espectro dependente de múltiplos fatores
PRINCIPAIS MENSAGENS DO ARTIGO
Estrogênio aumenta risco de trombose Progesterona modula esse risco Via oral é mais arriscada que transdérmica DIU hormonal é seguro do ponto de vista trombótico Risco absoluto geralmente é baixo Mas pode aumentar muito com fatores associados
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Nos últimos anos, tem crescido a divulgação do uso da gestrinona como tratamento para o lipedema, principalmente na forma de implantes hormonais. Essa tendência, amplamente impulsionada por redes sociais e medicina estética, levanta uma questão fundamental: existe respaldo científico para essa prática?
A resposta, à luz das melhores evidências disponíveis até o momento, é clara: não.
Ausência total de evidência científica
Uma revisão sistemática recente avaliou de forma rigorosa toda a literatura disponível sobre o uso da gestrinona no lipedema. O resultado é contundente:
Nenhum estudo clínico foi encontrado — nem ensaios randomizados, nem estudos observacionais, nem mesmo séries de casos.
Além disso:
Não há estudos em andamento registrados
Não há recomendação em diretrizes nacionais ou internacionais
Sociedades médicas se posicionam contra o uso
Ou seja, estamos diante de uma situação rara na medicina: uso clínico disseminado sem qualquer evidência científica direta.
O que sabemos sobre a gestrinona (fora do lipedema)
A gestrinona é um esteroide sintético derivado da 19-nortestosterona, com efeitos:
Androgênicos
Antiestrogênicos
Antiprogestagênicos
Anabólicos
Foi desenvolvida para tratamento de endometriose, e mesmo nessa indicação, os dados são limitados e antigos.
Seu uso atual para estética ou composição corporal ocorre off-label, sem padronização de dose, via de administração ou segurança.
Perfil de segurança: sinais de alerta importantes
Uma revisão sistemática recente avaliando segurança da gestrinona traz dados preocupantes:
Amenorreia: ~41%
Acne/seborreia: ~42%
Queda de libido: ~26%
Fogachos: ~24%
Alterações hepáticas (transaminases): ~15%
Mas o dado mais relevante, e muitas vezes ignorado:
Ganho de peso significativo foi observado na maioria dos estudos
Presente em cerca de 40% das pacientes
Variando de 0,9 até 8 kg
Esse achado é particularmente crítico no contexto do lipedema, uma doença já marcada por disfunção do tecido adiposo.
O paradoxo no lipedema
“O lipedema não é simplesmente acúmulo de gordura. Trata-se de uma doença complexa, com componentes inflamatórios, hormonais (ainda não completamente compreendidos), microvasculares, linfáticos e de tecido conjuntivo. Apesar de hipóteses envolvendo hormônios, não existe evidência de que manipulação hormonal melhore a doença. Pelo contrário, o uso de um composto com ação antiestrogênica, androgênica e metabolicamente ativa pode, teoricamente, agravar desequilíbrios metabólicos e inflamatórios.” – Comenta o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular formado pela USP com ênfase no tratamento do Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).
Por que isso está acontecendo?
O crescimento do uso da gestrinona no lipedema parece estar mais relacionado a:
Marketing agressivo
Promessa de resultados rápidos
Desespero de pacientes sem diagnóstico adequado
E não à ciência.
Pacientes com lipedema frequentemente percorrem uma longa jornada até o diagnóstico, o que as torna mais vulneráveis a terapias não comprovadas.
O que realmente tem evidência no tratamento do lipedema
As abordagens recomendadas por diretrizes incluem:
Terapia compressiva
Exercício físico adaptado
Terapia descongestiva complexa
Ajustes nutricionais
Suporte psicológico
Lipoaspiração com preservação linfática (casos selecionados)
Essas estratégias têm base científica e foco na melhora funcional e qualidade de vida, não em promessas rápidas.
Conclusão
O uso da gestrinona no tratamento do lipedema representa um exemplo clássico de prática médica que se afastou da evidência científica.
Não há estudos comprovando eficácia
Não há dados de segurança para essa indicação
Há evidência consistente de efeitos adversos
Incluindo ganho de peso significativo
Em medicina, especialmente em doenças crônicas como o lipedema, não podemos substituir ciência por expectativa.
O tratamento deve ser baseado em evidência, não em tendência.
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prevalência global evolução temporal (2000–2023) diferenças por sexo, idade, renda e região
Metodologia
597 estudos incluídos
3.236 pontos de dados
45,5 milhões de indivíduos
análise com modelagem bayesiana global
abrangendo 198 países
Principais resultados
Crescimento global MASSIVO
prevalência global:
2000: 11,9%
2023: 28,4%
mais que DOBRO
Mulheres
14,7% → 31,0%
Homens
9,0% → 25,7%
Número absoluto
1,54 bilhão de pessoas em 2023
846 milhões mulheres
692 milhões homens
Crescimento em quase TODOS os países
aumento em:
196 países e territórios
Fatores associados
Idade
aumenta progressivamente com a idade
pico: 65–75 anos
pode chegar a ~55% em mulheres
Urbanização
quanto mais urbano → maior prevalência
estilo de vida sedentário
alimentação ultraprocessada
Renda
quanto maior renda → maior prevalência
(efeito “ocidentalização”)
Diferença entre homens e mulheres
mulheres têm maior prevalência global
Possíveis explicações:
maior obesidade
diferenças hormonais
padrão de distribuição de gordura
fatores socioeconômicos
Observação importante
após os 45 anos:
mulheres passam a ter prevalência significativamente maior
Diferenças regionais
Regiões com maior prevalência
Europa Central
países de alta renda
Ásia Oriental (em crescimento rápido)
Menor prevalência
África Subsaariana
O que explica esse aumento?
Principais fatores:
envelhecimento populacional urbanização sedentarismo dieta ultraprocessada estresse
Destaque do estudo
o maior driver foi:
aumento da prevalência em si (não só crescimento populacional)
Componentes mais comuns
Segundo meta-análises citadas:
obesidade central → ~45%
hipertensão → ~43%
HDL baixo → ~40%
triglicerídeos altos → ~29%
glicemia elevada → ~25%
6. Impacto clínico
fatores associados representam:
37,9% das mortes globais
20,5% da carga de doença (DALYs)
Insight importante
o risco combinado (cluster) é maior do que cada fator isolado
Implicações clínicas
“A mensagem central é clara. Nunca gastamos tanto e estivemos tão mal. Não devemos tratar fatores isolados, devemos tratar a paciente como um sistema metabólico integrado. Estratégias de mudanças simples são necessárias como alimentação adequada, atividade física, redução de ultraprocessados, ausência de luz noturna, higiene do sono e intervenções farmacológicas em casos selecionados. Tudo isso também é a base no tratamento das mulheres com lipedema” – Analisa o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular formado pela USP com ênfase no tratamento do Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).
Conclusão
síndrome metabólica está em EXPLOSÃO global mais de 1 em cada 4 adultos afetados mulheres e idosos são os mais impactados urbanização e estilo de vida são determinantes
Frase-chave do artigo
“A síndrome metabólica se tornou uma das maiores ameaças globais à saúde.”
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Durante muitos anos, a creatina foi vista como um suplemento exclusivo do mundo esportivo.
Algo “de academia”.
Mas essa visão ficou no passado.
Hoje, a creatina é provavelmente o suplemento mais estudado do mundo quando o assunto é performance — com mais de mil publicações científicas avaliando seus efeitos em força, potência, recuperação e composição corporal
E o mais interessante?
A ciência está mostrando que seus efeitos vão muito além do músculo.
Creatina melhora performance… mesmo sem treino?
Tradicionalmente, sempre associamos creatina ao treinamento de força.
E de fato, quando combinada com musculação, ela aumenta massa magra e força.
Mas um dado recente muda completamente o jogo.
Uma revisão sistemática com 39 estudos demonstrou que:
A creatina melhora performance anaeróbica mesmo em indivíduos que não estão treinando
Ou seja…
Mesmo sem musculação, há aumento de potência e capacidade de gerar energia rápida.
Isso acontece porque a creatina atua diretamente no sistema de energia celular:
Ela aumenta a disponibilidade de fosfocreatina Facilita a ressíntese de ATP Melhora a capacidade de resposta em esforços intensos
Em termos simples:
Mais energia disponível, independentemente do treino.
O que mudou nos últimos anos: o cérebro entrou na conversa
Se antes a creatina era “do músculo”…
Hoje ela também é do cérebro.
Nos últimos anos, houve um crescimento expressivo de estudos avaliando seus efeitos neurológicos.
E os dados são cada vez mais consistentes.
Sabemos hoje que:
O cérebro consome cerca de 20% de toda a energia do corpo A creatina atua como um sistema de reserva energética para neurônios A suplementação pode aumentar os estoques cerebrais de creatina
E isso tem consequências práticas importantes.
Uma revisão recente mostrou que a creatina pode:
Melhorar memória e cognição
Reduzir fadiga mental
Ajudar em privação de sono
Ter papel potencial em depressão e ansiedade
Auxiliar na recuperação de lesões cerebrais
Mas existe um problema: o cérebro não é tão fácil de “nutrir”
Diferente do músculo, o cérebro tem uma barreira importante:
a barreira hematoencefálica
Isso limita a entrada de creatina.
Estudos mostram que, em indivíduos saudáveis, o aumento de creatina cerebral com suplementação é relativamente modesto (cerca de 5–10%)
Ou seja:
Nem toda creatina que você consome chega ao cérebro.
E isso abre espaço para uma pergunta importante:
será que existem formas mais eficientes?
Clonapure: uma nova abordagem para energia cerebral
Um estudo recente comparou creatina tradicional com uma formulação chamada Clonapure, em células neuronais humanas.
O modelo simulava um cenário de estresse metabólico — exatamente onde o cérebro mais precisa de energia.
O resultado foi bastante interessante:
O Clonapure® aumentou significativamente a produção de ATP nos neurônios E fez isso de forma superior à creatina monohidratada isolada
A explicação provável envolve sua composição:
Creatina
Fosfocreatina (forma ativa)
Sais fosfatados
Isso permite:
entrega mais rápida de energia maior eficiência bioenergética melhor suporte em condições de estresse celular
O que tudo isso significa na prática?
A creatina deixou de ser apenas um suplemento de performance física.
Hoje ela é uma ferramenta metabólica.
Atua no músculo Atua no cérebro Atua na energia celular como um todo
E talvez o ponto mais importante:
Seus benefícios não dependem exclusivamente do exercício
Conclusão
“A ciência está mudando a forma como entendemos a creatina. Não é apenas sobre levantar mais peso. É sobre energia celular, função cerebral, resiliência metabólica e função mitocondrial. E estamos apenas começando a entender o potencial disso. Ela é fundamental no tratamento das mulheres com lipedema. Se antes a creatina era um suplemento de academia, hoje ela caminha para se tornar um dos pilares da medicina da performance — física e cerebral.” – Resume o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular formado pela USP com ênfase no tratamento do Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online)
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Não aumenta risco Pode ser protetor (principalmente BRCA1)
Estrogênio + progesterona
Neutro no geral possível tendência de risco em uso prolongado (<45 anos)
DIFERENÇA ENTRE BRCA1 vs BRCA2
BRCA1
Tumores geralmente triplo-negativos
Progesterona ativa via:
via RANK/RANKL → proliferação tumoral
Por isso:
progesterona pode ser mais problemática
estrogênio isolado pode ser protetor
BRCA2
Tumores mais frequentemente ER positivos
Nenhuma associação clara com TRH
TRH neutra nesse grupo
ACHADO MUITO IMPORTANTE (pouco discutido)
DIU hormonal (levonorgestrel)
Aumentou risco de câncer de mama:
HR: 1,69 (geral)
BRCA1:
HR: 2,0
Isso é extremamente relevante clinicamente
INTERPRETAÇÃO FISIOLÓGICA
“ O Estrogênio isolado apresenta um efeito efeito pró-apoptótico e pode reduzir proliferação. A progesterona ativa RANK/RANKL que aumenta a proliferação mamária e por isso pode ter um efeito de aumento de risco. O mesmo raciocínio vale para as mulheres com lipedema. Infelizmente existem pessoas que estão prescrevendo progesterona sintética como forma de tratamento pois não conhecem a fisiologia e a genética das mulheres com lipedema. Progesterona e bloqueio de estradiol nunca serão tratamento de lipedema.” – Explica o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular formado pela USP com ênfase no tratamento do Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância (online).
IMPLICAÇÕES CLÍNICAS
1. TRH NÃO deve ser evitada automaticamente
Não aumenta risco global
melhora qualidade de vida
reduz morbidade da menopausa precoce
2. Tipo de TRH importa MUITO
Preferência: estrogênio isolado (quando possível)
3. Avaliar histerectomia junto com ooforectomia
permite uso de estrogênio isolado
4. Cuidado com progestagênios
TRH combinada → neutra / possivelmente pior em alguns cenários
DIU hormonal → sinal de alerta
LIMITAÇÕES DO ESTUDO
Observacional (não randomizado)
Possível viés de seleção
Não avaliou profundamente:
dose
via (oral vs transdérmica)
INSIGHT CLÍNICO AVANÇADO
Esse estudo reforça algo muito importante:
não é “hormônio” que define risco é QUAL hormônio + CONTEXTO biológico
CONCLUSÃO FINAL
TRH após ooforectomia em BRCA:
não aumenta risco de câncer de mama
Estrogênio isolado:
pode ser protetor (especialmente BRCA1)
Progesterona:
pode ter papel proliferativo (via RANKL)
DIU hormonal:
possível aumento de risco → atenção clínica
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